Comissão da Verdade PUCSP

Comissão da Verdade PUCSP Comissão da Verdade da PUC-SP Reitora Nadir Gouvêa Kfouri
Pela punição aos torturadores. Pelo d

Histórico

A iniciativa de criação da Comissão da Verdade da PUC-SP - Reitora Nadir Gouvêa Kfouri partiu de um grupo de professores e alunos que consideraram que a PUC-SP, além de uma honrosa trajetória de resistências, tem importante contribuição a fazer na reconstituição da verdade daqueles anos. A PUC-SP não passou ilesa às violações de direitos cometidas naquela época, mas foi lugar de acolhid

a, recebendo professores cassados, alunos expulsos de universidades públicas e empregando pessoas que saíram das prisões ou regressaram do exílio. Além disso, foi a PUC-SP que sediou o Congresso da Anistia e a reunião da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência - SBPC, proibida em várias outras universidades. Abrigou também o III Encontro Nacional de Estudantes, fato que motivou a invasão da Universidade por forças policiais. Devido a essa postura de resistência foi alvo de perseguições e de dois incêndios, provavelmente criminosos, do teatro TUCA. Uma vez esboçado o projeto, esse grupo procurou instâncias superiores da PUC-SP em busca de suporte institucional. A criação da Comissão foi aprovada por aclamação em reunião do Conselho Universitário - CONSUN, no dia 27 de abril de 2013. Após esse referendo pelo Conselho Universitário, a Reitoria e a Secretaria Executiva da Fundação São Paulo, por meio do ato 02/2013 de 10/05/213, formalizaram a existência e funcionamento da Comissão. A Comissão da Verdade da PUC-SP desenvolve seus trabalhos em colaboração com alunos e ex-alunos, em parcerias com outras Comissões da Verdade e em colaboração com entidades de defesa dos direitos humanos. Além disso, está aberta à colaboração de todos aqueles interessados e comprometidos com os seus objetivos.

NOTA DE REPÚDIOA Comissão da Verdade da PUC-SP, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, vem a público manifestar ...
31/07/2019

NOTA DE REPÚDIO

A Comissão da Verdade da PUC-SP, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, vem a público manifestar nosso mais absoluto repúdio e indignação aos recentes despautérios proferidos nestes últimos dias pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, em relação à morte e desaparecimento de Fernando Santa Cruz, pai do atual presidente da OAB, Felipe de Santa Cruz, cujo “crime” foi exercer o direito inalienável a todo ser humano de oposição e resistência ao obscurantismo e violência da ditadura civil-militar que perdurou, nesse país, no período 1964-1984. Por sua militância, inclusive estudantil, Fernando Santa Cruz foi preso no dia 22/fev/1974, assassinado por agentes dos órgãos repressores e seu corpo incinerado na Usina de Cambaíba, situada no Norte Fluminense, a fim de que “nem as cinzas sobrassem dele”, conforme depoimento dos próprios torturadores e, além disso, o reconhecimento oficial de seu desaparecimento por parte do próprio Estado brasileiro. Em seus recentes pronunciamentos, Bolsonaro não só mente sobre a atuação política de Fernando e da organização a que pertenceu, como tenta difamar seus companheiros, a quem vilmente acusa por sua morte. Ao fazê-lo, o mais alto dignitário da Nação revela não só uma flagrante insensibilidade à dor alheia, como também uma discordância radical com princípios básicos da Constituição Brasileira, que ele jurou respeitar, como o direito à vida e o direito a não ser submetido à tortura, nem tratamento desumano ou degradante. Se o Brasil nunca completou os passos necessários a uma justiça transicional, pois deixou impunes os funcionários da ditadura que prenderam, torturaram, mataram e desapareceram com centenas de pessoas, o que já é por si lamentável, é completamente inaceitável que agora, quase quarenta anos depois, o presidente do País venha de público e gratuitamente assumir a defesa dos crimes cometidos àquela época pelo regime de exceção, assim como tripudiar as suas vítimas.
A verdade e a memória do povo brasileiro merecem respeito.

Comissão da Verdade da PUC-SP Reitora Nadir Gouvêa Kfouri

07/10/2018

Por tudo que aconteceu e que esperamos que não se repita. Contra qualquer atitude que vá contra os direitos duramente conquistados pelas nossas mulheres, pel@s negr@s, homossexuais, quilombolas, por todas as minorias. Que nunca mais a palavra tortura saia da boca de quem deseja governar enquanto uma opção e uma ação. Contra qualquer ato que desrespeite a democracia, conquistada pelos nossos com sangue.

ELE NÃO, ELE NUNCA!

Mesmo dentro do quadro de "abertura democrática" sabemos que a institucionalização da violência de estado e das atrocida...
11/05/2018

Mesmo dentro do quadro de "abertura democrática" sabemos que a institucionalização da violência de estado e das atrocidades exercidas sob o poder governamental são componentes estruturantes dessa parte da nossa história. Se faz sempre importante reiterar a luta pelo esclarecimento dos fatos reais que acompanharam esse período sombrio. Não pararemos de lutar.

