13/11/2024
INSTITUTO CAIÇARA DE DIREITOS HUMANOS
O ASSASSINATO DE RYAN E A POLÍTICA CRIMINOSA DE TARCíSiO
A onda de violência da polícia militar do Estado de São Paulo, sob o comando do governador Tarcísio e do capitão Derrite não tem limites. Depois da operação Escudo ter aterrorizado a Baixada Santista, deixando um número elevado de vítimas, a mais recente tragédia ceifou a vida de uma criança de 4 anos há uma semana. As cenas fortes, registradas por moradores e os gritos de desespero das testemunhas-vítimas são chocantes. A mesma polícia que alivia motoristas assassinos, embriagados, mas ricos, não tem a menor puder de adentrar em uma comunidade e violar direitos fundamentais, causando pânico, descrença e revolta.
A pessoa comum, moradora das periferias, os trabalhadores, professores e estudantes, enfim, a sociedade que trabalha e sustenta a máquina estatal é a maior vítima da repressão do estado. Continuamente vemos a ação do aparato repressor agindo violentamente contra manifestantes, sejam porque lutam contra o desmantelamento de serviços públicos, como a educação pública estadual loteada na Bolsa de Valores, seja contra a privatização de serviços básicos, como água e esgoto. Enfim, o governo Tarcísio e sua polícia atuam contra os mais humildes e têm as bênçãos de uma elite sem escrúpulos que há séculos comanda o Estado de São Paulo.
Paralelamente a tudo isso, os escândalos políticos da corrupção correm soltos no governo Bandeirante. A atuação de organizações criminosas nunca esteve tão livre e entranhada na coisa pública como estamos vendo nos últimos tempos. Execuções em locais públicos, à luz do dia, tornaram-se comuns, corriqueiras, assim como corriqueiras as participações de agentes policiais em crimes dos mais variados. É preciso que a sociedade se organize e denuncie todos esses desmandos e o Governo Federal, através dos órgãos competentes, tome as rédeas da segurança pública, empurrando os estados para uma política de combate ao crime e às violências, com bases em inteligência e estratégias modernas.
A família de Ryan vai sofrer com o luto e não há nada que possa mudar este fato. Mas é preciso que haja justiça, não só punindo a ação desastrosa dos agentes policiais, mas levando ao banco dos réus todo o alto comando da polícia e o governador do Estado para responderem solidariamente aos seus comandados.
O Instituto Caiçara de Direitos Humanos se solidariza à família do pequeno Ryan da Silva, tirado da vida precocemente pela mão do Estado!
Justiça por Ryan!
Justiça para o povo da Baixada Santista!