Dolorata Muito católicos que eram e, por não terem uma igreja, faziam as rezas debaixo de uma árvore, tendo como símbolo de fé uma relíquia da Santa Cruz.

Dolorata é hoje uma linha de Santa Tereza, município do Rio Grande do Sul.
É formada, basicamente, por descendentes de italianos, que vivem da agricultura, principalmente do cultivo da uva. A Linha DOLORATA, teve inicio em 1885, com a chegada de imigrantes vindos da Itália, sendo eles: João Checco, João Picionatto, Domingós Plezzi, Vicente Filippon, Luiza Felipi Tomé, Antônio Lanzarin, Francisco F

avero, Antônio Marin, Famílias: Tonial, De Conto e Batistella, esta composta por cinco irmãos. A estátua de Nossa Senhora das Dores, que se encontra no altar da igreja, até os dias atuais, foi trazida da Espanha, por uma família muito católica. Na época, moradores de Bento Gonçalves. Por volta de 1914, por motivo de doença, precisaram de dinheiro, então puseram à venda essa estátua. Os moradores da Dolorata f**aram sabendo e decidiram comprá-la, indo buscá-la à cavalo, pois não havia outro meio de transporte, naquela época. A distância entre a Dolorata e Bento Gonçalves, na época, era de aproximadamente 40Km. Foi devido a essa estátua que a comunidade passou a ser chamada de DOLORATA, sendo hoje denominada de Linha Dolorata, pertencente ao Município de Santa Tereza, antigo distrito de Bento Gonçalves. Em 1914, foi construída a primeira igreja da comunidade; uma igreja bem simples e quem rezou a missa inaugural foi o padre Luis Gulieci. Essa igreja foi demolida em 1922, para a construção da segunda igreja. Em 1970, a já velha igreja foi demolida e, em seu lugar, foi construído o primeiro salão comunitário, que passaria a ser usado como igreja, até o ano de 2001, quando foi demolido para dar lugar a nova igreja, que foi inaugurada em março de 2002. Diga-se de passagem, que esta nova IGREJA existe, graças à coragem e à colaboração de todos os moradores desta comunidade, que aceitaram a ideia dada por Oly e Rosalina, então fabriqueiros, de construírem uma nova igreja, assim, juntos, somaram esforços para a realização de um sonho que remontava lá nos idos de 1970. O SINO que existe até hoje e é ainda utilizado, f**ando no “campanil” reformulado, foi adquirido, em 1905. O CEMITÉRIO da comunidade foi construído em 1966, portanto, a partir dessa data, os mortos da Dolorata, não mais seriam enterrados no cemitério da comunidade de São Valentim, como até então era feito. Em 1969, foi construída a primeira (e a única, até hoje) ESCOLA, cujo nome passou a ser João Antônio Fávero, um ilustre professor (Il maestro), que também havia sido subprefeito de Santa Tereza, na época, distrito de Bento Gonçalves.

* Texto escrito por Rute Favero
** Proibida a reprodução.

José Anacleto Mezzacasa, o Cleto, como todos o conheciam, partiu hoje. Deve ter ido se encontrar com seu filho Andreis.C...
30/01/2026

José Anacleto Mezzacasa, o Cleto, como todos o conheciam, partiu hoje. Deve ter ido se encontrar com seu filho Andreis.

Cleto nasceu na Dolorata em 20 de maio de 1949. Ainda jovem foi morar em Porto Alegre. Foi casado com Salete (já falecida) e com ela teve dois filhos: André e Andreis (já falecido). Atualmente era casado com Nilde, a quem deixa, assim como ao filho André.

O coração do Cleto ficou fraquinho e a vida não coube mais nele, então comunicamos que hoje, dia 30/01/2026, o Cleto está sendo velado na capela Nossa Senhora das Dores e, às 16h, será enterrado no cemitério da comunidade.

Cleto parte deixando, além da esposa e filho, também seus irmãos e uma grande família que irá sentir muito a falta do último filho do Romano e Emília Mezzacasa.

Além de primo, era também afilhado de meu pai Oly Favero.

Vá em paz, Cleto! Que todos os que partiram antes de ti te recebam de braços abertos, junto a Nossa amada Senhora das Dores!

A comunidade sente muito a perda de mais um filho seu e deseja que seus familiares encontrem paz e co***lo nas doces lembranças que devem sempre permanecer nos corações de cada um.

