Casa Imperial do Brasil

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D. BERTRAND ENVIA MENSAGEM AO PAPA[Artigo publicado originalmente na edição nº 37 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de a...
05/08/2026

D. BERTRAND ENVIA MENSAGEM AO PAPA

[Artigo publicado originalmente na edição nº 37 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de abril, maio e junho de 2014. Para receber futuras edições, cadastre-se em monarquia.org.br/faca-parte.]

Alcançou ampla repercussão nacional e internacional o documento intitulado “Quo vadis, Domine? — Reverente e filial mensagem a Sua Santidade o Papa Francisco”, enviado ao Pontífice pelo Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança em 8 de fevereiro último, mostrando sua perplexidade diante do recebimento festivo por autoridades de Roma e pelo próprio Papa de líderes de invasão de terras na América do Sul, entre eles o conhecido João Pedro Stédile, do MST, e o argentino Juan Grabois, do Movimento de Trabalhadores Excluídos (MTE). A seguir alguns trechos do documento, que pode ser lido na íntegra no site monarquia.org.br.

APRESENTAÇÃO — Dirijo-me a Vossa Santidade em meu duplo caráter de Príncipe da Casa Imperial do Brasil e ativo participante da vida pública de meu País, para lhe externar uma grave preocupação concernente à causa católica no Brasil e na América do Sul em geral. É bem conhecido dos brasileiros o fato de que foi a instâncias do Papa Leão XIII, e apesar dos previsíveis inconvenientes políticos que daí adviriam, que minha bisavó, a Princesa Isabel, regente do Império, assinou a 13 de maio de 1888 a Lei Áurea, abolindo definitivamente a escravatura no Brasil. Custou-lhe o trono, mas valeu-lhe passar à História como “A Redentora”, e receber das mãos do Papa a Rosa de Ouro, em recompensa pela sua abnegação em favor da harmonia social e dos direitos dos mais desvalidos. Movido pelo mesmo senso de justiça e devotamento ao bem comum de meus antepassados, honro-me em ter dado início e animado durante 10 anos a campanha Paz no Campo, a qual promove a harmonia social no agro brasileiro. Tarefa tanto mais imperiosa quanto, nas últimas décadas, o meio rural do País vem sendo notoriamente conturbado por uma sequência de invasões de terra, assaltos, destruição de plantações, desapropriações confiscatórias, exigências ambientalistas descabidas e insegurança jurídica. No cerne dessa agitação agrária [...] encontram-se o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, mais conhecido pela sua sigla MST, e a organização internacional Via Campesina.

STÉDILE E MST — Por isso, foi com consternação que tomei conhecimento do convite enviado pela Academia Pontifícia de Ciências ao Sr. João Pedro Stédile, coordenador nacional do MST e representante da Via Campesina, para participar como observador de um seminário organizado pela referida Academia, em Roma, no dia 5 de dezembro de 2013, com as despesas de viagem pagas pelo Vaticano. [...] O conhecido agitador aproveitou-se do evento como tribuna para promover seus princípios baseados na premissa marxista da luta de classes, e ameaçou: [...] “A curva da luta de classes será mundial e, portanto, quando começar a fase de ascensão, será assim por toda parte. E a terra tremerá.” [...]

Não posso deixar de me perguntar, Santo Padre, qual a razão de que esse paladino de uma utopia revolucionária tão visceralmente anticristã e promotor da violação sistemática das leis tenha sido convidado pela Pontifícia Academia de Ciências. Pois é obvio que, sendo as classes populares cada vez mais infensas à pregação revolucionária, o interesse do líder do MST só pode ser a sua pretensão de utilizar-se da Igreja Católica como companheiros de viagem nessa utópica aventura. [...]

Tudo quanto foi exposto, Santidade, é de molde a chocar milhões de católicos brasileiros, que f**arão ainda mais desconcertados quando tomarem conhecimento de que, além do convite enviado a João Pedro Stédile para participar do referido seminário, Vossa Santidade gravou em vídeo, nessa ocasião, mensagem de saudação aos integrantes da Via Campesina. Talvez Vossa Santidade não tenha sido informado, mas essa organização subversiva ficou tristemente conhecida dos brasileiros, em abril de 2006, quando 2.000 militantes dessa organização invadiram a empresa Aracruz Celulose, depredando grandes estufas experimentais, sistemas de irrigação, viveiros de mudas, incendiaram instalações e destroçaram modernos equipamentos de laboratório. Pode Vossa Santidade calcular o quanto soará inverossímil a milhões de brasileiros saber que Vossa Santidade, nesse vídeo, estimulou a Via Campesina a “seguir adelante”! Esse procedimento não foi o único, Santo Padre. [...]

