Coletivo Afronta

Coletivo Afronta O Coletivo de Estudantes Negros e Negras da UFSM - Coletivo AFRONTA - é o primeiro coletivo do RS composto exclusivamente por estudantes negros e negras.

Nascido em 2010, vê a educação como o fio condutor de transformação da realidade negra. O Coletivo AFRONTA foi criado em 2010, para propor melhorias nas Ações Afirmativas e valorizar a identidade negra, através de ações dentro e fora da UFSM.

Boa noite galera!Esse mês temos dois eventos do Afronta, fiquem ligados que logo menos tamo compartilhando as infos dos ...
02/07/2022

Boa noite galera!

Esse mês temos dois eventos do Afronta, fiquem ligados que logo menos tamo compartilhando as infos dos eventos.

Até mais!

E aí galera, beleza? Já souberam da nova? Os ingressos já estão disponíveis!!!Pra fechar o semestre em grande estilo vem...
26/06/2022

E aí galera, beleza?

Já souberam da nova?
Os ingressos já estão disponíveis!!!

Pra fechar o semestre em grande estilo vem aí o LUNDU Baile Black, dia 13 de agosto no Clube Comercial!

Não perde o preço promocional do primeiro lote, os ingressos são limitados!!!

Link para a compra também tá na Bio!
👇🏾👇🏾

https://www.sympla.com.br/baile-lundu__1627157

Imagens de controle é uma noção utilizada pela intelectual e feminista negra Patrícia Hill Collins pra descrever um dos ...
31/05/2022

Imagens de controle é uma noção utilizada pela intelectual e feminista negra Patrícia Hill Collins pra descrever um dos mecanismos de legitimação da injustiça social criados pelo sistema.

No Brasil, Lélia Gonzales já tinha cantado a bola quando situou o discurso dominante sobre nós negro e negras "A primeira coisa que a gente percebe nesse papo de racismo é que todo mundo acha que é natural. Que negro tem mais é que viver na miséria. Por quê? Ora, porque ele tem umas qualidades que não estão com nada: irresponsabilidade, incapacidade intelectual, criancice etc. e tal.".

Tais imagens e discursos se colam nos nossos corpos e dizem o que a gente pode e não pode fazer, onde é legítimo que a gente esteja e onde não é. O importante, nesse caso, é que a gente saiba que esses discursos e imagens são mentiras e fantasias criadas sobre nós e que entendamos como eles funcionam.

Pra que a gente possa bater um papo e desenrolar essas idéias, chamamos a professora Luana Martins que carinhosamente aceitou nosso convite. Aí a gente tá convidado geral pra conversar nessa quinta (2) as 17:15 no Hall do RU 1.

Te esperamos!

Vivemos mais de três séculos de escravatura no Brasil. Mais de 300 anos de violências legitimadas pelo poder colonial. P...
28/05/2022

Vivemos mais de três séculos de escravatura no Brasil. Mais de 300 anos de violências legitimadas pelo poder colonial. Práticas abusivas, desumanizantes e genocidas deram o tom do tratamento que, enquanto povo, recebíamos.

Entretanto, atualmente, numa suposta democracia na qual somos todos cidadãos e cidadãs e, portanto, possuímos direitos inalienáveis, tais tratamentos se perpetuam. Algumas vezes com outras roupagens e outras exatamente da mesma forma, violência explícita, cruel, vexatória.

Enquanto nós somos punidos, desde o século XIV, pela cor da nossa pele, eles são ra***tas, atentam contra nossa dignidade de todas as maneiras possíveis, nos matam e saem ilesos. No Brasil, é crime ser negro? Qual a cor da justiça e para que(m) ela serve?

Pra conversar um pouco mais sobre crime, punição e raça no Brasil estamos organizando uma roda de conversa no Domingo, às 15 horas, na Praça Saldanha Marinho.

Ainda assim eu me levantoVocê pode me marcar na históriaCom suas mentiras amargas e distorcidasVocê pode me esmagar na p...
13/05/2022

Ainda assim eu me levanto

Você pode me marcar na história
Com suas mentiras amargas e distorcidas
Você pode me esmagar na própria terra
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.

Meu atrevimento te perturba?
O que é que te entristece?
É que eu ando como se tivesse poços de petróleo
Bombeando em minha sala de estar.

Assim como as duas e como os sóis,
Com a certeza das marés, assim como a esperança brotando,
Ainda assim, eu vou me levantar.