Postado por Rute Vera Maria Favero

18/09/2025

𝐅𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐞𝐦 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐚𝐠𝐞𝐦 à 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐃𝐨𝐫𝐞𝐬
No dia 14 de setembro de 2025, aconteceu a tradicional festa da Dolorata; uma tradição que remonta ao passado um tanto longínquo.
Não saberia dizer quem organizava essas festividades antes do meu nonno, o Professor João Antônio Fávero, mas sei que ele sempre esteve presente, assim como o meu pai e tantas outras famílias desta comunidade que carrego no coração com zelo e muito carinho: 𝐃𝐎𝐋𝐎𝐑𝐀𝐓𝐀.
Nesse domingo de setembro, como de costume, houve uma movimentação especial: começamos com a missa, celebrada este ano pelo Padre Agenor da Rocha, pároco de Santa Tereza. Em seguida, tivemos o almoço comunitário e o sorteio da rifa.
Em tempos passados, a programação era ainda mais extensa. Havia torneio de futebol, campeonato de bocha, jogo da mora, baile e muitos outros jogos. Era lindo!
Durante a missa, como podem ver neste vídeo, tivemos cânticos. A música faz parte da alma desta comunidade. Até nos terços (que eram mais frequentes do que hoje), as pessoas cantavam, especialmente as mulheres.
Imaginem se, numa missa tão especial e festiva como essa, não haveria cantos! Se procurarem aqui nesta página, encontrarão vídeos de outros anos que mostram bem a beleza das músicas e da celebração.
Não vou nomear todas as pessoas que estavam neste (quase) coral, mas uma presença muito especial merece destaque: uma senhora de 91 anos, que desde que chegou à comunidade, ao casar-se com meu pai, nunca deixou de estar presente: Rosalina Remus Favero, minha mãe.
Mas falarei mais sobre ela em outra postagem, pois tivemos um momento muito lindo, durante a missa, que fez referência a ela.
A pequena capela estava cheia. Foi lindo.
Ah! E reparem como é linda a imagem de nossa padroeira. Ela tem algo de especial.

𝐕𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐩𝐨𝐮𝐜𝐨 𝐝𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐍𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐒𝐞𝐧𝐡𝐨𝐫𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐃𝐨𝐫𝐞𝐬.
O culto a Nossa Senhora das Dores começou por volta de 1200, na Europa, e sua celebração ocorre no dia 15 de setembro. Ela é representada com sete espadas atravessando seu coração — símbolo das sete dores da Virgem Maria, relatadas na Bíblia.
A imagem que temos transmite um semblante profundo de tristeza, refletindo a dor pela morte de seu filho, Jesus.
As Sete Dores de Nossa Senhora são:
1. A profecia de Simeão sobre Jesus
2. A fuga para o Egito
3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias
4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário
5. Maria aos pés da cruz, assistindo ao sofrimento e morte de Jesus
6. Maria recebe o corpo do filho tirado da cruz
7. Maria observa o corpo do filho sendo colocado no Santo Sepulcro

𝐕ó𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐚𝐪𝐮𝐢 𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐞𝐬𝐭𝐞𝐬, 𝐠𝐫𝐚ç𝐚𝐬 𝐥𝐞𝐯𝐚𝐬𝐭𝐞𝐬.

𝐎𝐛𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚çã𝐨: O vídeo foi inteiramente filmado por mim e reúne as fotos que tirei nesse dia. As imagens não estão em ordem cronológica, pois aproveitei para mostrar, ao longo do vídeo, as pessoas que estiveram conosco nesta data tão especial.
Obrigada a todos que estiveram presentes na Dolorata nesse domingo!
𝐎𝐛𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚çã𝐨 2: As vozes do canto de início e de encerramento do vídeo são da minha mãe e da minha tia Gema. A música se chama “Brasil de Maria”, escrita e musicada por Ângelo Martim. É um canto que emociona, pois traz na melodia e na letra o sentimento profundo de fé e pertencimento que atravessa gerações em nossa comunidade.
𝑻𝒆𝒙𝒕𝒐 𝒆𝒔𝒄𝒓𝒊𝒕𝒐 𝒑𝒐𝒓 𝑹𝒖𝒕𝒆 𝑭𝒂𝒗𝒆𝒓𝒐