GRABOIS E MTE — Minha perplexidade seria maior na eventualidade de Vossa Santidade não saber perfeitamente quem é Juan Grabois, argentino militante da “esquerda popular” peronista, também convidado pela Pontifícia Academia de Ciências, não só para ser um dos organizadores do referido seminário, como também para ser o primeiro de seus relatores. Articulador da rede de “cartoneros” — os catadores de papel de Buenos Aires — no chamado Movimento de Trabalhadores Excluídos (MTE) bem como um dos fundadores da Confederação dos Trabalhadores da Economia Popular, esse advogado e militante da esquerda peronista não esconde suas convicções abertamente marxistas. Em artigo para AgendaOculta.net, sustenta que a “acumulação originária” de riqueza das classes abastadas “provém de algum grande crime”. Para ele, tal riqueza particular é necessariamente fruto de “saque, escravidão, rapina, contrabando, evasão de capital, tráfico de pessoas, tráfico, usurpação, calote, corrupção, malversação de fundos públicos...” [...] Ou seja, é a velha teoria de Marx segundo a qual todo proprietário particular seria um ladrão pelo simples fato de ser abastado. [...]

Vossa Santidade convidou “cartoneros” a subirem no palanque da Praia de Copacabana, durante a Via Sacra da Jornada Mundial da Juventude, além de lhe tributar outros gestos de acolhimento, como a audiência que concedeu a Grabois, por duas horas, no mês de agosto passado, em sua residência de Santa Marta. Envolveriam estes gestos um apoio à linha traçada pelo ideólogo Juan Grabois? Eis minha filial e respeitosa pergunta. [...]

“QUO VADIS, DOMINE?” — Vossa Santidade, agindo com calculada prudência, vai definindo aos poucos os rumos do seu pontif**ado. É natural que os fiéis acompanhem com atenção os passos que vão sendo dados nesse sentido. Diante das inevitáveis perplexidades que toda mudança de rumo naturalmente produz, compreende-se que muitos façam, no interior de seus corações, a pergunta que, segundo a legenda, o próprio São Pedro fez quando, fugindo da perseguição de Nero, encontrou Jesus Cristo que vinha em sentido contrário: “Quo vadis, Domine?” — Aonde vais, Senhor?

Ao ouvir a resposta de Nosso Senhor de que Ele se dirigia a Roma para ser novamente crucif**ado, São Pedro entendeu que o momento havia chegado de ele próprio sofrer o martírio. E, assim, submeteu-se ao suplício com grande humildade, pedindo aos algozes que o crucif**assem de cabeça para baixo — segundo piedosa tradição — porque não se considerava digno de que sua morte igualasse em todos os pormenores a de Cristo.

Assim, em vista dos fatos acima descritos, e das perplexidades por eles suscitadas, um fiel poderia ser levado a dirigir ao Papa Francisco idêntica pergunta — “Quo vadis, Domine?” [...] Faço-o, pois, nesta Reverente e Filial Mensagem, convencido de que Vossa Santidade receberá a presente manifestação com paternal benevolência, e como uma leal contribuição para o êxito de sua excelsa missão no governo da Santa Igreja.

📸 Sua Santidade o Papa Francisco (1936-2025).

🍕 Na segunda-feira, 27 de julho, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, partic...
04/08/2026

🍕 Na segunda-feira, 27 de julho, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, participou de jantar organizado pelo Secretariado da Casa Imperial do Brasil, na Casa Imperial do Brasil, em São Paulo.

🏛️ O Secretariado da Casa Imperial do Brasil é o órgão que, sob autoridade direta de Dom Bertrand, tem a missão de apoiá-lo em suas atividades como Chefe de Casa.

