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DFOC INDICAConteúdos gratuitos para ‘esperançar’ e refletir sobre o legado de Paulo FreireQuer aprofundar o diálogo sobr...
21/01/2026

DFOC INDICA
Conteúdos gratuitos para ‘esperançar’ e refletir sobre o legado de Paulo Freire

Quer aprofundar o diálogo sobre educação, consciência crítica e transformação social na sala de aula? 📝🧑‍🏫

Confira uma seleção de reportagens, vídeos, debates e livros para se inspirar na educação popular defendida por Paulo Freire!

As ideias de Paulo Freire seguem presentes nas discussões sobre escola, ensino e aprendizagem porque ajudam a pensar a educação como prática de diálogo, escuta e leitura do mundo. Seus conceitos atravessam temas como participação estudantil, formação cidadã e valorização dos saberes populares.

A seleção feita pelo portal educomunicativo Porvir ajuda educadores e educandos a compreender como o pensamento freiriano se conecta com desafios atuais da educação, da sala de aula às políticas públicas, sempre com foco na autonomia e no pensamento crítico.

📌 Confira os conteúdos e leve esses pensamentos para o seu contexto educativo: https://porvir.org/paulo-freire-conteudos-gratuitos/

O império já não chega em naviosnem precisa de bandeiras fincadas na areia.Ele chega em cifras,em mapas invisíveis traça...
07/01/2026

O império já não chega em navios
nem precisa de bandeiras fincadas na areia.
Ele chega em cifras,
em mapas invisíveis traçados sobre o subsolo,
em contratos que falam baixo
e em discursos que prometem ordem.
O império aprende a língua da ajuda,
veste a palavra democracia como um terno neutro
e chama de instabilidade
tudo aquilo que não se ajoelha.
Não dispara sempre —
às vezes apenas espera.
O tempo também é uma arma.
Ao sul, a terra continua fértil,
cheia de veias abertas,
cheia de futuros possíveis.
Por isso incomoda.
Por isso é vigiada.
Por isso precisa ser corrigida
quando ousa errar sozinha.
O império não odeia:
administra.
Não invade:
intermedia.
Não domina:
organiza o caos que ele mesmo nomeia.

 : Luíza Fonseca, território Extremo Sul“A oficina para formação da juventude nos territórios me deu disposição, ânimo e...
05/01/2026

: Luíza Fonseca, território Extremo Sul
“A oficina para formação da juventude nos territórios me deu disposição, ânimo e curiosidade”
Luíza Fonseca, do Território de Identidade Extremo Sul participou das oficinas para a juventude dos territórios e contou um pouco ao DFOC sobre sua experiência. Vale a pena conferir!

[DFOC] Qual a importância de oferecer formação de qualidade para a juventude dos territórios?

[L.F] Bom, eu acho que é o básico, do que se espera de formações profissionais, como aprimoramento, técnicas, atualizações, demandas, troca de informação e conhecimento também... Eu acredito que o fato de reunir as juventudes dos territórios, e alinhar um diálogo que envolve todo o nosso estado, pensando também numa ação coletiva de comunicação, tem possibilidade de ações sociais coordenadas, com a conexão norte a sul do estado, uma compreensão maior dos territórios sobre as demandas. Eu acho que só compreendendo cenários reais, com demandas reais e suas potencialidades é possível alinhar uma mudança efetiva. É muito importante, nesses movimentos, a participação de uma juventude engajada, criativa e determinada: isso traz força e longevidade para o movimento.

[DFOC] O que você esperava encontrar nas oficinas? Suas expectativas foram atingidas?

[L.F] Bom, eu fui atrás de informação sobre a atuação da comunicação no contexto da agricultura familiar, e temas sociais, também, de forma abrangente. Eu queria ver mesmo com esse olhar sobre a atuação da comunicação nos movimentos sociais, e eu posso dizer que encontrei sim, atualizações sobre o cenário atual e o que é possível fazer, os caminhos que podemos traçar.

[DFOC] De que maneira a integração entre territórios, a partir de uma juventude atuante, colabora para a participação social plena?

