A história da Dolorata
A Linha DOLORATA, teve inicio em 1885, com a chegada de imigrantes vindos da Itália, sendo eles: João Checco, João Picionatto, Domingós Plezzi, Vicente Filippon, Luiza Felipi Tomé, Antônio Lanzarin, Francisco Favero, Antônio Marin, Famílias: Tonial, De Conto e Batistella, esta composta por cinco irmãos.
Muito católicos que eram e, por não terem uma igreja, faziam as rezas debaixo de uma árvore, tendo como símbolo de fé uma relíquia da Santa Cruz.
A estátua de Nossa Senhora das Dores, que se encontra no altar da igreja, até os dias atuais, foi trazida da Espanha, por uma família muito católica. Na época, moradores de Bento Gonçalves. Por volta de 1914, por motivo de doença, precisaram de dinheiro, então puseram à venda essa estátua. Os moradores da Dolorata f**aram sabendo e decidiram comprá-la, indo buscá-la à cavalo, pois não havia outro meio de transporte, naquela época. A distância entre a Dolorata e Bento Gonçalves, na época, era de aproximadamente 40Km.
Foi devido a essa estátua que a comunidade passou a ser chamada de DOLORATA, sendo hoje denominada de Linha Dolorata, pertencente ao Município de Santa Tereza, antigo distrito de Bento Gonçalves.
Em 1914, foi construída a primeira igreja da comunidade; uma igreja bem simples e quem rezou a missa inaugural foi o padre Luis Gulieci.
Essa igreja foi demolida em 1922, para a construção da segunda igreja.
Em 1970, a já velha igreja foi demolida e, em seu lugar, foi construído o primeiro salão comunitário, que passaria a ser usado como igreja, até o ano de 2001, quando foi demolido para dar lugar a nova igreja, que foi inaugurada em março de 2002.
Diga-se de passagem, que esta nova IGREJA existe, graças à coragem e à colaboração de todos os moradores desta comunidade, que aceitaram a ideia dada por Oly e Rosalina, então fabriqueiros, de construírem uma nova igreja, assim, juntos, somaram esforços para a realização de um sonho que remontava lá nos idos de 1970.
O SINO que existe até hoje e é ainda utilizado, f**ando no “campanil” reformulado, foi adquirido, em 1905.
O CEMITÉRIO da comunidade foi construído em 1966, portanto, a partir dessa data, os mortos da Dolorata, não mais seriam enterrados no cemitério da comunidade de São Valentim, como até então era feito.
Em 1969, foi construída a primeira (e a única, até hoje) ESCOLA, cujo nome passou a ser João Antônio Fávero, um ilustre professor (Il maestro), que também havia sido sub-prefeito de Santa Tereza, na época, distrito de Bento Gonçalves.