05/10/2025
📢 Chamamento à Consciência Cidadã
É hora de cada cidadão — do trabalhador mais simples ao grande empresário, do consumidor ao investidor — compreender uma verdade fundamental: o Estado não tem a capacidade de resolver a vida de cada indivíduo. O Estado não pode proibir o cidadão de buscar, por meios legais e dignos, a sua própria sobrevivência.
Em cidades como São Paulo, há uma grande quantidade de trabalhadores autônomos, conhecidos como marreteiros, que saem todos os dias em busca de um meio para levar o sustento no final do dia para suas famílias, pelo menos com o mínimo de dignidade. São homens e mulheres que vendem produtos nos trens, nos metrôs e nas ruas — pessoas que vivem do esforço diário, enfrentando o calor, o cansaço e as dificuldades do dia a dia. Ainda que muitas vezes atuem fora da formalidade, é preciso deixar claro: não são criminosos, e sim cidadãos trabalhadores, honestos e batalhadores, que buscam sobreviver diante da ausência de oportunidades reais.
Infelizmente, o que tem acontecido é inaceitável. Esses trabalhadores são frequentemente humilhados, espancados e tratados como marginais, tendo suas mercadorias apreendidas e seu sustento arrancado de forma cruel. O Estado, que deveria ser protetor e orientador, acaba se tornando o próprio agressor. Em vez de oferecer um caminho para a regularização, um curso de capacitação ou uma licença acessível, o que se vê é repressão, descaso e falta de empatia.
O resultado é trágico: o pai de família que sai de casa pela manhã com esperança, volta à noite com o coração partido — sem o pouco que tinha, sem o produto que comprou com sacrifício, e ainda carregando o peso da humilhação. Isso é desumano. Nenhum governo ou gestão deveria permitir que o trabalhador honesto fosse tratado dessa forma.
Se o Estado não oferece um emprego, um curso, um incentivo ou sequer um meio simples de regularização, não tem o direito moral de impedir o cidadão de buscar o pão de cada dia por conta própria. Proibir sem oferecer alternativa é o retrato da ineficiência e da insensibilidade de quem governa.
Por isso, este é um chamamento à consciência de toda a sociedade: empresários, servidores públicos, gestores e cidadãos comuns. Todos precisam entender que a dignidade humana vem antes da burocracia. A verdadeira função do Estado é garantir meios para que o cidadão viva com dignidade e liberdade, não oprimir quem trabalha.
Sou totalmente contra qualquer forma de humilhação, repressão ou perseguição a quem luta para sobreviver honestamente. O Brasil só será um país justo quando tratar com respeito e reconhecimento quem busca vencer o dia com o suor do próprio trabalho.