[L.F] Olhando especificamente sobre a atuação da juventude nesse processo de integração, acredito que seja algo fundamental na construção de uma sociedade mais justa, participativa, inovadora. Penso que isso se dá pela energia jovial, a vontade, questionamentos, irreverência, a busca do nosso espaço no mundo e a esperança de que ainda seja possível mudar algumas coisas no mundo. A juventude movimenta muito! E quando a gente vai vivendo, vai ficando mais desacreditado. Então acho que é bom aproveitar enquanto ainda tem gás. Eu particularmente tenho me surpreendido cada vez mais com alguns jovens pelo Brasil. Então agora, chegando ao final dos meus vinte e poucos, vendo a galera mais jovem com uma cabeça boa, já com uma bagagem formativa, vivências muito amplas e sabendo comunicar bem sobre as questões em que se envolvem. Isso vem me tornando mais esperançosa e confiante, então pegar essa juventude nesse processo de integração será algo indispensável para uma atuação efetiva dentro e fora dos territórios.

[DFOC] O que você guardou de mais especial nesse encontro educomunicativo?

[L.F] O que mais me agradou nas oficinas foram os momentos de debate emgrupo, quando era trazido algum assunto ou questionamento a ser discutido. Nesse momento cada um utilizava do que tinha de informação, ferramentas e vivências para a troca de conhecimento.

[DFOC] De que maneira a oficina te ajudou em projetos pessoais ou de militância?

[L.F] O que eu mais levei para a vida nessas oficinas e que me deu muito gás foi desmistificar o que é necessário pra atuar na comunicação social de maneira mais efetiva, organização e alinhamento com o estado também. É algo que torna mais palpável a ideia de pensar projetos, de gerar pontes. Às vezes a gente se sente isolado, e pensar que há uma forma de traçar uma ponte entre os territórios, isso me deu disposição, ânimo e curiosidade pra ir atrás dessas maneiras de integrar nosso estado.

  especial COP 30O DFOC está publicando em sua formação permanente EDUCOM sobre a COP 30, importante evento internaciona...
17/11/2025

especial COP 30
O DFOC está publicando em sua formação permanente EDUCOM sobre a COP 30, importante evento internacional que decidirá o futuro do planeta. Jéssica Souza é Secretária Executiva da CET e conversou com o DFOC sobre as perspectivas territoriais no evento.

Confira:

[DFOC] Na prática, como o desenvolvimento territorial pode ser um vetor de mitigação climática? Quais modelos econômicos territoriais — como bioeconomia, agricultura regenerativa ou manejo comunitário — vocês veem como realmente escaláveis para o Brasil?

[J.S] Na prática, o desenvolvimento territorial é um grande vetor de mitigação, uma vez que melhora a vida das pessoas. Então, modelos como a bioeconomia, a agricultura regenerativa e o manejo comunitário se apoiam no que os territórios já sabem fazer: produzir com baixa emissão, conservar florestas, gerar renda local... Quando a política pública organiza o acesso a crédito, assistência técnica e mercados, esses modelos deixam de ser experiências isoladas, e viram estratégias nacionais de redução de emissões.

[DFOC] Os territórios amazônicos ainda sofrem com conflitos fundiários, mineração ilegal, grilagem e violência. Como as negociações da COP podem influenciar diretamente políticas de segurança territorial e proteção de povos tradicionais?

[J.S] Então, o que se lê, e o que foi vivenciado nas experiências ouvidas aqui é que os territórios amazônicos continuam sofrendo com grilagem, violência e mineração ilegal – é o que as pessoas estão relatando aqui na COP. E isso precisa entrar de forma explícita nas negociações da própria COP 30. A pauta climática não se sustenta semsegurança territorial. A COP pode influenciar diretamente, ao condicionar investimentos internacionais a critério de proteção fundiária, monitoramento permanente e fortalecimento da presença do Estado. Proteger povos tradicionais é proteger o clima, e essa conexão precisa virar política pública de imediato.

