07/03/2026
Amanhã (08/03/2026 - Domingo) será o dia internacional da Mulher, e o que isso significa? Significa, que mulheres continuam indo as ruas reivindicando o direito de simplesmente de existir!
Somente no Estado de São Paulo, em 2025 registrou um recorde histórico de feminicídios totalizando 266 casos, o que representa uma alta de mais de 8% em relação às 246 mortes contabilizadas em 2024. A escalada de violência continuou no início de 2026, com janeiro registrando o maior número para um início de ano, mantendo a trajetória de aumento nos registros.
Esses dados infelizmente só evidenciam (o que não deixa de ser preocupante e vergonhoso), casos cis heteronormativos. Infelizmente os dados de feminicídios não incluem mulheres trans, até porque eles são tratados SOMENTE como transfobia, o que também é crime, porém, mulheres trans, acima de tudo, também são mulheres e cada mulher trans que é retirada sua vida, seja pelo crime de ódio ou não, perdeu justamente pelo fato de ser mulher, o que nos movimentos chamamos de transfeminicidio. O que se torna cômico para não dizer trágico, porém uma coisa é certa, é hipócrita, afinal, para se matar uma mulher trans, seus algós, aí sim, as reconhecem como mulher e já as condenam inclusive pela sua vulnerabilidade e submissão.
Como dito no início do texto, amanhã é o dia internacional da mulher, me pergunto, o que há de se comemorar diante de tais dados e fatos?
Porém a hipocrisia irá permanecer, afinal, amanhã veremos várias postagens, comemorações, enaltecendo a mulher, à valorizando, e na segunda, veremos mais um caso de feminicídio nos telejornais brasileiros, enquanto os políticos se preocupam em fazer campanha eleitoral antecipada.
2026 é ano de eleição, que tal darmos mais espaço para ELAS, do que para a corja que já conhecemos há anos?
Monteiro Junior Seth
Pai/Fundador do coletivo Família Seth LGBT
Texto final: Reyna Destro Nogueira
presidenta do Coletivo Família Seth LGBT