SERIEDADE E HONRADEZ NOS HOMENS DO IMPÉRIO✍🏻 Leopoldo Bibiano Xavier*Na atualidade, há um consenso geral em torno de se ...
03/08/2026

SERIEDADE E HONRADEZ NOS HOMENS DO IMPÉRIO

✍🏻 Leopoldo Bibiano Xavier*

Na atualidade, há um consenso geral em torno de se evitar reconhecimento de mérito a tudo o que for expressão de elite. No entanto, é mais do que certo que país algum pode aspirar a crescer sem o concurso dos melhores, sem o aproveitamento de seus maiores talentos e capacidades. No Império, o rol dos talentos era tão grande, que tornava-se difícil apontar os que sobressaíam. Foi o que Machado de Assis imortalizou em “O Velho Senado”. Por isso mesmo o País havia assumido uma posição que em muitos aspectos causava inveja no Exterior: éramos uma ilha de paz e progresso na América do Sul.

Em uma visita de D. Pedro II a Victor Hugo, este lhe perguntou se não tinha receio de deixar o seu Império por tanto tempo, ao que o Imperador respondeu:

— Não. Os negócios públicos fazem-se perfeitamente na minha ausência. Há na minha terra muitas pessoas que valem tanto ou mais do que eu. Além disso, aqui não perco o meu tempo. Reino sobre um povo jovem, e é para esclarecê-lo, torná-lo melhor, fazê-lo marchar para a frente, que uso dos meus direitos, ou do poder que me coube pelos acasos da fortuna e do nascimento.

Escrevendo sobre os ministros de Estado do Segundo Reinado, o Conde Afonso Celso acentuou: “Nenhum ascendeu ao Governo por mero favoritismo ou por capricho, nenhum comprometeu a dignidade governamental, nenhum foi vergonhosamente esmagado, nenhum se portou de maneira ignóbil nem deixou nome odioso na tradição popular. Nunca, um só que fosse, se aproveitou de suas funções para locupletar-se. Todos se exoneravam endividados ou menos ricos. Era um sacrifício ser ministro.”

Comparem-se a hombridade e honradez dos homens públicos da época do Império aos de hoje, e vemos em que desfiladeiro profundo a república lançou o Brasil!

* Artigo publicado originalmente na edição nº 37 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de abril, maio e junho de 2014. Para receber futuras edições, cadastre-se em monarquia.org.br/faca-parte.

HÁ FOTOS QUE REGISTRAM UM INSTANTE. OUTRAS CAPTURAM UM ESTADO DE ALMA✍🏻 Osvaldo RoccoAo término da Santa Missa, na saída...
31/07/2026

HÁ FOTOS QUE REGISTRAM UM INSTANTE. OUTRAS CAPTURAM UM ESTADO DE ALMA

✍🏻 Osvaldo Rocco

Ao término da Santa Missa, na saída da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, em São Paulo, enquanto Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe D. Bertrand, cumprimentava os presentes, meu olhar foi atraído por um detalhe quase imperceptível: o encanto silencioso de algumas meninas.

Seus olhos pareciam dizer aquilo que as palavras ainda não sabem exprimir: diante delas estava alguém que representava algo maior do que um homem — uma história, uma tradição, um ideal de honra que atravessa gerações. Ao lado delas permaneciam seus pais, discretos, como quem contempla um momento simples, mas precioso.

Compreendi como as crianças possuem um privilégio que os adultos frequentemente perdem: Não se encantam pelo poder, mas pela dignidade; não pela fama, mas pela nobreza.

Talvez por isso a monarquia desperte nelas um fascínio tão natural. Porque ela fala uma linguagem que a infância compreende: a linguagem dos contos de reis e rainhas, dos cavaleiros fiéis, das princesas virtuosas e dos príncipes chamados, antes de tudo, ao dever. Esses símbolos, quando autênticos, alimentam a imaginação e educam o coração para amar o que é elevado.

Enquanto observava aquelas meninas, ocorreu-me que talvez a esperança de um povo não esteja apenas em suas leis ou em suas instituições, mas também na capacidade de suas crianças de ainda se emocionarem diante da verdadeira grandeza.

Porque um povo que perde a capacidade de admirar acaba perdendo também a capacidade de aspirar.

E a civilização começa a morrer justamente quando deixa de erguer os olhos para aquilo que está acima dela.