RÔMULO PARTIU!É com profundo pesar que comunico o falecimento de meu cunhado Rômulo de Jesus Dieguez de Freitas, ocorrid...
30/05/2025

RÔMULO PARTIU!
É com profundo pesar que comunico o falecimento de meu cunhado Rômulo de Jesus Dieguez de Freitas, ocorrido nesta tarde de sexta-feira, dia 30 de maio de 2025.
Sim, o transplante duplo de pulmões deu certo!
Sim, valeu a pena ter feito o transplante, mesmo que o tempo de vida tenha sido tão curto, após receber este órgão tão necessário para seu viver. Talvez, e provavelmente, se tivesse vindo antes, o tempo seria outro, mas, agora, só nos resta aceitar os desígnios de Deus.
O que aconteceu é que, devido a um sangramento ocorrido após a cirurgia e agravado pela demora em realizar o transplante, os outros órgãos apresentaram problemas, que se mostraram irreversíveis. Mas os pulmões, ah! estes foram guerreiros. Respiraram até o fim.
Estes pulmões trouxeram tamanha alegria ao Rômulo e família que, mesmo tendo sido apenas 4 meses que pode estar conosco, valeu a pena. Como o Rômulo gostava de dizer: cada novo dia que respiro, faz valer a pena o transplante.
Rômulo, meu querido cunhado, vá em paz! Que esta passagem te seja leve e que logo te encontres com teus queridos que partiram antes de ti. Certamente, meu pai, o Seu Oly, está te esperando de braços abertos. Serás muito bem acolhido por todos eles.
Sorella, mia sorellina, Ivane ( Viajante Maduro), que dor imensa esta que vives hoje e que vivenciaste, dia pós dia a grande e constante luta deste teu amore, cujo maior querer era viver para poder estar contigo, como ele sempre repetia. Inclusive, casaria mil vezes, se fosse preciso.
Ele queria poder curtir mais o bem-viver, respirando sem temor do ar faltar, contigo e com seus amados filhos. Para ele a família era essencial...e continuará sendo, mesmo do além.
ADEUS, RÔMULO!
Foste muito especial na nossa família. Só gratidão por tudo!
Tua presença em nossas vidas foi uma dádiva. Obrigada, Ivane, por nos propiciar conviver com este ser de luz. Te amamos muito, sorella mia!
Amamos todos vocês, filhos e netas! Que as doces lembranças consigam ser um bálsamo na dor. 🤍🩵🤍🩵
➡️Velório:
Domingo, 1° de junho de 2025.
Das 9h às 16h.
A celebração religiosa acontecerá às 15h.
Local: Memorial Caravaggio (próximo ao cemitério), Sala A, em Garibaldi.
➡️A cremação acontecerá em Caxias do Sul, em uma cerimônia reservada.

Fotos e texto: Rute Favero.

NOTA DE FALECIMENTO: Flávio Antônio Favero Com muito pesar, anunciamos o falecimento de nosso querido primo, sobrinho, a...
29/04/2025

NOTA DE FALECIMENTO: Flávio Antônio Favero
Com muito pesar, anunciamos o falecimento de nosso querido primo, sobrinho, amigo, irmão, pai, esposo, um doloratense sempre presente.
O velório acontece hoje, de tarde. O enterro será amanhã, dia 30/04, às 9h.
Flávio estava com 74 anos e, há alguns dias, sofreu um infarto. Lutou bravamente pela vida, mas ... Papai do céu quis levá-lo.
Flávio deixa esposa, a querida Ceni, e seus dois filhos, Jean e Marcos Vinicius.
E deixa a todos nós...
Todos os domingos, lá passava o Flávio, com seu carrinho em tom cinza, em direção à igreja e à bodega. Era um grande parceiro no jogo de cartas, que, sempre que possível, acontecia - e ainda acontece - nos sábados e domingos à tarde. Gostava também de observar os demais jogando.
Flávio estava sempre presente nos momentos festivos da Dolorata. Primeiro, o encontro com Deus, na igreja a acompanhar e rezar a Santa Missa ou o terço ou na Via Sacra. Depois, pegava junto e ajudava no salão e no que fosse possível.
Há um certo tempo, seu coração "disse-lhe" que ele deveria diminuir o ritmo das atividades, mesmo assim, ele ia fazendo o que conseguia na sua lavoura, com seus animais. Tinha um lindo parreiral e produzia a uva francesa mais saborosa que já comi.
Não era um homem de rir muito, mas não era aquele homem sério e sisudo, não. Era leve. Era de um semblante leve, apesar das marcas de uma vida sofrida e difícil.
Flávio foi aluno de minhas tias. Tenho alguma memória dele como aluno. Um menino simples, que desde cedo precisou trabalhar na lavoura para ajudar em casa. Era de uma grande família, que, hoje, chora sua partida.
Queridos primos e primas, sentimos muito por esta perda!
Estaremos junto a vocês no que precisarem. Ceni, Jean e Marcos Vinicius, há uma comunidade que vos abraça.
Flávio, vá em paz e que Deus e Nossa Senhora das Dores te recebam de braços abertos!
Tenho certeza que o Tio Berto e a Tia Amélia estão a te receber com seu largo sorriso e, se olhares para o lado, verás meu pai Oly a te chamar para um carteado.
(Texto escrito por Rute Favero)

