27/07/2022
O quão completa é a informação?
Outro ponto é que muitas vezes estes conselhos são incompletos e pouco transparentes. É o caso do “amigo” que citei acima. As pessoas querem sugerir e vender, mas nem sempre se dão ao trabalho ou têm informação suficiente para que você possa tomar suas decisões de forma coerente.
Normalmente elas dizem apenas o “geral”, o que consideram importante. Mas, espera aí, e os riscos? Perdas? Isso ninguém fala, por isso é importante que você decida já levando em conta a parte ruim da coisa.
Qualquer investimento traz em si alguns riscos. E isso não vale só para dinheiro não. Até quando a gente escolhe um trabalho ou uma namorada, está comprando junto todas as possibilidades de dar certo, mas também de dar errado. Você está preparado?
E o que acontece, por exemplo, se o negócio do seu amigo falir? Ele vai reembolsá-lo ao menos em parte ou você está assumindo os riscos junto com ele? É importante que a parte que sugere esteja aberta e transparente para falar sobre todos os pontos.
Um gerente que quer empurrar um seguro de vida para você, mas não quer perder tempo oferecendo e avaliando diferentes alternativas, talvez não seja o conselheiro mais adequado para cuidar de algo tão importante, não é mesmo?
Normalmente, poucos querem saber dos riscos, mas você, que busca educação financeira na veia, precisa agir diferente.
Você está deixando de pensar de forma crítica?
Finalmente, seguir a manada pode ser muito perigoso, até mesmo porque, como falei lá no começo, os planos e metas de cada um são diferentes, assim como a aversão a risco e etc.
Se você tem tomado decisões seguindo conselhos gerais que, em tese, valem para todo mundo, tome um pouco mais de cuidado.