Somos jovens mulheres feministas, estudantes, trabalhadoras, mães, artistas, esportistas que lutam por uma sociedade justa e igualitária, socialista! Herdeiras das guerrilheiras do Araguaia carregamos no sangue a coragem e o amor a revolução. A crise econômica que assola o mundo vitimiza, sobretudo as mulheres. A opressão da mulher caminha pari passo com a opressão de classes, afirmava Marx. O sis
tema capitalista acentua as desigualdades sociais e a opressão contra a mulher. As jovens, negras e pobres são a parcela da população que mais sente na pele seus efeitos, configurando nos altos índices de violência doméstica, desemprego e mortalidade materna. O capitalismo é o inimigo central das mulheres e principal obstáculo a ser superado para conquistarmos nossa plena emancipação. Emancipar as mulheres é construir o socialismo! As mulheres representam 50% da população brasileira, do eleitorado e da PEA (população economicamente ativa), no entanto essa proporção não se reflete nos espaços de poder. A eleição da presidenta Dilma é uma vitória para as mulheres que agora podem sonhar em serem professoras, médicas, advogadas, mais também presidentas da República. Isso representa uma ruptura significativa na lógica machista e patriarcal de uma sociedade como a nossa que relega as mulheres apenas o espaço privado da família e dos cuidados do lar. Não somos educadas para dirigir, mas ser dirigidas. No entanto este fato por se só não resolve os problemas das mulheres brasileiras nem acaba com o machismo. É preciso disputar consciências. E isso só será possível com reformas estruturantes que combatam a reprodução do machismo e a opressão contra a mulher.