GASTOS PÚBLICOS: MONARQUIA VS. REPÚBLICA✍🏻 Geraldo Helson Winter*Durante quatro séculos o Brasil se beneficiou da forma ...
30/07/2026

GASTOS PÚBLICOS: MONARQUIA VS. REPÚBLICA

✍🏻 Geraldo Helson Winter*

Durante quatro séculos o Brasil se beneficiou da forma de governo monárquica e isto lhe assegurou dimensões continentais, povoamento, desenvolvimento e prestígio internacional. Basta lembrar que as fronteiras do Brasil foram definidas em 1494, pelo Tratado de Tordesilhas, antes mesmo de descoberto pela esquadra de Pedro Álvares Cabral, em 22 de abril de 1500. E lembrar também que em 1750 o Tratado de Madri ratificou as fronteiras brasileiras, expandidas largamente para oeste, adquirindo dimensões territoriais já muito próximas das atuais. A evidência histórica desse fato é um dos marcos de pedra das novas fronteiras do Tratado de 1750, que se encontra na cidade de Cáceres, no Mato Grosso do Sul.

Contudo, há pouco mais de um século, o Brasil vem experimentando amargamente a forma de governo republicana, que lhe tem garantido uma sequência interminável de desilusões, descontinuidade política e dilapidação dos cofres públicos.

Mas, qual a razão para essa diferença flagrante entre o prestígio do Brasil monárquico e o desprestígio do Brasil republicano? Comparando-se Monarquias e Repúblicas é possível verif**ar facilmente que as Monarquias são mais austeras em seus gastos do que as Repúblicas. Isso é uma realidade, mesmo diante da p***a com que as Monarquias normalmente se apresentam. Palácios suntuosos pesam pouco no bolso dos contribuintes, pois já fazem parte do patrimônio nacional há séculos. Mas não é apenas por isso, já que as Repúblicas são mais dispendiosas, mesmo quando seus governantes ocupam palácios de monarcas destronados.

A razão de as Monarquias serem mais austeras reside em dois fatores fundamentais: um é a moralidade elevada dos monarcas e o outro é o mecanismo de transmissão do poder. O primeiro fator denota a sadia formação da consciência moral da pessoa e o segundo denota a sólida formação da estrutura política e social de um país.

Se considerarmos também que o papel da Monarquia é elevar o conjunto social, f**a fácil compreender que a condição indispensável para isso é justamente a integridade elevada do Monarca, que por sua vez influencia profundamente a moralidade de seu povo. Evidentemente na República a probidade dos governantes também é condição indispensável para uma administração austera. Contudo, essa austeridade f**a profundamente prejudicada justamente em função do mecanismo de transmissão do poder. Enquanto na Monarquia tal mecanismo é hereditário e vitalício, na República é eleitoral e transitório. A transmissão do poder na Monarquia favorece não apenas a moralidade elevada do monarca, mas também de todo o conjunto social. No entanto, o sistema eleitoral e transitório de transmissão do poder na República não favorece nem a moralidade elevada do governante, nem a dos cidadãos.

Na República, o declínio vertiginoso da moralidade é sistematicamente alimentado pela engrenagem de transferência do poder. A transmissão do poder eleitoral e transitório abre espaço a todo tipo de oportunismo, levando governantes medíocres a se preocuparem apenas com interesses pessoais ou, quando muito, com interesses de seu partido, em notório prejuízo do povo e do bem comum.

É possível constatar com facilidade que as Monarquias são realmente mais austeras que as Repúblicas. Tomemos como exemplo dois países vizinhos, fazendo a comparação entre a Monarquia espanhola e a República portuguesa: a Monarquia custa, para cada espanhol 0,53 de euro por ano, enquanto a Presidência da República custa 1,58 euro para cada português. O governo espanhol transfere para a Casa Real quase 9 milhões de euros anualmente, enquanto o governo português transfere para a Presidência da República quase 16 milhões de euros.

