22/03/2018
CARTA ABERTA À COMUNIDADE
Por que estamos em greve?
As condições de trabalho e a garantia de direitos das/os profissionais da educação são fundamentais e essenciais para a boa qualidade das escolas municipais, que devem ser públicas, gratuitas e sempre a serviço da comunidade.
Infelizmente o governo municipal defende um projeto na Câmara de Vereadoras/es que prevê o aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo municipal. Hoje, 11% dos salários vão para o Instituto de Previdência Municipal. Mas o prefeito de São Paulo quer aumentar essa contribuição, subindo para 14% e podendo chegar a 19%. Isso mesmo! Na prática, é perder nada mais nada menos que 1/5 dos salários. Piorar os salários é piorar as condições de trabalho; piorando as condições de trabalho, piora a qualidade da educação pública, direito fundamental de nossa comunidade.
Por isso nós, professoras, professores e funcionárias/os da educação municipal, estamos em greve desde o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A greve foi o último recurso que encontramos uma vez que o prefeito de São Paulo e grande parte das/os vereadoras/es, com algumas exceções, não querem sequer dialogar com as trabalhadoras e trabalhadores municipais.
No ano de 2017 a nossa comunidade apoiou a greve das professoras e professores que lutaram contra a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista, “reformas” que na realidade retiram direitos de quem trabalha. Neste ano de 2018, segue a nossa luta para garantir o mínimo das condições de trabalho, sem a qual não há qualidade da educação e da escola pública, direitos de nosso bairro e de nossa comunidade.
PELA QUALIDADE DA ESCOLA PÚBLICA!
PELO BEM DE NOSSA COMUNIDADE!
> SEXTA-FEIRA, DIA 23/03, ÀS 13H, NA PAULISTA
Caminhada até a Câmara Municipal de São Paulo