22/04/2025

ADDIO, FRANCESCO!
Hoje o mundo se despede de um homem que marcou a história da Igreja com coragem, humildade e fé verdadeira. Francisco, o papa que veio “do fim do mundo”, como ele mesmo se apresentou em 2013, foi o primeiro latino-americano e também o primeiro jesuíta a se tornar papa.

Desde o início do seu pontif**ado, escolheu viver com simplicidade: recusou os luxuosos aposentos papais e passou a morar em um pequeno apartamento no Vaticano. Preferia andar de carro popular, pagava suas próprias contas e nunca se afastou do povo.
Seu jeito simples escondia uma força imensa. Francisco enfrentou temas difíceis e foi chamado por muitos de “papa progressista” por abrir caminhos de diálogo sobre assuntos delicados como a acolhida a pessoas LGBTQIA+, o papel das mulheres na Igreja, e a responsabilidade ambiental.
Foi ele quem escreveu a encíclica Laudato Si’, pedindo a todos — católicos ou não — que cuidem da “casa comum”, o planeta Terra. Nela, alertou sobre os perigos da destruição do meio ambiente, da poluição das águas e do uso excessivo de produtos químicos na agricultura, que contaminam o solo e colocam a saúde das pessoas em risco. Francisco chamava isso de uma “cultura do descarte”, que trata a natureza e os mais pobres como se fossem descartáveis.
Também reformou o Banco do Vaticano, combateu a corrupção dentro da Igreja e pediu perdão pelos erros do passado, como os abusos cometidos por membros do clero. Não teve medo de reconhecer feridas e buscar justiça.

Algumas de suas frases mais marcantes ainda ecoam:
“Quem sou eu para julgar?” — ao falar sobre pessoas LGBTQIA+.
“Esta economia mata.” — ao criticar o sistema que exclui os mais pobres.
“Os pobres são a bandeira do Evangelho. Isso não é comunismo. Isso é cristianismo puro.”

Francisco nos lembrou que a fé verdadeira não está nas aparências, mas nas ações. Que ser cristão é cuidar do próximo, acolher sem julgar e ter coragem de fazer o bem, mesmo quando isso incomoda.

Tive a graça de vê-lo de perto em setembro de 2015, em Roma. No dia 16/09/2015, participei da missa celebrada por ele na Basilica di San Giovanni in Laterano (Basílica de São João de Latrão), a catedral oficial do Papa, onde se comemorava o aniversário de dedicação da igreja, consagrada no século IV. A celebração foi emocionante, com milhares de pessoas presentes. Depois dali, o Papa e a multidão seguiram até a Basilica di Santa Maria Maggiore (Basílica de Santa Maria Maior), onde agora ele será sepultado, “em uma cova na terra”, como pediu com simplicidade.
Também estive na Praça São Pedro, numa das audiências das quartas-feiras, em setembro de 2015. Foi neste dia que ele passou a menos de dois metros de mim, entre o povo — sorrindo, abençoando, sendo o pastor próximo que sempre foi.
E no dia 06 de janeiro de 2016, dia da Epifania (Festa dos Reis Magos), assisti com meus filhos a uma linda celebração conduzida por ele na Basilica di San Pietro (Basílica de São Pedro). Momentos que nunca sairão da minha memória e que agora ganham ainda mais sentido.