Apesar de as Monarquias serem mais austeras do que as Repúblicas, existe a falsa impressão de que são mais dispendiosas. Um dos motivos é o pomposo cerimonial da Monarquia inglesa, que devido a seu aparato é a mais cara entre todas as Monarquias. Mas, ainda assim, seu custo é incomparavelmente menor do que o de uma República. O custo anual da Monarquia inglesa é de US$ 1,20 para cada súdito, o da sueca e da belga US$ 0,77, o da espanhola US$ 0,74, o da japonesa US$ 0,41, o da holandesa US$ 0,32. Em sentido contrário, a República dos Estados Unidos onera cada contribuinte em quase US$ 5.

Voltando à Inglaterra, os cofres britânicos desembolsaram 37,4 milhões de libras para financiar a Monarquia. Em compensação, as propriedades da Coroa, que pertencem à Rainha e são administradas pelo governo, renderam ao país no ano passado 184,8 milhões de libras.

Outro equívoco comum é a crença de que em uma Monarquia o imposto dos contribuintes é utilizado para custear extravagâncias da Família reinante. Devemos observar que nem todos os gastos da Monarquia são pagos com dinheiro público, mas somente os inerentes a sua função constitucional. Na Inglaterra isso ocorre, por exemplo, com os Palácios de Buckingham, Hillsborough, Holyroodhouse, Kensington, St. James, Windsor. Tais palácios pertencem ao Estado e são utilizados para cumprir deveres oficiais pela Família Real.

Suas residências particulares de Balmoral e Sandringham são mantidas com a renda proveniente da herança da Família Real. É necessário lembrar que nem todos os membros da Família Real têm suas despesas pagas pela Lista Civil, mas apenas a Rainha, o Príncipe de Gales e seus consortes, o Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo, e Camilla, Duquesa da Cornualha. Os filhos da Princesa Margaret, Condessa de Snowdon, e únicos sobrinhos da Rainha Elizabeth II, David Armstrong-Jones, Visconde Linley, e Lady Sarah Chatto, em 2006, por exemplo, tiveram que vender joias e obras de arte para pagar os impostos sobre herança vigentes na Inglaterra.

Esses aspectos de austeridade da Monarquia inglesa são praticamente desconhecidos dos meios de comunicação que não dão a isso a atenção devida. Por outro lado, na República muitas famílias precisam ser sustentadas. O Jornal “Miami Herald” fez uma pesquisa em 1992 e constatou que os Estados Unidos naquele ano tiveram um gasto de mais de US$ 20 milhões em pensões de seus ex-presidentes ou de suas viúvas, sem contar as despesas com a proteção oferecida pelo Serviço Secreto, estimadas na época em US$ 18,5 milhões. No Brasil a República não é diferente. Os ex-presidentes brasileiros têm, por lei, direito de empregar oito servidores às custas do erário, além de utilizar dois carros oficiais com motoristas.

O contraste entre gastos da Monarquia e da República brasileiras também é gritante. Entre 1840 e 1889 a Família Imperial recebia 67 contos de réis mensalmente, apesar de a arrecadação ter crescido 15 vezes nesse período. O Marechal Deodoro da Fonseca, entretanto, já no dia 16 de novembro de 1889 assinou decreto dobrando a renda destinada ao Chefe de Estado para 120 contos de réis mensais. Com os 67 contos de réis D. Pedro II conseguia manter a Família Imperial, palácios e servidores, além de destinar às vítimas da Guerra do Paraguai 30% de todos os seus rendimentos. Pagava também de seu bolso pensão a necessitados e enfermos, viúvas e órfãos, num total de 409 pessoas. Quando, em 1871, partiu para sua primeira viagem ao Exterior, recusou vultosa verba oferecida pela Assembleia Geral, além de aumento na dotação da Princesa Isabel, por assumir pela primeira vez a Regência. Na ocasião a Assembleia Geral ofereceu um navio de guerra, com escolta de outros três, para a viagem do Imperador, que recusou e preferiu seguir viagem em navio de carreira.

De lá para cá, o Brasil republicano cai cada vez mais pelas tabelas. No índice da Transparência Internacional sobre percepção de corrupção, irmã gêmea da roubalheira institucional, nosso país encontra-se em 72º lugar. E quem vem entre os mais honestos? Os primeiros lugares são ocupados por Monarquias: Dinamarca, Nova Zelândia, Suécia, Noruega, Holanda, Austrália, Canadá, Luxemburgo e Inglaterra, entre outros. Dois pequenos fatos mostram porque as Monarquias são mais bem avaliadas: quando um incêndio destruiu, em 1992, parte do Castelo de Windsor, a Rainha Elizabeth II fez questão de pagar a reforma com seus próprios recursos; o Rei da Espanha, Juan Carlos, em 1991, doou ao patrimônio público um palácio que recebera de presente do Rei Hussein da Jordânia.

