EE Condessa Filomena Matarazzo

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15/10/2018
Turma técnico contábil 97
01/12/2017

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30/11/2017

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O Menino de Ermelino Matarazzo- Olá, vem vou lhe apresentar o meu bairro e te contar um pouco sobre mim.Ermelino Mataraz...
18/08/2017

O Menino de Ermelino Matarazzo

- Olá, vem vou lhe apresentar o meu bairro e te contar um pouco sobre mim.

Ermelino Matarazzo – SP - Brasil, Eu tinha dois anos quando vim morar aqui na nascente do córrego Itapejica, de águas límpidas com variedades de peixes.
Ermelino Matarazzo é um bairro na região leste da cidade de São Paulo, foi fundado por volta de 1588, nesta época fazia parte do bairro de São Miguel Paulista, aqui havia a casa da moenda com um engenho, aqui era uma pousada (Sitio Mirim) feita de taipa, (Dom Pedro 1º, parava para descansar, e seguir viagem com destino ao Rio de Janeiro). Aqui era a fábrica Celosul (fábrica de papel do grupo Matarazzo), a margem da ferrovia surgiu esta vila de casas dos operários, aqui tinha um cinema, um hotel, aqui ficava a primeira escola (Condessa Filomena Matarazzo construção em madeira),tinha também a pedreira, esta é a chácara da família Matarazzo, ou o que restou, ah também tinha um casarão com fama de ser assombrado, este é o oratório da cruz preta (uma árvore no alto do morro que fora atingida por um raio) e no Jardim Berlim havia uma fonte de água potável.
O Córrego Itapejica, tem seu leito paralelo a Avenida Paranaguá e vai desaguar no Rio Tietê. Eu quando criança costumava brincar as margens do córrego, havia bambus, pássaros, borboletas e árvores.
Eu não tinha preocupações com o preço do feijão, se havia empregos e quantas vidas a Ditadura estava destruindo, eu criança, bola, carrinho, perna de pau, bolinha de gude, bandido e mocinho, zorro e nacional kid. Chega o pré-primário, minha mãe guarda o primeiro cartão do dia das mães, primeiro ano professora Eunice Laureano da Silva. Eu criança estou crescendo, quinta série criei gosto pelas artes, incentivado por uma professora de artes (Sandra). 1977 uma musica me chama a atenção “Pra não dizer que não falei das flores (caminhando)” de Geraldo Vandré.

Bom, voltando, vou te contar o que aconteceu,, a casa da moenda foi ocupada e o engenho sumiu.
A pousada caiu, só restou “A Ruína de Taipa, tombado pelo Patrimônio Histórico”, porém está abandonado à sorte.
A vila de casas quase sumiu.
O cinema foi derrubado, assim como o hotel.
A escola mudou-se de endereço, e hoje é de alvenaria.
A pedreira deu lugar a um $ Banco.
A chácara ficou reduzida a uma casa, (hoje é um parque).
O casarão transformou-se em uma área degradada, (Passeadouro Miguel Boupan) talvez ainda exista assombração.
No morro foi construída a Igreja São Francisco de Assis, (o tronco da árvore “cruz preta” ainda está lá).
Da fonte nem água potável.
O Jardim Berlim virou Jardim Belém.
A ditadura acabou.
Acabara também o bambuzal, os peixes as borboletas.
A Professora Eunice Laureano da Silva morreu em um acidente de carro, deram o nome à escola.
A professora de artes, só restou lembranças.
Geraldo Vandré, não canta mais.
A criança ficou adulta, as brincadeiras acabaram, hoje se preocupa com a desigualdade social e com o preço do feijão.
O Córrego Itapejica não existe mais, virou um esgoto chamado Córrego Mongaguá.
A criança e o córrego Itapejica, estão nas minhas lembranças de menino pra sempre...

- Gostou?
Agora que nos conhecemos, quero te convidar em breve a participar do livro, você irá conhecer e entender “A Turca e o Poeta”
Ah, esta foto, foi tirada no primeiro fotógrafo do bairro "Okamoto"
(Ricardo Cardoso, Poeta, Artista Plástico e Historiador E.M - https://www.facebook.com/ricardocardoso.poeta)

Resgate Histórico: História da Escola Filomena MatarazzoEm meio a conversas mantidas com pessoas das mais diferentes ida...
30/05/2014

Resgate Histórico: História da Escola Filomena Matarazzo

Em meio a conversas mantidas com pessoas das mais diferentes idades sobre as escolas de Ermelino Matarazzo, a E.E Condessa Filomena Matarazzo, ou simplesmente "Filomena", foi sem dúvida uma das mais citadas. Aliás, ao fazerem referência à escola, o faziam no masculino. Ao perguntarmos por que, disseram-nos que era costume, pois antes de ser a Escola, "o Filomena" era o colégio. Sendo assim, expressões do tipo: "Eu estudei no Filomena" ou "o Filomena era muito legal", tornaram-se comuns para nós.