Hoje, com o coração apertado, dizemos: obrigado, Papa Francisco. Obrigado por nos ensinar que uma Igreja viva é aquela que caminha com o povo, especialmente com os mais sofridos.

E como tu sempre pedias, Papa Francesco, com humildade:
“Rezem por mim.”

(Texto escrito por Rute Favero)

20/04/2025

LADAINHAS EM LATIM: É ASSIM NA DOLORATA

Como são rezadas as LADAINHAS nas vossas capelas?
Aqui, na nossa comunidade, desde sempre, as ladainhas são rezadas em latim.
Começou com meu nonno, o Professor João Antônio Favero. Depois, minha Tia Gema deu continuidade. Hoje, minha irmã Rejane tem lido e, na sua ausência, quem lê é outra irmã, a Maria Luiza.
Ouvir esta oração em latim traz muitas lembranças e emoções diversas. A nostalgia toma conta do ser.
Tem sabor de infância, de eterno respeito, de adoração, de fé, de alegria. A alegria que sentia, quando criança, em saber que Jesus havia ressuscitado...haviam-no torturado e crucif**ado. ELE morreu. Essa imagem era muito dolorida, mas, ao final das ladainhas, tocavam os sinos, o do "campanil" e os sininho da igreja, enquanto as pessoas entoavam o Gloria in excelsis Deo” (Glória a Deus nas Alturas). Aliás, entoam até hoje. Sabíamos, também, que no dia seguinte, no domingo, seria o dia da Páscoa. Um dia de alegria; não pelos chocolates, pois, na época, não tínhamos - ganhávamos doces (balas)-, mas, acima de tudo, pela ressurreição de Jesus.
Estas lembranças trazem todas emoções à tona.
Aqui tem o registro deste momento, que sabemos é cultural, é histórico, é um momento de muita fé.

Quais as lembranças de vocês desta época da quaresma e da Páscoa?
Conta nos comentários!
FELIZ PÁSCOA A TODAS E A TODOS!
QUE SEJA UM DIA DE GLÓRIAS.

* Texto e vídeo produzidos por Rute Favero

19/04/2025

SEXTA-FEIRA SANTA NA DOLORATA
Mais um ano passou e mais uma vez a comunidade se reuniu nessa sexta-feira santa para celebrar a Via Sacra.
Desde os primórdios tempos de nossa comunidade a celebração deste dia segue o mesmo rito. São rezadas todas as estações. Um grupo de pessoas acompanha a cruz que é carregada, ladeada por 2 pessoas com velas acesas (na minha época, eram as crianças que faziam isso, mas estas estão escassas na comunidade) e vão parando na frente de cada estação representada por quadros que ladeiam a parede da igreja.
Ao fim deste rito, a cruz com Cristo, que f**a no chão, é mantida deitada e carregada por 3 homens em uma pequena procissão que vai até o cemitério, faz uma parada para rezar por aqueles que partiram antes, depois retorna à igreja. Todos os presentes acompanham a procissão e participam cantando e rezando.
Ao chegar em frente a igreja, a cruz é erguida e todos rezam e cantam juntos em homenagem à Cristo.
Sim, emociona muito ver como tudo isso ocorre em um momento de fé coletiva. Pessoas que trabalham duro durante todo o ano. Quando chega a época da Via-Sacra, faz pouco que passou a época da colheita da uva. Eles trabalharam duro, mas não deixam de participar dos momentos de oração, durante toda a quarentena.

É lindo ver como estes antigos costumes se mantém.
Hoje, sábado, o sábado de Aleluia, é o ápice da quarentena. Na nossa comunidade ainda rezamos as ladainhas em latim e após este roteiro, os sinos ressoam saudando a ressurreição de Cristo e é o momento em que a cruz com o Cristo, que estava no chão, é erguida e saudada por todos os presentes. Em seguida, ela é afixada novamente na parede.
E assim chega a Páscoa!
Quem quiser participar, já está convidado. Iniciaremos às 19h. Será lindo!