Em suma, Monarquias e Repúblicas evidenciam diferenças de mentalidade diametralmente opostas: enquanto Monarcas visam exclusivamente ao bem de seu povo, Presidentes aproveitam seus mandatos para cobrir os gastos da última eleição e garantir a próxima.

* Artigo publicado originalmente na edição nº 37 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de abril, maio e junho de 2014. Para receber futuras edições, cadastre-se em monarquia.org.br/faca-parte.

📸 Sua Majestade o Rei Carlos III do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Suas Excelências o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e a Primeira-Dama do Brasil, Rosângela Lula da Silva.

🤝🏻 No domingo, 19 de julho, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, concedeu au...
29/07/2026

🤝🏻 No domingo, 19 de julho, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, concedeu audiência ao Presidente da Associação Peruana dos Cavaleiros de Malta, Fernán Romano Altuve-Febres Lores, e ao Presidente e ao ex-Presidente da Associação dos Cavaleiros da Soberana e Militar Ordem de Malta de São Paulo e Brasil Meridional, Carlos Ivan Camargo de Colón e Luiz Périssé Duarte Junior, na Casa Imperial do Brasil, em São Paulo.

🎖️ Fundadas, respectivamente, em 1951 (em Lima, República do Peru) e em 1956 (em São Paulo), a Associação Peruana dos Cavaleiros de Malta e a Associação dos Cavaleiros da Soberana e Militar Ordem de Malta de São Paulo e Brasil Meridional são associações de membros (a primeira, no Peru; a segunda, nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) da Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, ordem religiosa leiga católica e entidade soberana de direito internacional fundada em 1099, em Jerusalém, Reino de Jerusalém (atuais Estados de Israel e da Palestina), e hoje sediada em Roma, República Italiana. A Ordem de Malta mantém relações diplomáticas com o Brasil desde 1952. Dom Bertrand é Bailio Grã-Cruz de Honra e Devoção da Ordem.

📧 Para agendar audiência com Dom Bertrand, escreva para [email protected].

🙏🏻 Na quinta-feira, 16 de julho, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, foi pa...
28/07/2026

🙏🏻 Na quinta-feira, 16 de julho, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, foi padrinho do estudante Lorenzo Dalle Carbonare Carvalho na consagração deste a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort, na Capela Militar Santo Expedito, em São Paulo, onde o Príncipe foi recebido pelo oficiante, o Capelão do Comando Militar do Sudeste, Tenente-Coronel Padre Reni Nogueira dos Santos.

✝️ A consagração a Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria Grignion de Montfort é um ato de entrega total de si mesmo a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. O método foi desenvolvido por São Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716), sacerdote, pregador e escritor francês canonizado em 1947, pelo Papa Pio XII.

⚽ Das oito melhores seleções de futebol do mundo, cinco são de Monarquias, começando pela melhor do mundo, a Seleção Esp...
27/07/2026

⚽ Das oito melhores seleções de futebol do mundo, cinco são de Monarquias, começando pela melhor do mundo, a Seleção Espanhola de Futebol, campeã da Copa do Mundo FIFA de 2026, promovida pela Federação Internacional de Futebol, de 11 de junho a 19 de julho, no Canadá, nos Estados Unidos e no México. A Seleção Espanhola é seguida pelas Seleções Inglesa (3º), Norueguesa (5º), Belga (6º) e Marroquina de Futebol (7º).

🏟️ A Seleção Brasileira de Futebol terminou a competição em 11º lugar, eliminada depois de ser derrotada pela Seleção Norueguesa, por dois gols a um, em partida das oitavas de final da Copa do Mundo, disputada em 5 de julho, no Estádio Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, Estados Unidos. Foi o pior resultado do Brasil na competição desde 1990.

