08/03/2025
mulheres do mundo: solidariedade, luta e alegria
Neste 8M, recordamos as operárias que, no século XIX, desafiaram a exploração e exigiram melhores condições de trabalho, inspirando um movimento que atravessa séculos e fronteiras. Celebramos as conquistas, mas também reforçamos a necessidade de continuar mobilizadas, pois a desigualdade, a violência de gênero e a precarização da vida ainda persistem.
Também nos lembramos da luta das mulheres brasileiras, ora escravizadas, ora postas em jornadas de trabalho duplo e triplo. Viver, em si, já é uma luta.
Essa luta, no entanto, não precisa ser feita apenas de dor e sacrifício. Como nos lembra Silvia Federici, a militância pode – e deve – ser também um espaço de alegria, de solidariedade e de construção coletiva. Em seus textos, Federici resgata a ideia de uma militância ativa e vibrante, onde a reivindicação dos nossos direitos caminha junto com o fortalecimento dos laços entre mulheres. A luta feminista não deve ser um fardo solitário, mas uma prática de camaradagem, de apoio mútuo e de celebração da vida.
Reivindicar um feminismo alegre não significa ignorar as dificuldades ou suavizar as violências que enfrentamos. Pelo contrário, significa encontrar força na coletividade, resistir com esperança e transformar o mundo sem perder a capacidade de sorrir e sonhar. A alegria, nesse sentido, é um ato revolucionário – uma maneira de desafiar um sistema que nos quer exaustas e divididas.
Neste 8 de março, que nossa luta seja firme, mas também cheia de cor, música e samba. Que possamos marchar juntas, construir redes de apoio e fortalecer uma militância que não apenas resiste, mas também cria e celebra. Porque ser mulher no mundo é um desafio, mas também uma potência.