[DFOC] Quais mecanismos de financiamento internacional — Fundo Amazônia, créditos de carbono, mecanismos de REDD+ — vocês consideram mais eficazes para transformar o território sem reproduzir desigualdades?

[J.S] O financiamento internacional só funciona quando reduz a desigualdade, sabemos disso. Esse Fundo Amazônia e os mecanismos da REDE MAIS (programa governamental) são eficazes quando há governança transparente e repartição justa de benefícios. E qual é o desafio, então? Garantir que esse recurso chegue no território. Isso realmente importa! Financiar a produção sustentável, a regularização fundiária e serviços essenciais. Não se trata apenas do dinheiro para intermediário, é investimento direto para fortalecer quem protege a floresta e quem gera impacto ambiental real.

[DFOC] Que garantias o governo e os organismos multilaterais podem oferecer para que os recursos e compromissos firmados aqui não morram na troca de governo e se transformem em políticas de Estado, não de gestão?

[J.S] Para que os compromissos da COP não morram na troca de governo, eles precisam virar políticas de Estado. Isso significa marcos legais permanentes, instituições fortalecidas e contratos que obriguem a continuidade administrativa. Portanto, acredito que organismos multilaterais e governo devem garantir a previsibilidade de financiamentos. Metas de longo prazo e participação social estruturada, políticas climáticas não podem depender de qualquer gestão, tem que ser um compromisso de país.
[DFOC] Muitas vezes, decisões globais são tomadas sem que o território seja ouvido. O que vocês esperam que a presença de vocês aqui mude no processo decisório? E o que vocês gostariam que as lideranças levassem de volta para Brasília e para o mundo?
[J.S] Quando o território não é ouvido, a política nasce incompleta. A presença das bases aqui na COP muda o processo decisório, porque traz realidade, urgência e soluções que não aparecem a nível global, como já sabemos. O que esperamos é que as vozes territoriais influenciem diretamente planos de adaptação, financiamento e segurança fundiária, e que as lideranças levem de volta para Brasília e para o mundo um recado claro: nada sobre o território sem território.

[DFOC] Como a abordagem territorial se faz indispensável para o compromisso com o combate à crise climática?

[J.S] Essa pergunta é uma das mais importantes. Por quê? A abordagem territorial é indispensável, porque é no território que o clima muda, e onde as soluções acontecem. Então políticas nacionais só funcionam quando consideram a cultura local e desigualdades reais. O combate à crise climática passa pela força dos territórios, com certeza. Organizar a produção sustentável, proteger biomas, garantir direitos e gerar renda sem destruir. Sem o olhar territorial, não há transição justa, nem mitigação, muito menos adaptação efetiva.

Olá, REDE EDUCOM! Hoje é dia de   e Mazinho Souza, da EQUIPE DFOC e Coordenador da Comissão Organizadora Estadual (COE) ...
03/11/2025

Olá, REDE EDUCOM! Hoje é dia de e Mazinho Souza, da EQUIPE DFOC e Coordenador da Comissão Organizadora Estadual (COE) da 3 CDRSS (Conferência de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário).

Vem com a gente pra sanar todas as suas dúvidas!
[DFOC] Como transcorreram as conferências municipais e territoriais? Traga números.

[M. Z] As conferências municipais, é importante frisar, que dos 417 municípios da Bahia, nós temos diferenças de tamanho de população, e, por conseguinte, estrutura dos municípios bem diferenciadas. A estrutura de agricultura, nesses municípios, tem também diferenças significativas, alguns têm uma equipe muito reduzida, e a agricultura não tem o devido espaço de importância dentro da gestão municipal. Então, a COE (Comissão Organizadora Estadual), em diálogo com as COT (Comissão Organizadora Territorial), definiu que, quando o município não pudesse fazer uma conferência municipal, que geralmente dura um dia, os municípios poderiam fazer reuniões ampliadas. Ou seja, onde se tem ativo e atuante o Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, ou, na ausência deste, a secretaria de agricultura ou órgão similar, poderiam fazer esta reunião ampliada, a partir de pessoas que já fizeram parte dos CMDS, e convidar conselheiros e conselheiras dos outros conselhos municipais, e, nessa perspectiva, nós tivemos uma situação extremamente grata. Estamos ainda sistematizando as informações, mas, seguramente passaremos de 300 municípios baianos que fizeram conferência ou reunião ampliada. Com relação às territoriais, a partir dessa receptividade dos municípios, realizamos todas as 27 conferências, todas atingindo público e com delegados e delegadas eleitas nas municipais. Ficou acordado que mesmo os municípios que não tivessem realizado conferência ou reunião ampliada, também poderiam participar das conferências territoriais como convidados. Ou seja, sem direito a voto nem a disputar uma vaga para a delegação que vai representar o território na Conferência Estadual, mas participando das discussões e com elas contribuindo.