🏆 Promovida desde 1930, pela Federação Internacional de Futebol, a Copa do Mundo FIFA é uma competição internacional de futebol entre seleções masculinas, realizada a cada quatro anos. O Brasil é o único país que participou de todas as edições e venceu a Copa do Mundo o maior número de vezes, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

POR QUE SOU MONARQUISTA?✍🏻 Padre Daniel-Ange de Maupeau d’Ableiges*[O presente texto nos foi enviado pelo Prof. Bernard ...
24/07/2026

POR QUE SOU MONARQUISTA?

✍🏻 Padre Daniel-Ange de Maupeau d’Ableiges*

[O presente texto nos foi enviado pelo Prof. Bernard Barrandon, distinto amigo e colaborador de “Herdeiros do Porvir”. Seu autor é o Pe. Daniel-Ange, sacerdote e escritor franco-belga, autor de mais de 60 livros e internacionalmente respeitado como intelectual. Extraímos, de seu artigo publicado em “La France Catholique”, de 26/7/2013, sobre a recente sucessão do trono belga, alguns tópicos que interessam, de modo especial, ao público brasileiro. O título “Por que sou monarquista?” e a tradução são de responsabilidade da redação deste boletim.]

👑1️⃣ O príncipe herdeiro é, desde a infância, preparado para sua função, é educado e recebe formação específ**a de longo alcance, é iniciado no exercício de sua função, durante anos, por seu pai. Durante anos a fio ele exerce numerosas missões diplomáticas, assume compromissos públicos e participa de recepções oficiais. É, ademais, assessorado por diversos conselheiros políticos. Está, pois, sempre perfeitamente a par da atualidade nacional e internacional.

👑2️⃣ O povo o conhece desde seu nascimento e o acompanhou durante todo o seu crescimento, em sua lenta maturação. Não é um indivíduo que aparece de repente, ninguém sabendo bem de onde veio.

👑3️⃣ O rei está acima de todas as querelas, mesquinharias, corrupções e rivalidades dos partidos políticos. Nessa matéria, ele é totalmente isento. Sendo de todos, ele pode, verdadeiramente, ser o representante de seu povo, ou melhor, a personif**ação dele. Seria impensável um rei partidário. Ele está fora e acima dos partidos.

👑4️⃣ Um rei é recebido e acolhido, porque ele nos é dado. Normalmente, isso se dá sem contestação. Não é o resultado matemático de uma implacável, feroz e mortífera batalha eleitoral, que custa somas exorbitantes, nas quais os candidatos apregoam promessas falaciosas (que, sabe-se muito bem, não poderão ser cumpridas) e metralham seus adversários, sujando-os com maledicências e calúnias, já que nessa guerra todos os golpes baixos são permitidos. Isso envergonha um país. Numa batalha eleitoral, a vitória só é obtida com maioria de no máximo algumas centenas de milhares de votos, e muitas vezes graças às numerosas abstenções. Trata-se de uma “vitória” que tem um custo: metade do povo f**a vencida, humilhada, amargurada, quando não revoltada. Como tal “vencedor” ousa pretender, logo depois, ser o representante de toda a nação, o presidente de todos? Isso não é humano, é contra a natureza.

👑5️⃣ Os presidentes se sucedem em rápida cadência. Os regimes desabam, uns após os outros. Os governos são sem cessar remanejados, dançam os ministros, são regularmente dissolvidas as câmaras. Os programas sociais e econômicos, as políticas educacionais e diplomáticas não cessam de mudar, ao sabor dos caprichos de cada ministro. Numa república, nada é estável. Ninguém garante a continuidade nem a estabilidade, ninguém vela pela fidelidade ao patrimônio nacional, à herança dos séculos, à história da nação. Por vezes, mesmo, estão pouco ligando para essas coisas. Mal está sendo reconhecido o mérito de um presidente, já seu mandato acabou. E, quando o presidente é ruim, esqueçam-se os desgastes, na espera impaciente de eleições. Em resumo, presidentes e governos passam. O rei, como a nação, é permanente.

👑6️⃣ Os presidentes têm necessidade de muito tempo para se situar na função e para compreenderem o país, tanto na sua história como na sua atualidade. Mas, mal acabaram de fazer isso, já recebem um “fora!” e um novo aparece para recomeçar tudo a partir do zero. Em escala mais reduzida, o mesmo acontece com ministros, prefeitos, embaixadores. Como é possível mudar todos eles de poucos em poucos anos? Mal estão começando a conhecer a fundo seu campo de atuação, sua região ou o país em que estão servindo, já são postos fora e vêm outros...

