19/08/2026
Mais de 460 propriedades atendidas: São Jorge D’Oeste mantém serviços à agricultura com recursos livres do Município
Balanço de 2026 já ultrapassa 1,5 mil horas de serviços no meio rural; custeio das atividades, como combustível, cascalho e manutenção da estrutura, depende essencialmente de recursos próprios
A dimensão do atendimento prestado aos produtores rurais de São Jorge D’Oeste aparece em um novo levantamento da Administração Municipal. Somente de janeiro até agosto de 2026, mais de 460 propriedades rurais já foram atendidas, ultrapassando 1,5 mil horas de serviços executados no interior do município.
Mas, além dos números, o levantamento chama atenção para uma característica importante do financiamento da agricultura municipal: grande parte da estrutura necessária para manter os serviços funcionando diariamente é sustentada com recursos livres do próprio Município.
Na agricultura, embora existam convênios e recursos estaduais e federais — especialmente para aquisição de máquinas, implementos e equipamentos —, a manutenção diária dos serviços prestados diretamente ao produtor recai, em grande parte, sobre o caixa livre municipal.
É desse orçamento que precisam sair despesas fundamentais para colocar a estrutura em funcionamento: combustível para os maquinários, aquisição de cascalho, manutenção dos equipamentos e outros custos necessários para que as máquinas cheguem às comunidades e propriedades.
O prefeito Gelson Coelho do Rosário destaca que essa realidade precisa ser considerada quando se observa a quantidade de serviços executados no campo. Mais do que disponibilizar máquinas, é necessário garantir condições financeiras para que elas trabalhem.
Nesse contexto, superar 460 propriedades atendidas e 1,5 mil horas de serviços somente em 2026 representa também uma decisão de aplicação dos recursos próprios do Município em uma atividade diretamente ligada à sua base econômica.
O trabalho envolve melhorias de acessos às propriedades e diferentes demandas de infraestrutura rural, permitindo melhores condições para o deslocamento das famílias, entrada de insumos e escoamento da produção.
O relatório da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente demonstra ainda que o atendimento ao setor rural vai além dos serviços de máquinas. As ações abrangem sistemas de abastecimento de água nas comunidades, agricultura familiar, assistência técnica, apoio às agroindústrias, melhoramento genético do rebanho e fortalecimento das cadeias produtivas.
No Programa de Inseminação Artificial, por exemplo, o relatório contabilizou 7.076 inseminações entre janeiro de 2025 e maio de 2026, evidenciando a dimensão de uma política voltada especialmente ao desenvolvimento da pecuária leiteira.
Ao mesmo tempo em que busca recursos externos para ampliar e renovar o parque de máquinas, São Jorge D’Oeste precisa assegurar, com orçamento próprio, as condições para que essa estrutura permaneça efetivamente trabalhando.
É justamente nesse ponto que os números ganham maior significado: máquinas adquiridas representam patrimônio; combustível, manutenção, cascalho e horas trabalhadas representam o serviço chegando efetivamente até a propriedade rural.
E, em um município onde a agricultura ocupa posição central na geração de renda e na movimentação da economia, manter essa estrutura em funcionamento significa fazer o investimento público chegar diretamente a quem produz.