As primeiras pessoas que conosco falaram sobre o Filomena foram Odair Miranda Filho, Luis Carvalho, mais conhecido como Ziza, e Gilson Fuscaldo. "A nossa vontade e insistência contribuíram para que a Escola Condessa Filomena Matarazzo se tornasse realidade. Quando a gente concluiu o ginásio, tivemos que fazer um Vestibulinho e fomos sorteados para estudar em Poá" afirma Odair. "Quando nós terminamos o ginásio aqui no Primeiro Grupo, o Colégio Condessa Filomena estava em construção na Av. Paranaguá, mas não ficou pronto a tempo", completa Gilson, Ziza entra na conversa e relata: "durante a construção do colégio, o ginásio de esporte desabou e ficou parado por alguns anos e a gente precisando de escola. Ai foi feito um barracão de madeira improvisado que não comportava todo mundo e nós tivemos que ir para Poá. Começamos, então, com os movimentos sociais, a reivindicar junto ao governo a retomada das obras do colégio. Nós chegamos a estudar um período aqui no Benedita de Rezende e em 1974 fomos para o Filomena", conclui Ziza. Desde então, a Escola Estadual Condessa Filomena Matarazzo vem atendendo à população Ermelinense.

Durantes esses encontros e bate-papos, tomamos conhecimento de diversos projetos desenvolvidos por professores e alunos da E. E. Condessa Filomena Matarazzo. Soubemos, por exemplo, que durante vários anos a escola foi palco de experimentações sobre novas formas de ensinar e aprender, além de buscar novas maneiras de participação no cotidiano da instituição. Graças ao apoio e incentivo da professora Célia Maria Benedicto Giglio, Diretora do Filomena entre 1993 e 2007, parceiras foram firmada com instituições nacionais e internacionais resultando em melhorias e avanços importantes para a escola, tais como: a reestruturação da biblioteca e a informatização do acervo; a retomada do Grêmio Oswald de Andrade pelos alunos e a revitalização do auditório. Além disso, a escola desenvolveu diversos projetos nas áreas de áudio e vídeo, além do Curso Livre de Turismo. "Foi um período de grandes avanços e conquistas", recorda Leda Camargo Neves Meza Sanches, professora do Filomena há 20 anos. A muito estabelecida entre alunos, professores e corpo diretivo da escola, foi o que proporcionou o desenvolvimento de tantos projetos, concluí.

Outras iniciativas tão importantes quanto essas foram tomadas pelos docentes e discentes do Filomena. O Projeto "Abuso de Substâncias", por exemplo, adaptação feita a partir do projeto desenvolvido por um escola Pública da cidade de Calabassas, no Estado americano da Califórnia, e levado a cabo pela comunidade escolar do Filomena, resultou na construção de um contrato de convívio na escola, que impedia o uso de dr**as em suas dependências, e na indicação da formação do grupo de apoio para ajudar as vítimas do abuso de substâncias. Com coragem e ousadia a comunidade escolar soube enfrentar o problema das dr**as.

Interessantíssimo mostrou-se o projeto desenvolvido na área cinematográfica. Em janeiro de 2001, por meio de uma parceria formada com o Projeto Integrar pela Educação da Fundação Kellogg’s, o Filomena dava inicio às atividades do CineFiló. Aliás, a denominação dada ao projeto revela a criatividade de seus idealizadores, fazendo alusão à palavra cinéfilo (alguém que ama o cinema) e ao primeiro nome da patrona da escola.

O projeto coordenado e orientado pelo Pedagogo Wagner Batista de Oliveira consistia de exibições aos finais de semana de diversos tipos de filme, tanto comerciais, quanto curtas educativos. As sessões, sempre gratuitas e apresentadas entre 16h00 e 19h00, objetivaram divertir as pessoas e contribuir na formação do comportamento de novos adeptos da linguagem cinematográfica.

Em 2002 foi formado, dentro da escola, o Núcleo de Cinema e Vídeo, como o intuito não só de sessar as programações dos filmes, mas, fundamentalmente, formar pessoas capazes de entender e fazer cinema, criar produções a partir de seus olhares e seus desejos, capacitar alunos e professores. Nesse período aconteceu a revitalização do espaço da Videoteca, que havia surgido em 1995, juntamente com a biblioteca.

Ainda em 2002, a partir do projeto Cinema Vídeo nas Escolas - cujo piloto foi implantando e desenvolvido no Filomena -, o acervo passou para 1.000 títulos, numa ação patrocinada pela Secretaria de Estado da Educação.

Diante de tantos projetos desenvolvidos pelos diretores, professores, alunos e colaboradores da Escola Estatual Condessa Filomena Matarazzo, não é difícil entender porque tantos ex-alunos se referem ao Filomena como "uma escola à frente do seu tempo".

Não poderíamos encerrar este relato sem antes agradecer à professora Leda, que com tanto carinho e atenção nos atendeu. Foi graças a ela que tivemos acesso a documentos importantíssimos para este obra. Documentos esses resgatados por alunos participantes da Gincana realizada para comemorar os 30 anos do Filomena, pois dentre as tarefas a serem cumpridas estava o resgate histórico da instituição. O 1º Livro Ata do Grupo Escolar Ermelino Matarazzo, datado em 1949, e do qual extraímos informações preciosas, foi um dos documentos descobertos durante a Gincana.

Que bom seria se mais atividades como essa fosse desenvolvidas pelas escolas. Resgatar e preservar a história, algo indispensável para que um povo não se esqueça de quem realmente é.

Fonte e apoio: Livro Cultura ZL

17/03/2014

Endereço

Avenida Paranaguá, 472
São Paulo, SP
03806-000

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