Você queria me ver destroçada?
Com a cabeça curvada e os olhos baixos?
Ombros caindo como lágrimas,
Enfraquecido pelos meus gritos de comoção?

Minha altivez te ofende?
Não leve tão a sério
Só porque rio como se tivesse minas de ouro
Cavadas no meu quintal.

Você pode me fuzilar com suas palavras,
Você pode me cortar com seus olhos,
Você me matar com seu ódio,
Mas ainda, como o ar, eu vou me levantar.

Minha sensualidade te perturba?
Te surpreende
Que eu dance como se eu tivesse diamantes
Entre as minhas coxas?

Saindo das cabanas da vergonha da história
Eu me levanto
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, vasto e pulsante,
Crescendo e jorrando eu carrego a maré.

Abandonando as noites de terror e medo
Eu me levanto
Para um amanhecer maravilhosamente claro
Eu me levanto
Trazendo as dádivas que meus ancestrais me deram,
Eu sou o sonho e a esperança dos escravos.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.

No dia 11/05/2022, após as manifestações no Restaurante Universitário (RU I) e no Centro de Artes e Letras (CAL), a mobi...
12/05/2022

No dia 11/05/2022, após as manifestações no Restaurante Universitário (RU I) e no Centro de Artes e Letras (CAL), a mobilização se dirigiu à Reitoria exigindo um posicionamento do Reitor. Diferentemente do que aconteceu em 2017, e talvez por conta da ocupação da reitoria nesse mesmo ano, o Reitor veio a público comunicar a posição da Universidade.

Na instância da Universidade, foi aberto um processo administrativo disciplinar contra a estudante, a fim de averiguar sua conduta. O processo tem duração máxima de 30 dias. Neste período, a aluna está SUSPENSA das aulas. Reiteramos que, segundo o Código de Ética e Convivência Discente da UFSM, os atos da estudante se enquadram enquanto infrações disciplinares estudantis gravíssimas, conforme os itens V e VII do Art.12 deste Código.

Na instância criminal, foi realizado um Boletim de Ocorrência e o caso está sendo analisado pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância da Polícia Civil de Porto Alegre.

Até o momento são essas informações que temos. Iremos repassar as informações conforme elas surgirem. Salientamos que é necessário que tenhamos cuidado em relação a novas ondas de ódio como em 2017 e que precisamos pressionar a instituição para que as medidas cabíveis (EXPULSÃO) sejam efetivadas.

“Banho de sal grosso, Energia podre, Galera que infelizmente são meus colegas. Pavor de conviver com pessoas escuras. Pr...
10/05/2022

“Banho de sal grosso, Energia podre, Galera que infelizmente são meus colegas. Pavor de conviver com pessoas escuras. Praticamente todas as coisas foram criadas por pessoas brancas”

Queríamos dizer que esse foi um caso (de racismo) isolado na UFSM, mas a realidade não nos deixa mentir. Desde 2017 nós, estudantes negros, temos sido sistematicamente atacados nesse espaço teoricamente universal. O que querem esses brancos? Limparem-se da “sujeira” das nossas peles escuras? Reafirmarem uma suposta pureza? Uma legitimidade de ocupar um espaço dentro de uma universidade?

Segundo a revista Galileu, a primeira Universidade foi criada por Fatima al-Fihri, cujo nome é AL-Karaouine, situada no norte do continente Africano. Como, então, esse não seria de fato o nosso lugar? Esse espaço é nosso por direito.

Não somos morenos, somos Negros. Não somos “escuros com energia ruim que precisa ser limpa com sal grosso” somos Negros.

Embora uma pessoa tenha manifestado seu ódio em relação a nós diretamente, sabemos que é esse clima que ronda nossa presença em tempo integral na universidade. Alguém falou o que olhares nos dizem cotidianamente. Se em 2017 e nos anos sucessores tiveram escritos ra***tas nas paredes, e a UFSM “não pode fazer nada”, porque não sabia a identidade do criminoso, pois agora vão saber. Racismo é crime e não pode passar impune.

Sal grosso é o que Nós usamos pra limpar sujeira de ra***ta.