* Texto e vídeo produzidos por Rute Favero

30/03/2024

SEXTA-FEIRA SANTA NA DOLORATA
E mais um ano celebra-se a sexta-feira santa na comunidade da Dolorata.
O que constitui um povo são as suas tradições, a sua cultura.
Sem estes momentos de celebração haveria uma dispersão da história de um povo. Ao se reunirem com um objetivo comum, seus laços de união se fortalecem.
Em uma celebração santa, a fé deste povo também se fortalece. É neste momento que suas preces se elevam aos céus e se transformam em bênçãos caindo sobre a terra tão trabalhada cotidianamente em busca de alimento.
Todos os anos, as mulheres procuram chegar à igreja antes da celebração para combinarem as rezas, os cantos, a sequência de ações, quem fará o quê em cada momento. Os homens f**am na bodega aguardando a chamada, quando a fecham e todos se dirigem à igreja. Como sempre acontece, a maioria dos homens f**am posicionados nos bancos da direita de quem entra e as mulheres à esquerda. Por vezes, ocorre uma mistura pouca.
Os que cantam f**am todos juntos, lá na frente, no lado esquerdo. Lembrarei sempre de meu pai Oly ao lado de minha mãe a cantar.
Neste ano, havia pouca gente. Para a continuidade da comunidade, faz-se necessária a presença das pessoas.
Os que vão embora, porque, invariavelmente, as pessoas buscam novos horizontes, podem retornar nestes momentos.
E assim foi a sexta-feira santa, na capela Nossa Senhora das Dores, da Linha Dolorata.

30/03/2024

𝐀𝐜𝐨𝐧𝐭𝐞𝐜𝐞𝐮 𝐧𝐨𝐬 𝐢𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟏𝟐 - 𝟐𝟎𝟏𝟒...𝐒𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐚
A Linha Dolorata é uma pequena comunidade que f**a láááá looongeee e é formada basicamente por descendentes de italianos que há mais de 150 anos cá chegaram e trouxeram seu viver, sua forma de celebrar a vida.
Aqui, os descendentes celebram a vida assim como seus antepassados. Eles procuram manter os costumes daquelas pessoas que vieram do além mar, chegaram com um coração repleto de esperanças.
Mudou alguma coisa? Mudou! A vida é movimento. Nada consegue se manter igual, por mais que tentemos manter os hábitos... Os hábitos podem ser mantidos quase os mesmos, mas as pessoas mudam, novas gerações surgem e com elas novas esperanças, novos hábitos são incorporados.
O que mudou, então? Os habitantes... os velhinhos velhinhos já se foram. Alguns ainda conservam a nossa história. Os jovens, ah! os jovens... Eles buscam renovar o irrenovável.
A essência é imutável!
Assim, a comunidade vai se mantendo, porém, hoje, já não com a igreja tão cheia como naqueles idos anos.
Estes vídeos que foram gravados por César Zorzo, foram revisitados e me permiti trabalhar neles para mostrar como já foi um dia.
A história se repete com suas mudanças cotidianas. Um paradoxo.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗣𝗘𝗦𝗔𝗥!Comunicamos o falecimento de Arderico Mezacasa, ocorrido ontem, dia 10, às 19h, em Bento Gonçalves. Vᴇʟóʀɪ...
11/03/2024

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗣𝗘𝗦𝗔𝗥!
Comunicamos o falecimento de Arderico Mezacasa, ocorrido ontem, dia 10, às 19h, em Bento Gonçalves.
Vᴇʟóʀɪᴏ: Capela Nossa Senhora da Dores
𝗘𝗻𝘁𝗲𝗿𝗿𝗼: às 15h30, no Cemitério da comunidade Dolorata.

Dérico, como todos o chamavam, tinha 85 anos. Deixa seus três filhos Aureo, Valdete e Leonir, netos, bisnetos, noras e genro e demais familiares muito tristes com esta partida.
Dérico gostava de participar dos eventos da comunidade. Frequentava os atos litúrgicos e, também, gostava de estar com os amigos, vendo-os jogar cartas, na bodega.
Ele adorava dar uma "bisoiada" nas cartas dos jogadores. Era um doloratense muito querido por todos.
Nos últimos tempos, diminuiu as suas idas à bodega por conta de sua saúde, mas sempre que aparecia mostrava-se sorridente, apesar de tudo.
Dérico, vá em paz! Vá ao encontro de tua amada Alda, que nos deixou há longos 29 anos. Ela estará te recebendo de braços abertos e enfim, viverão juntos pela eternidade.
Aqui, nós da Linha Dolorata, sentiremos muito a tua falta.