[DFOC] Quais as principais informações acerca da conferência estadual?

[M. Z] Considerando que estamos fazendo todo empenho para realizar o II Encontro Estadual da Juventude Rural, a reunião estava marcada para os dias 10 a 12 de novembro, e não nos atentamos que esta data seria véspera da prova do ENEM, então isso fez com que mudássemos a data. Diante da quantidade de conferências que foram realizadas este ano, nós, considerando a necessidade de prorrogação do prazo para algumas conferências territoriais, mudamos a data das conferências que acontecerão entre os dias 24 e 26 de novembro. Mudamos também o local: analisamos que Feira de Santana tem uma localização que nos permite maior facilidade de acesso dos delegados e delegadas territoriais, bem como reduziu o custo de realização do evento, que acontecerá no Centro de Convenções desta mesma cidade, tendo maior facilidade de reduzir custos, justamente porque o espaço pertence ao Governo da Bahia. Então a COE, levando isso em consideração junto com o gabinete da SDR, fizemos tais alterações. Ou seja: a Conferência acontecerá de 24 a 26 de novembro, no Centro de Convenções de Feira de Santana.

[DFOC] Quais foram os objetivos principais das municipais e territoriais? Foram alcançados?

[M. Z] A Conferência Nacional tem uma temática muito assertiva e evidente: construir uma agenda de transição agroecológica para o Brasil Rural, então diante da crise climática, fruto do aumento da temperatura da terra, e uma parte desse aumento tem a ver com as atividades agrícolas, especialmente das grandes propriedades, que infelizmente ainda exploram a monocultura, desmatando grandes áreas para dedica-las à pecuária, fazem queimadas que contribuem para este aquecimento e emissão de CO2. Então, o Brasil, que temessa grande dimensão, e já tem uma vocação, a partir dos governos de esquerda desde 2003, que têm priorizado o combate ao desmatamento e às queimadas, fazendo-se necessária mudança para o sistema agroecológico de produção mais sustentável, resultam nos objetivos das conferências municipais: levar esse debate para a base do país, que são os municípios, onde estão os representantes de associações, cooperativas e sindicatos rurais, ONGs, empresas de assistência técnica, secretarias municipais de agricultura, e esse objetivo foi amplamente alcançado. Nós tínhamos dúvidas com relação à receptividade por parte dos municípios, em realizarem a conferência, como eu falei anteriormente, um ano de muitas realizações! Os municípios foram “pressionados” e tínhamos uma dúvidas se as conferências seriam ou não abraçadas, e pra nossa grata surpresa, a proposta foi amplamente abraçada! O público das conferências municipais e reuniões ampliadas foi bastante significativo. Já o objetivo das territoriais é justamente qualificar a proposta, uma vez que, no território, os delegados e delegadas municipais, trazendo suas especificidades, tem agora condições de, debatendo com outros municípios, chegar ao refinamento das propostas que saíram dos municípios, que geralmente têm uma aderência muito grande à especificidade municipal. Como estamos tratando de uma agenda política de transição agroecológica, o território é o momento de qualificação das propostas. Quer dizer, uma primeira etapa da qualificação: a segunda etapa vai acontecer nas conferências estaduais, Também o público foi show de bola nas conferências territoriais, o que foi altamente animador, estamos com uma perspectiva muito positiva para a conferência estadual.

[DFOC] Como anda a questão dos recursos financeiros para a realização da estadual?

[M. Z] Conforme já dito anteriormente, tem sido um ano difícil, primeiro porque o Congresso Nacional tem politizado a sua atuação ao extremo. Inclusive, o orçamento da União, que é quem convoca a Conferência Nacional de Desenvolvimento Sustentável e Solidário, só foi aprovada em abril deste ano, o que forçou a mudança do calendário das etapas das conferências, empurrando a conferência nacional para março de 2026. Como o Governo Federal é um grande repassador de recursos para os estados, isso tem implicações também no estado da Bahia, no que se refere a orçamento. Tem sido um ano de retomada da participação social, onde, se somando ao ano de 2024, 14 conferências foram realizadas – a nossa está sendo a última, e o governo do Estado da Bahia, que não poderia ser diferente, tem apoiado a realização de todas essas conferências. Então, agora, quando caminhamos para o final do ano, há, sim, uma dificuldade de fechamento do orçamento, mas nos reunimos com o Gabinete, e tivemos um diálogo onde a COE foi muito firme quanto à necessidade de realização da conferência, este ano, por todo empenho dos municípios e territórios. Assim, chegamos a esse denominador comum. O gabinete da SDR dialogou com a SEPLAN e a Secretaria da Fazenda, nós da COE dialogamos com o gabinete do governador, e nesses esforço conjunto, o recurso para realizar a conferência está garantido, e nós vamos, sim, realizar nossa conferência estadual.

[DFOC] Quantas propostas foram construídas para a conferência estadual e nacional?

[M. Z] Considerando o tamanho do nosso país, e seus 5.570 municípios, e 184 territórios homologados, a COE, da qual faço parte representando a Rede Nacional de Colegiados Territoriais, definiu que, em cada etapa da conferência, a quantidade de propostas atingiriam 30 propostas no total, sendo seis propostas para cada um dos cinco eixos. Essas propostas vieram para as conferências territoriais, foram sistematizadas e colocadas em discussão, e a conferência territorial também tirou 6 propostas por eixo. Depois das 27 conferências realizadas, chegaram para a Conferência Estadual 1079 propostas, dos cinco eixos. Nós, como sabemos que há propostas fora do eixo correto, a COE, através da subcomissão de metodologia, está justamente neste momento fazendo a sistematização e qualificação dessas propostas, onde as propostas que vieram dos territórios classificadas em eixos equivocados, serão migradas para o eixo correto. Então, neste momento, não conseguimos ainda falar em número de propostas por eixo. Isso será debatido, qualificado e aprovado na etapa estadual, que deve retirar até 6 propostas por eixo, totalizando até 30 propostas da Bahia, para a CNDRSS, que será realizada em março do ano que vem.

[DFOC] Há algo mais que você deseje falar sobre o tema?

[M. Z] Concluindo a entrevista, é importante frisar que a mudança da data da conferência estadual, também nos acomodou por conta da realização da COP 30, na próxima semana. Teremos já algumas propostas e encaminhamentos da COP 30, que já poderemos socializar na conferência estadual, e considera-las para qualificar as propostas que nós estamos aprovando para a conferência nacional. Encerro mandando um recado para todos os delegados e delegadas, quase 400, e queremos que não haja perdas, que todos e todas se organizem. A Comissão Organizadora providenciou translado e hospedagem, uma infraestrutura de conferência, para que possamos passar esses 3 dias em Feira de Santana bastante frutíferos. O recado é: Não perca a terceira conferência, porque ela está vindo recheada de muitas novidades e muitas possibilidades, e que certamente vão ajudar os colegiados territoriais, e principalmente os municípios, que, neste ano de 2025, estão elaborando seu PPA municipal. A conferência ajudará a qualificar esses Planos e as secretárias e secretários de agricultura, a fazerem um bom plano de trabalho. É um ano também em que estamos passando pela revisão do plano territorial de desenvolvimento sustentável, então o setor rural também estará dando sua contribuição para qualificar os Planos Plurianuais municipais, e caminhar para que a gente, no Conselho Estadual de Desenvolvimento Sustentável, possamos pela primeira vez elaborar o plano estadual de desenvolvimento rural sustentável e solidário desta Era pós COP 30, em que faremos a agenda política de transição agroecológica, e o Brasil contribuindo com a mitigação da crise climática no mundo inteiro.

Leninha Alves, que participa da Comissão Organizadora Estadual das Conferências de Desenvolvimento Rural Sustentável e S...
01/09/2025

Leninha Alves, que participa da Comissão Organizadora Estadual das Conferências de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, está a frente – juntamente com outros membros da comissão - da organização das conferências territoriais, e conversou com o DFOC sobre as perspectivas dessas conferências e seu impacto na Política Territorial na Bahia.

[DFOC] Qual a importância da realização das conferências territoriais, sobretudo no contexto de uma Bahia territorializada?

[L.A] A importância dessas conferências é o desenvolvimento territorial junto à Agricultura Familiar, com a economia solidária, e com as instâncias que fazem a territorialidade, e, com isso, o desenvolvimento que será executado nos territórios. No próximo dia 18 já têm início nossas conferências territoriais. Já as municipais, todos os territórios estão realizando. Alguns territórios farão 100%, sendo que temos territórios com até 26 municípios, e todos se comprometeram com a realização do evento. Isso mostra a importância que os territórios depositam nessas conferências. Essas conferências trarão para o território e também para os Conselhos de Desenvolvimento Sustentável (CMDS), buscando as parcerias para execução das conferências.

[DFOC] Quais serão os macroterritórios para realização das conferências?

[L.A] Nós temos sete macroterritórios: Macro leste, macro central, macro nordeste, macro sul e a macro oeste.

[DFOC] O que de mais importante já foi realizado pela COE (Comissão Organizadora Estadual)?

[L.A] Mobilização. Isso está sendo de grande valia para todos nós, o quanto os territórios estão se mobilizando para as conferências acontecerem. Trata-se de uma conferência participativa e inclusiva, em que todos os territórios, junto às instâncias que tem em cada um, com as parcerias – CAR, SDR, SEPLAN – e todas as outras secretarias, que estão nos apoiando a buscarmos meios e fins para que essas conferências aconteçam.

[DFOC] Quais são os principais entraves encontrados pela COE?

[L.A] Falta de recursos. A conferência estadual está garantida, mas as territoriais nós não temos a garantia de ajuda na logística, alimentação, hospedagem... O maior entrave pra nós está sendo realmente esse.
[DFOC] O que esperar das conferências?

[L.A] Participação e Inclusão. Esse é o grande mote, a sociedade se sentir incluída no que vai acontecer em seu município/território, percebendo que, através de iniciativas como esta, podem experimentar uma mudança de vida significativa.

Pedro Jatobá é Analista de Sistemas, ativista e Educador popular. Faz parte do Instituto Inter Cidadania, da Cooperativa...
28/07/2025

Pedro Jatobá é Analista de Sistemas, ativista e Educador popular. Faz parte do Instituto Inter Cidadania, da Cooperativa EITA da Produtora Colaborativa da Chapada. Ele traz ideias sobre a virtualização da própria vida e sobretudo a importância disso para uma educação emancipadora.

[DFOC] Quais as principais iniciativas com as quais você colabora? Com que temas dialogam? Fale um pouco sobre sua militância.

[P.J] Bom, o Instituto Inter Cidadania se localiza em Recife, e trabalha com diversos projetos na área da cultura e Inovação tecnologia e do meio ambiente. Nós trabalhamos atualmente com cultura digital e mídia livre da rede das produtoras culturais colaborativas que reúnem diferentes pontos de cultura de todo o Brasil.
Nós temos criado tecnologias e plataformas que auxiliam coletivos, pontos de cultura, fazedores culturais a trabalharem com audiovisual e comunicação utilizando tecnologias livres. Oferecemos capacitação para esses coletivos no uso de tecnologias da informação que sejam soberanas. Trabalho com a criação e capacitação de plataformas de educação popular, nesse caso a Plataforma Varal, e de gestão colaborativa. A gente oferece pra movimentos sociais e pontos de cultura essas plataformas que são colaborativas pra cursos formativos online, apoio a formações presenciais e também na organização cotidiana desses coletivos.

[DFOC] Fala mais um pouco sobre a relação com o CODETER. Por que a politica territorial é importante no processo de educação e formação?

[P.J] Uma das ações da Produtora Colaborativa da Chapada é justamente organização da Universidade Livre da Chapada Diamantina, que é uma rede de formação popular, onde a gente consegue organizar cursos livres que são oferecidos no território da chapada em diferentes áreas, e permitir percursos formativos a preços populares ou subsidiados pelo Estado. Temos apoio da Escola Estadual Horácio de Matos. Acho que temos um desafio, na atual conjuntura, pois depois da pandemia a sociedade emergiu ainda mais nas redes sociais, para a mediação da sua vida. Hoje a gente tem os algoritmos muito presentes no nosso cotidiano, seja pra decidir onde vamos, o que vamos comer à noite... Não é só uma rede social pra postar o que eu fiz hoje, e com quem nos relacionamos, confiamos que os algoritmos vão nos levar ao melhor caminho, e eu acho que isso foi colocado pra uma geração como se isso fosse a realidade. “Somos mediados por algoritmos (...) Estamos de cobaia nesse processo, confiando nossas vidas a grandes corporações.” Negar o fato de que essas corporações querem de fato criar consumidores, nós negligenciamos o papel que temos como educadores, que é apresentar a realidade.
Eu acho que o papel do CODETER é justamente conseguir impulsionar uma formação territorial na área da cultura, tecnologia, sustentabilidade, economia solidária, através de políticas públicas que consigam chegar na ponta e dar condições de termos mais educadores populares. O papel do educador não é fazer dancinha no TikTok, mas pra mostrar a realidade por trás de plataformas como esta.

[DFOC] E como remediar isso, ao seu ver?

[P.J] A gente acredita que as tecnologias precisam estar nas mãos da sociedade, a gente precisa ter acesso ao algoritmo, saber como ele funciona e construir, a partir disso, o bem estar social. Pra qualquer militância qualificada, a gente tem aplicado formações sobre tecnologia, fundamental para sermos coerentes ao nosso discurso.

[DFOC] Legal, e é exatamente isso que faz a Educomunicação. Você conhece?

[P.J] Todas as ferramentas oferecidas de forma gratuita para a sociedade, elas têm no modelo de negócios o uso dos dados. Então, nada é de graça: o valor é fornecido pelo seu conteúdo. Na era da informação o novo petróleo é justamente os dados. Ao banalizar os termos de uso, a gente renuncia a nossa forma de pensar, a nossa forma de agir. Como é que a gente é, nossas boas práticas, nossos conhecimentos milenares, tudo isso está sendo fornecido de mão beijada em troca de tecnologias que conseguiríamos facilmente. Quando esse conteúdo se torna objeto de lucro, te manter preso e te controlar naquele ambiente se torna desejável.

[DFOC] Existe alguma forma de usar as novas mídias sem cair nas armadilhas da sociedade tecnológica e do capitalismo de vigilância?

[P.J] O Brasil consome redes sociais de maneira voraz. Minha crítica não se limita às empresas do Vale do Silício. A gente ta falando dessas multinacionais gigantes, que estão consumindo dados verozmente, ao bel prazer de lucrar. Nós podemos ter, como sociedade, nossa autonomia tecnológica. Cada cidade poderia ter um servidor, imtegrados através de plataformas federadas. . Através de links públicos, o mundo inteiro teria acesso a essas informações – nós precisamos também falar ao mundo. O que a gente precisa, como grupos progressistas, criarmos políticas de desmame da sociedade dessas ferramentas. Os senhores desse tecnofeudalismo em que estamos vivendo, que controlam as ferramentas que hoje moldam a nossa sociedade, a gente tem uma juventude sendo moldada dentro de seu quarto, mediado por algoritmos. Isso molda toda a nossa forma de pensar.