“Nós, negros brasileiros, orgulhosos por descendermos de ZUMBI, líder da República Negra de Palmares, que existiu no Est...
01/12/2021

“Nós, negros brasileiros, orgulhosos por descendermos de ZUMBI, líder da República Negra de Palmares, que existiu no Estado de Alagoas, de 1595 a 1695, desafiando o domínio português e até holandês, nos reunimos hoje, após 283 anos, para declarar a todo o povo brasileiro nossa verdadeira e efetiva data: 20 de novembro – DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA! (Novembro, 1978)”

Quando pintamos em uma faixa Palmares Vive, estamos falando, em verdade, de uma auto-organização negra que não se dobrou aos moldes coloniais. Quando falamos em Palmares nos referimos a maior comunidade que contava com dezenas de mocambos e mais ou menos 7 mil habitantes no séc XVII, com atividade econômica complexa e colaborativa. Palmares representava ao poder colonial um perigo ao passo que se configurava como uma rede de relações que estava fora do controle dos senhores. Pra além de Palmares se configurar uma ameaça ao sistema escravocrata, representa possibilidades de luta contra a estrutura social, a inteligência, a sagacidade, a fortaleza, a colaboração, o valor da comunidade e outros modos de poder, saber e ser.

Que a República Negra de Palmares seja uma referência para nós contra todo o individualismo, as supostas autoridades e aos valores coloniais que nos são impostos. Que a frase “nossos passos vem de longe” direcione nossas ações, que nos movimentemos em favor do nossos na luta coletiva.

Nesse Novembro Negro, saudamos todas as pessoas que contribuíram conosco, que construíram o CalendAFRO de Santa Maria e que concretizaram ações em prol do fortalecimento do povo negro.

Deixamos aqui o nosso muito obrigada. É na luta que a gente se encontra.

E aí galera, tudo certo? Novembro tá chegando ao fim, e pra encerrar nosso ciclo de palestras, convidamos Giane Vargas, ...
24/11/2021

E aí galera, tudo certo?

Novembro tá chegando ao fim, e pra encerrar nosso ciclo de palestras, convidamos Giane Vargas, Maria Rita Py Dutra e Daniela da Silva dos Santos para a palestra "Um debate transgeracional - A importância do acesso, da permanência e da continuidade no ambiente educacional para a população negra".

Nossa presença, permanência e continuidade no sistema educacional é fundamental para que possamos construir ferramentas que garantam uma vida digna pra nós.

Vai ser segunda-feira, 29/11 às 17h no canal da Pró-Reitoria. O link tá na bio.

Boa tarde, galera!Segunda que vem, dia 15 às 17 horas, temos encontro marcado com as escritoras Bárbara Borges e Francin...
09/11/2021

Boa tarde, galera!

Segunda que vem, dia 15 às 17 horas, temos encontro marcado com as escritoras Bárbara Borges e Francinai Gomes da página pra conversarmos um pouco mais sobre a grande Intelectual Negra brasileira Neusa Santos Souza.

Bárbara e Francinai salientam, em sua página, a importância de pensarmos a saúde mental da população negra e de uma clínica racializada. Nesse sentido, Neusa deixa grandes pontos pra serem pensados e mobilizados por nós, população negra brasileira.

Esse encontro propõe, então, que olhemos com maior atenção pra nossa complexidade e que enxerguemos caminhos mais cuidadosos e respeitosos em relação nós mesmos e aos nossos, a partir do reconhecimento e da reflexão das proposições realizadas por Neusa.

Te esperamos no canal do YouTube da pró reitoria de extensão, até segunda!

É amanhã as 17 horas!! Ativa o lembrete pra não perder!
07/11/2021

É amanhã as 17 horas!! Ativa o lembrete pra não perder!

Palestrante: Evaldo Ribeiro

Boa noite galera, tudo bem?Para abrir o ciclo de palestras convidamos o Professor Dr. Evaldo Ribeiro, docente da UNILAB,...
03/11/2021

Boa noite galera, tudo bem?

Para abrir o ciclo de palestras convidamos o Professor Dr. Evaldo Ribeiro, docente da UNILAB, pra conversar conosco o tema de sua tese: ser Negro Intelectual.

Com isso, marcamos nossos pés em solo firme e fértil pra romper com perspectivas hegemônicas do ser intelectual a partir da compreensão das possibilidades que temos de nós constituirmos intelectuais.

Já foi o tempo de palavras não ditas e negadas a nós, a palavra nos pertence assim como nos pertencemos ao mundo social.

Lembrando: dia 8/11 às 17:00 no YouTube da pró reitoria de extensão, acompanha lá!

Endereço

Universidade Federal De Santa Maria
Santa Maria, RS
97105-900

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Coletivo Afronta posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar