02/09/2026
Peru: organizar uma greve geral pela base
_Por: PST (Peru)_
Em 13 de agosto, ocorreu a primeira mobilização de trabalhadores contra o recém-empossado governo de Keiko Fujimori e, por ser a primeira, foi uma boa resposta às notícias de que o governo planejava cortar direitos trabalhistas. No entanto, nada mais aconteceu após a marcha. É evidente que os líderes sindicais usaram a mobilização com o propósito de “dialogar” com o governo, como afirmou o presidente da CGTP, Luis Villanueva, em seu discurso no evento.
Nos últimos dias, duas grandes greves ocorreram em Pucallpa e Iquitos em protesto contra o aumento dos preços dos combustíveis. Em ambas as regiões, os líderes sindicais responderam à pressão das bases: no primeiro caso, suspenderam a greve assim que o governo anunciou um subsídio limitado e temporário aos combustíveis; no segundo, a direção tentou suspender o segundo dia de greve, mas foi impedida pela base.
A conclusão é clara: a base está disposta a lutar, mas a liderança da CGTP não, em nome do “diálogo” com o governo. O Juntos pelo Peru (JP) contribui para isso, já que seus congressistas buscam apresentar “soluções” para o diálogo com essas autoridades por meio do Parlamento.
Essas posições são um obstáculo: “dialogar” quando há tentativas de eliminar os direitos trabalhistas? Quando a população, enfurecida com o aumento dos preços dos combustíveis, reage? Quando paralisações e greves ocorrem em todos os lugares, como a dos trabalhadores do transporte em resposta à onda implacável de crimes?
Em vez de apelar ao “diálogo” e tentar estancar as lutas e o enorme descontentamento latente nos setores populares, a Central e os dirigentes deveriam unir as lutas e as reivindicações, mas não o fazem pela mesma razão de sempre: porque apostam na “governabilidade”, agora sob a liderança de Keiko Fujimori...
🔗 Leia no site (link no story)