23/06/2026
ENSINO | 🇮🇹 A rotina de atualização científica permanente e o modelo de atendimento humanizado são as principais marcas que a médica residente Maria del Carmen Garcia Martearena levará de sua experiência no Brasil. Após passar os últimos 6 meses atuando no ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, a profissional, que integra o corpo clínico do Hospital San Raffaele, em Milão, define-se agora como uma "emiliana" e projeta aplicar em sua carreira na Itália o forte vínculo com o paciente e o espírito de cooperação acadêmica que vivenciou na instituição paulista.
🇪🇸 Nascida em Saragoça, Espanha, a médica de 29 anos possui uma trajetória marcada pela mobilidade internacional: iniciou os estudos na Hungria, graduou-se em Roma e cumpre residência em Milão. A escolha pelo Brasil partiu de uma recomendação de sua supervisora italiana, que vislumbrou no Emílio o cenário ideal para que a residente se aprofundasse em infectopediatria e na assistência materno-infantil, áreas com menor volume de casos na Europa.
🇧🇷 Carmen imergiu no manejo de pacientes com HTLV e no acompanhamento de bebês expostos ao HIV, dentre outros vírus, conduzido por especialistas de referência. No próprio Emílio Ribas, a espanhola expandiu sua atuação para outros ambulatórios altamente especializados da instituição, como os de micoses profundas, Chagas e esporotricose, estendendo sua formação também ao Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids.
🩺 Para Carmen, o intercâmbio expôs as diferenças epidemiológicas. Enquanto a Europa lida majoritariamente com patologias bacterianas infantis, como pneumonias, o Brasil oferece uma rica vivência em viroses crônicas e males negligenciados. A experiência com a medicina tropical é vista por ela como um ativo estratégico para o futuro, onde fluxos migratórios e mudanças climáticas começam a redesenhar o mapa de transmissão de enfermidades.
🌎 Prestes a retornar, ela planeja prestar exames para os Estados Unidos e buscar dupla titulação em pediatria. Deixa o Brasil fluente em português, com laços reforçados com a América do Sul (origem de sua mãe que é argentina) e convicta da importância da troca cultural para a medicina global.