23/11/2015
Você sabia que o Rio de Janeiro tem forte influência oriental e já no final do século XVIII vivenciava, em seu dia a dia, a cultura asiática?
Aquelas mãozinhas de coçar as costas, que todo mundo conhece, as sedas chinesas tão especiais, os telhados arrebitadinhos das casas e até os fogos de artifícios são invenções dos chineses que compõem a nossa cultura até hoje!
Vejam como e por que na revelação abaixo da historiadora Mary del Priore, no seminário “PENSAR O RIO”.
Essa e outras curiosidades estarão, ainda nessa semana, no nosso site também: www.pensarorio.org
"A cidade do Rio de Janeiro, nessa virada do Século XVIII para o Século XIX, era extremamente globalizada. (...) No final do século XVII,I o Rio era uma cidade asiática, uma cidade oriental. Por quê? Porque o Rio de Janeiro era um grande porto que recebia as navegações e os navios portugueses que vinham do Oriente, trazendo cargas diferenciadas - desde aquela mãozinha de coçar as costas, que todo mundo conhece, até as sedas chinesas tão especiais, e que constam, inclusive, dos inventários e testamentos do final do Século XVIII. Mais do que isso, os navios trouxeram uma enorme influência, por exemplo, na arquitetura das casas. Aqueles telhados arrebitadinhos são influencias chinesa, assim como aqueles grandes animais de louça nos portões das casas de outrora. Também é influencia chinesa o prazer de ver os foguetes espocarem no ar: foram os chineses que inventam os fogos de artifício e é no bojo desses navios que o foguete chegou. Soltar p**a também é uma influência chinesa. Até hoje nossa cidade bebe dessa tradição oriental."