👑7️⃣ A monarquia constitucional de nossos dias coloca o soberano ao abrigo de qualquer desvio arbitrário, de qualquer veleidade ditatorial, já que ele não pode se arrogar nenhuma prerrogativa não estabelecida na constituição, da qual ele é tão-somente o intérprete e o avalista. Pelo contrário, o sistema eleitoral republicano de modo algum protege um presidente contra a tentação de um totalitarismo ideológico ditatorial ou tendente à ditadura, do que temos nós amarga experiência nesta França, que tanto se gaba dos “direitos do homem”.

👑8️⃣ Um rei não governa: ele reina. Mesmo assim, ele desempenha um papel decisivo e magistral na política, unicamente por sua autoridade moral, pela ascendência que lhe vem da sua longa experiência, conferindo-lhe uma sabedoria e um discernimento das pessoas e das situações que, na classe política, todos unanimemente reconhecem. A dimensão espiritual e moral o coloca acima de sua função. O poder de um rei decorre mais de sua envergadura moral do que dos estatutos jurídicos do país. E sua influência pessoal sobre partidos e políticos é reforçada por sua popularidade: ele leva o povo consigo. Isso é, para ele, até mesmo uma exigência imperativa. Se ele quer ter uma verdadeira influência política, deve estar à altura de seu cargo, deve ser perfeitamente digno de sua função. Em resumo, deve ser o mais inatacável possível. Somando-se à sua legitimidade, a integridade pessoal do soberano é a garantia de sua autoridade. Mas, por outro lado, sua legitimidade não f**a na dependência da sua popularidade. Ele não é como um presidente, submetido de mãos e pés atados, às sondagens de opinião e aos índices de popularidade. A liberdade do rei é, no sentido próprio da expressão, uma liberdade real. Do ponto de vista político, ele é correto, sem ser escravo de pequenos lobbies, ou de grandes magnatas da mídia que fabricam a pseudo-opinião pública. Ele é soberano. Sua autoridade decorre da sua vida interior.

👑9️⃣ O rei não é um indivíduo isolado. Ele é parte de uma família. É inseparável não só de sua esposa, como também dos filhos, irmãos, irmãs, primos. É toda a família real que “desde sempre” é conhecida. Esse fato dá à vida de um povo uma dimensão familiar muito forte. Daí também a exigência, para o soberano, de ter uma vida familiar inatacável, verdadeira escola de santidade para ele.

👑🔟 Por fim, o rei e a rainha são amados. Sua família é amada. Esse elemento afetivo humaniza imensamente a vida de um povo. Pode-se admirar um bom presidente, mas dificilmente ele chega a ser amado, mesmo porque, já que ele vai durar apenas um ou dois mandatos, mais vale a pena não se apegar demais a ele. Balduíno e Fabíola, assim como Paola e Alberto, foram profundamente amados na Bélgica. Filipe e Matilde certamente também o serão. Quem viu, quando dos funerais do rei Balduíno, todo um povo em lágrimas, unânime, desde os avós até os netos, sabe do que estou falando.

* Artigo publicado originalmente na edição nº 36 do boletim “Herdeiros do Porvir”, de janeiro, fevereiro e março de 2014. Para receber futuras edições, cadastre-se em monarquia.org.br/faca-parte.

📸 Suas Majestades o Rei Filipe e a Rainha Matilde dos Belgas; Sua Alteza Real a Princesa Isabel da Bélgica, Duquesa de Brabante; Suas Altezas Reais os Príncipes Gabriel e Emanuel e a Princesa Leonor da Bélgica; Suas Majestades o Rei Alberto e a Rainha Paula da Bélgica; Sua Majestade a Rainha Fabíola da Bélgica; Sua Alteza Imperial e Real o Arquiduque Lourenço da Áustria-Este e Sua Alteza Real a Princesa Astrid da Bélgica; e Suas Altezas Reais o Príncipe Lourenço e a Princesa Clara da Bélgica, no Palácio Real de Bruxelas, em Bruxelas, Bélgica, em 21 de julho de 2013.

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