Eu, Rute, que escrevo isso agora, quero dizer que gostava muito quando ele aparecia. Fiquei triste quando percebi as suas ausências, então, sempre que tinha oportunidade procurava fotografá-lo e ele se mostrava uma simpatia, sorrindo largamente. Acredito que, assim como meu pai Oy, que partiu faz pouco tempo, ele representava a nossa comunidade. São as pessoas que têm a "cara" da comunidade Dolorata.
Vá, Dérico! Vá jogar mora, cartas, bochas ... vá lá jogar com meu pai Oly e outros companheiros de longa data que devem estar te recebendo, hoje. Rejubilem-se, e não se preocupem com as lágrimas que aqui derramamos... É que a saudade se fará (e faz) sentir e ela se manifesta com um aperto no coração, que de tão apertado que f**a, verte água dos olhos.
Leonir, Valdete (a minha irmã de coração) e Aureo, sinto/sentimos muito por esta partida.

Para este post, convidamos a Rute Favero, que morou por um ano na Itália, tempo em que fez seu doutorado e conheceu Roma...
17/02/2024

Para este post, convidamos a Rute Favero, que morou por um ano na Itália, tempo em que fez seu doutorado e conheceu Roma como ninguém, afinal foi especif**amente nesta cidade que ela viveu e percorreu seus vários caminhos, como uma viajante madura muito interessada.
Sendo assim, vamos deixar ela nos contar sobre esta descoberta, muito pouco conhecida pelos turistas convencionais. E se você também tiver um relato (com fotos) diferenciado sobre um destino turístico, nos envie. Poderá ser publicado aqui no Viajante Maduro.
O Roseiral (por Rute Favero)
Clique para ver as fotos e ler tudo sobre este roseiral.

Destinos, Itália, Viajante Maduro Descobertas em Roma, Itália: O mais lindo roseiral! por Viajante Maduro / 19 de abril de 2018 Para este post, convidamos a Rute Favero, que morou por um ano na Itália, tempo em que fez seu doutorado e conheceu Roma como ninguém, afinal foi especif**amente nesta ...

16/10/2023

Meus professores. Meu pai. Minhas tias queridas.
Além das tias Tere, Inês e Gema, lecionava na Escola Rodrigues Alves, também a Tia Amir, mas eu estive mais distante delas.

Em compensação, destes 4 professores... até colo eu tive. Não porque um era meu pai, mas porque eu adorava estar com elas. Há de se ter em mente que eu tinha apenas 4 anos quando comecei a ir à escola. Se minha irmã mais velha podia ir, eu também queria e, como eu sabia ler e escrever, deixaram, mas não me matricularam.

No final do ano, quem aplicava as provas era a Prefeitura de Bento Gonçalves e lá vieram as Maria Benini, Maria Frota e Ladi... a memória falha e não lembro do sobrenome da terceira) aplicar o exame. Chorei pencas.... como eu não poderia fazer o exame? Só eles e eu não? Acho que foi a Ladi quem disse: deixa ela fazer. E ela era quase a minha madrinha e ela era especial demais, pois foi a primeira pessoa a me chamar de "Rutchi"! (escrevi a pronuncia). E foi quem começou a escrever o meu nome com th - Ruth. Tanto que, por muitos anos eu achei que meu nome deveria ser escrito assim (para reforçar, as certidões de batismo/crisma/comunhão todas estavam com o nome Ruth). Quando eu tinha uns 13 anos foi que meu pai percebeu que eu usava meu nome daquele jeito então, pela primeira vez vi minha certidão de nascimento (ao menos, foi a primeira vez que a olhei com atenção) e soube que o único documento verdadeiramente sério era aquele, portanto, meu nome deveria ser escrito com E - Rute. Que decepção! :-D (Hoje amo que seja assim).

Mas voltando ao exame, terminei de fazer a prova. Lembro de erguer o braço para avisar que havia terminado, numa felicidade sem fim.
E eu passei. Fui bem no exame, portanto fui aprovada para fazer o segundo ano primário (como era chamado). Foi então que fui matriculada.

Porém, na 4ª série, quando eu estava com 7 anos, passei a estudar de manhã, na Escola Félix da Cunha, na Linha Bento, e foi quando tive como professor, meu próprio pai Oly Rosalina Favero. Aliás, eu tive também a minha mãe como professora, uma vez que meu pai adoeceu. Quem foi substituí-lo foi a corajosa da minha mãe, a grande Rosalina, a “melhor mãe do mundo” – não foi à toa que ela obteve este título, lá nos idos de 75. Lembra disso, Janete Nodari?

