04/04/2026
Lc 23,34: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”
Ainda de manhã, apesar de todo o sofrimento e humilhação, sua expressão, olhando para o céu, não é de raiva, mas de uma compaixão profunda e dolorosa enquanto ele pronuncia as palavras de perdão. Ele se entrega ao sacrifício perfeito pelo amor a cada um de nós.
Lc 23, 43: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”.
A tarde avança e o olhar cruza com o do “Bom Ladrão”. Jesus, sempre manso e humilde, sofre de forma extrema por nós, pronto a perdoar nossos pecados.
Jo 19,26-27: “Mulher, este é o teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”.
Ao final da tarde, a fadiga extenuante começa a tomar conta de Jesus, mas o foco é a conexão íntima e dolorosa entre Jesus, Maria e Joao. Seus lábios rachados se movem, estabelecendo a nova família espiritual. Maria nos recebe como sua mae de todos nós.
Mt 27,46: “Eli, Eli, lamá sabactâni?” (Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?)
Quase noite. Jesus dá um grito visceral direcionado ao céu tempestuoso. Recita as palavras do Salmo 22, que se encerra com a confiança em Deus.
Jo 19,28: “Tenho sede!”
Jesus tem a boca totalmente seca, sufocando na tortura da cruz, e olhos pesados de exaustão e febre. Tem sede de almas, como diz São Josemaria Escrivá.
Jo 19,30: “Tudo está consumado”.
Jesus olha para o horizonte com um profundo sentido de encerramento e alívio pacífico, com uma força interior que triunfa sobre o sofrimento físico. Todas as Escrituras se consumam neste momento do sacrifício do Cordeiro de Deus.
Lc 23,46: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”
Eis a entrega total e perfeita, a confiança extrema e obediência de Jesus ao Pai, transformando a morte em um ato de amor infinito.