31/08/2026
Os trabalhadores e trabalhadoras da construção civil de Belém (PA) rejeitaram, em assembleia realizada na quinta-feira (27), a proposta apresentada pela patronal para a campanha salarial da categoria. A patronal ofereceu ap***s 4,1% de reajuste no piso salarial, índice que sequer repõe a inflação do período, e um aumento irrisório de R$ 6 na cesta básica, hoje fixada em R$ 160.
Dirigentes do STICMB (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Belém) classificaram a proposta como humilhante e anunciaram que vão cobrar da patronal uma contraproposta que contemple reajuste real, cesta básica digna, PLR e melhorias nas cláusulas sociais da categoria.
Uma nova rodada de negociação com os empresários está marcada para esta terça-feira (1º de setembro), e uma nova assembleia dos trabalhadores acontece na quinta-feira (3), às 18h, na sede do Sindicato. A direção do STICMB convoca toda a categoria a comparecer em peso. Se não houver uma contraproposta decente, os operários e operárias ameaçam deflagrar greve.
Não é a primeira vez que os operários da construção civil de Belém precisam enfrentar a arrogância patronal. No ano passado, às vésperas da realização da COP30 na capital paraense, a categoria protagonizou uma greve histórica que expôs, para todo o país, a hipocrisia de governos e empresas que discursavam sobre "sustentabilidade" e "futuro do planeta" enquanto exploravam e desrespeitavam quem erguia, com as próprias mãos, a infraestrutura do evento.
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