26/05/2026
Não deixe que a aceleração das redes faça você esquecer esta notícia. Aproveite e confira o nosso artigo sobre o tema.
utro programa emblemático é o Alô Juca, apresentado por Marcelo Castro e exibido pela TV Aratu, afiliada ao SBT na Bahia.
O programa diário é marcado pelo acompanhamento de operações policiais em comunidades periféricas de Salvador. Novamente, os “alvos” detidos pelos policiais e exibidos pelo programa costumam ser os mesmos: jovens negros.
Antes mesmo de qualquer investigação ou julgamento, é comum o apresentador sentenciar que as pessoas exibidas na tela são membros de facções criminosas.
Chama a atenção a contradição do programa Alô Juca: o mesmo apresentador que vocifera contra “criminosos” e defende ações letais da polícia é investigado como principal suspeito do “Golpe do Pix”. Em 2023, Marcelo Castro foi demitido do Balanço Geral (Record Bahia), acusado de desviar mais de R$ 400 mil reais doados pelos telespectadores a pessoas em situação de vulnerabilidade exibidas em seu programa.
O apresentador explorava a situação de pessoas que buscavam ajuda em seu programa, pedindo doações. No entanto, de acordo com as investigações, a maior parte das doações era desviada – a “chave pix” exibida na tela era vinculada a contas pessoais, em um esquema envolvendo o apresentador e o então diretor do programa, Jamerson Oliveira. O caso foi descoberto pela própria emissora. Desde 2024, Marcelo Castro é réu no processo, com julgamento previsto para 2026.
Apesar do escândalo, Marcelo Castro contou com a benevolência da mídia e teve o direito à presunção de inocência respeitado, conseguindo rapidamente um novo emprego na TV Aratu, o que não acontece com os jovens negros que são expostos e condenados previamente no Alô Juca.
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