Meu pai era o meu herói, enquanto estávamos andando a cavalo, o nosso transporte para irmos à escola, mas dentro da sala de aula... era igual para todo mundo. Como era tudo muito difícil! (Hoje, penso que com 7, 8 anos, que era a minha idade, deve ter sido bem difícil cursar a 4ª série). Têm várias histórias deste ano. Mas uma, em particular, a qual eu não esqueço: um colega, que já estava na 5ª série, um de sobrenome Dendena... o primeiro gênio que eu conheci na minha vida. Ele fazia cada “conta de dividir enorme, largas” em pouquíssimo tempo. Era sempre o primeiro a terminar.

Depois disso, voltei a estudar na Escola Rodrigues Alves e, no ano seguinte, na Escola João Antonio Favero, quando meu pai foi, novamente, meu professor. Eu deveria fazer o ginásio, mas não podia prestar o exame de admissão, pois eu ainda não tinha 11 anos, então.. a solução foi eu repetir a quinta série, o que signif**a que meu pai foi meu professor por 2 anos, num total de 3 anos.

Dos irmãos Favero, tive também a Tia Carmem como professora de História, durante o Ginásio. É! Passei por vários deles. :-)

Daquelas histórias que não se esquece jamais. E teria tantas para contar.

Endereço

Linha Dolorata
Santa Tereza, RS
95715-000

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A história da Dolorata

A Linha DOLORATA, teve inicio em 1885, com a chegada de imigrantes vindos da Itália, sendo eles: João Checco, João Picionatto, Domingós Plezzi, Vicente Filippon, Luiza Felipi Tomé, Antônio Lanzarin, Francisco Favero, Antônio Marin, Famílias: Tonial, De Conto e Batistella, esta composta por cinco irmãos. Muito católicos que eram e, por não terem uma igreja, faziam as rezas debaixo de uma árvore, tendo como símbolo de fé uma relíquia da Santa Cruz. A estátua de Nossa Senhora das Dores, que se encontra no altar da igreja, até os dias atuais, foi trazida da Espanha, por uma família muito católica. Na época, moradores de Bento Gonçalves. Por volta de 1914, por motivo de doença, precisaram de dinheiro, então puseram à venda essa estátua. Os moradores da Dolorata f**aram sabendo e decidiram comprá-la, indo buscá-la à cavalo, pois não havia outro meio de transporte, naquela época. A distância entre a Dolorata e Bento Gonçalves, na época, era de aproximadamente 40Km. Foi devido a essa estátua que a comunidade passou a ser chamada de DOLORATA, sendo hoje denominada de Linha Dolorata, pertencente ao Município de Santa Tereza, antigo distrito de Bento Gonçalves. Em 1914, foi construída a primeira igreja da comunidade; uma igreja bem simples e quem rezou a missa inaugural foi o padre Luis Gulieci. Essa igreja foi demolida em 1922, para a construção da segunda igreja. Em 1970, a já velha igreja foi demolida e, em seu lugar, foi construído o primeiro salão comunitário, que passaria a ser usado como igreja, até o ano de 2001, quando foi demolido para dar lugar a nova igreja, que foi inaugurada em março de 2002. Diga-se de passagem, que esta nova IGREJA existe, graças à coragem e à colaboração de todos os moradores desta comunidade, que aceitaram a ideia dada por Oly e Rosalina, então fabriqueiros, de construírem uma nova igreja, assim, juntos, somaram esforços para a realização de um sonho que remontava lá nos idos de 1970. O SINO que existe até hoje e é ainda utilizado, f**ando no “campanil” reformulado, foi adquirido, em 1905. O CEMITÉRIO da comunidade foi construído em 1966, portanto, a partir dessa data, os mortos da Dolorata, não mais seriam enterrados no cemitério da comunidade de São Valentim, como até então era feito. Em 1969, foi construída a primeira (e a única, até hoje) ESCOLA, cujo nome passou a ser João Antônio Fávero, um ilustre professor (Il maestro), que também havia sido sub-prefeito de Santa Tereza, na época, distrito de Bento Gonçalves.