Geisel entrou para a História como o ditador que controlou os excessos da “tigrada”. Depois da morte sob tortura nos

https://www.facebook.com/events/703305899860446/?ti=icl
15/09/2017

https://www.facebook.com/events/703305899860446/?ti=icl

Lembrar é resistir. Ato de encerramento das atividades da Comissão da Verdade da terá diplomação simbólica de estudantes da Universidade assassinados pela ditadura. Participe!

http://j.pucsp.br/sites/default/files/convite-ato-de-encerramento_0.pdf

27/04/2017

O golpe de 64, obra da direita, da mídia e de um setor militar, teve como marca a propagação de denúncias e do ódio na sociedade. A hora é de relembrar

Domingo, durante a sessão que votou pela admissibilidade da abertura do impeachment da Presidenta Dilma, a maioria dos d...
19/04/2016

Domingo, durante a sessão que votou pela admissibilidade da abertura do impeachment da Presidenta Dilma, a maioria dos discursos proferidos pelos Deputados se embasavam em justificativas pessoais, sem fazer menção ao crime de responsabilidade que justificaria o impedimento. Viemos aqui nos manifestar sobre o discurso repugnante e misógino do deputado Jair Bolsonaro, o qual não esboçou nenhum constrangimento ao enaltecer o coronel Brilhante Ustra, que foi um dos piores torturadores e assassinos da Ditadura Militar brasileira.

A saudação do deputado Bolsonaro ao coronel Ustra é gravíssima e inadimissível, pois além de ter determinado o assassinato e a perseguição de diversos brasileiros que lutaram contra a ditadura, existem indícios de que o próprio Ustra tenha torturado a Presidenta Dilma, de modo absolutamente cruel, asqueroso, criminoso e desumano. Bolsonaro disse em sua fala "Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff".

Há relatos de que a mando do Coronel ustra, colocaram ratos na va**na da presidenta Dilma, cumprindo a tortura. Os porões da ditadura tinham a tortura como regra no Brasil, financiada diretamente por empresários a partir da consolidação da Operação Bandeirantes, embriã dos DOI-CODI, que inclusive deu espaço para que os mesmos empresários assistissem a sessões de torturas como foi o caso de Henning Boilesen, assassinado em ação da ALN e MRT.

Bolsonaro dedicou seu voto a um assassino e torturador.

Bolsonaro dedicou seu voto a um coronel que tripudiou de pessoas que foram perseguidas, torturadas, exiladas e mortas.

Bolsonaro dedicou seu voto à violação dos direitos das mulheres.

Bolsonaro dedicou seu voto aos crimes cometidos durante a ditadura.

Bolsonaro dedicou seu voto aos torturadores de 1964.

Bolsonaro saudou o desaparecimento e assassinato de jornalistas como Vladimir Herzog.

Bolsonaro saudou a dor e a morte de milhares de pessoas.

Bolsonaro saudou o desrespeito à luta contra todo o retrocesso que ele mesmo representa.

Nós, integrantes da comissão da verdade, em nome de todos aqueles que lutaram por liberdade e igualdade, dando suas vidas para que hoje pudéssemos viver em um regime que não fosse o ditatorial, repudiamos e desprezamos a fala do Deputado Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro não fala por nós e nunca falará.

Lembrar é resistir.

E nós resistiremos.

Abaixo, segue, depoimento de Maria Amélia de Almeida Teles, torturada por Ustra na presença de seus filhos.

Assinam essa nota
Bolsistas da Comissão da Verdade PUC-SP
Comitê estudantil da Comissão da Verdade PUC-SP

As torturas no DOI-CODI.

05/04/2016

Vejam a exposição "VIVOS" na biblioteca da PUC SP

Em memória aos 5 estudantes mortos e desaparecidos da PUC-SP, troque a foto do seu perfil até o dia 1º de abril!
28/03/2016

Em memória aos 5 estudantes mortos e desaparecidos da PUC-SP, troque a foto do seu perfil até o dia 1º de abril!

Sou Maria Augusta Thomaz, estudante de Filosofia da PUC-SP e desaparecida politica, vítima da ditadura brasileira
28/03/2016

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Sou Luiz Almeida Araújo, estudante de Ciências Sociais da PUC-SP e desaparecido politico, vítima da ditadura brasileira.
28/03/2016

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Sou José Wilson Lessa Sabbag, estudante de Direito da PUC-SP e desaparecido politico, vítima da ditadura brasileira.
28/03/2016

Sou José Wilson Lessa Sabbag, estudante de Direito da PUC-SP e desaparecido politico, vítima da ditadura brasileira.

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São Paulo, SP
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