[DFOC] Mas você não acha importante que as esquerdas aprendam a estar onde as massas estão? Ou isso, ou alcançar apenas a nossa bolha. Como remediar?

[P.J] Eu não acho que tenhamos que estar apenas nas plataformas livres. A gente tem que estar nas plataformas proprietárias, mostrando o caminho de saída, a porta da rua. A gente tem que estar presente nessas redes, mas não jogando o jogo delas.
E aí, curtiu o bate papo? Comente se você não conhece as plataformas livres, e procure conhecer! Confira no site www.colaborativas.net

15/07/2025

🌿 Aos que plantam com alma e sem veneno 🌿

Parabéns, mãos da terra,
que não se curvam ao veneno fácil,
mas insistem em semear o difícil:
o puro, o limpo, o justo alimento.

Parabéns, pequenos gigantes,
que mesmo sem espaço na gôndola
plantam esperança em cada muda,
e colhem saúde — mesmo que não dê lucro.

Vocês, que conhecem o nome de cada folha,
que conversam com o solo como quem reza,
carregam nos braços o futuro
que a pressa do mercado não quer ver.

Sabemos: vender o que é puro
é batalha contra o invisível.
É explicar mil vezes o valor de um tomate limpo
pra quem só vê o preço,
nunca o veneno.

É chegar na feira com cestas cheias de vida
e voltar com elas quase intactas,
porque o sistema ainda prefere
o brilho tóxico do supermercado.

Mas resistam.
Pois há sementes que brotam tarde,
mas quando florescem, mudam paisagens inteiras.

E nós — os que comem e pensam —
agradecemos em silêncio e em palavra:
obrigada por não desistirem de alimentar
sem envenenar o mundo. 🌱

O Brasil Sem Fome (BSF) é a principal iniciativa do governo federal para erradicar a fome no país. Lançado em 31 de agos...
10/06/2025

O Brasil Sem Fome (BSF) é a principal iniciativa do governo federal para erradicar a fome no país. Lançado em 31 de agosto de 2023, o programa articula diversas ações, políticas e programas conduzidos por 24 ministérios que compõem a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). A proposta envolve um conjunto integrado de políticas públicas, investimentos e iniciativas voltadas para reduzir a pobreza, garantir o acesso à renda e aos direitos de cidadania, além de ampliar a oferta e o acesso a alimentos saudáveis para a população.

O Brasil Sem Fome (BSF) está estruturado em três eixos principais para alcançar seus objetivos. O primeiro eixo foca no acesso à renda, redução da pobreza e promoção da cidadania; O segundo eixo trata da promoção da alimentação saudável, contemplando toda a cadeia, da produção ao consumo. As ações desse eixo têm como foco garantir o acesso da população a alimentos adequados e saudáveis; O terceiro eixo envolve a mobilização social para o combate à fome. Ele articula as ações da sociedade civil com as políticas públicas dos governos federal, estaduais e municipais, por meio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN)

Confira alguns dos dados atualizados por estados e municípios:

Cadastro Único (PROCAD-SUAS)

90,59% das famílias com renda per capita ≤ ½ salário mínimo estão com o cadastro atualizado.

Recursos transferidos:

Municípios: R$ 31.184.917,32

Estado: R$ 2.782.800,00

Programa Bolsa Família

Famílias beneficiárias: 2.469.429

Crianças de 0 a 6 anos beneficiadas: 881.547

Valor total repassado: R$ 1.627.083.010,00

Assistência Social e Saúde

Atenção à Saúde da Família

Equipes consolidadas: 4.442

Centros POP (população em situação de rua)

Unidades em funcionamento: 19

Centros de Referência Especializados (CREAS)

Unidades: 170

Fomento Rural e Agricultura Familiar

Programa Fomento Rural

Famílias beneficiadas: 816

Recursos transferidos: R$ 4.093.600,00

Outros dados do PRONAF, PAA e outros podem ser acessados no link: https://paineis.mds.gov.br/public/extensions/BSF/indicadores_m.html

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Endereço

Salvador, BA

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00

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075997154580

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