23/04/2021
A Campanha Quem tem Fome tem Pressa de Santos completou um ano de luta na semana passada. Nesse período, nossas ações geraram frutos e, na medida do possível, ajudaram a segurar a barra de algumas famílias. No entanto, ainda nos encontramos diante da política de fome exercida pela gestão (atual e passada) da Prefeitura de Santos, que continua a ignorar a condição de restrição alimentar das famílias da rede pública do ensino municipal e que é agravada pela pandemia interminável, fruto das má gestões da direita a níveis Municipal, Estadual e Federal.
Diante desse cenário, entendemos que ainda há muito trabalho pela frente. Neste momento de extrema gravidade, é importante que pontuemos algumas questões: as entregas das cestas básicas, quando ocorrem, não são feitas com periodicidade; a falta de alimentos nutritivos, como fontes de proteína e hortaliças, compromete o desenvolvimento pleno e saudável das crianças, o que lhes é de direito; algumas cestas são entregues com alimentos estragados e em más condições de armazenamento, o que causa a agonia das famílias em não saber ao certo se todos os filhos irão comer de forma adequada. Todo esse descaso é consequência da falta de políticas públicas e prioridade para com a população, derivada do programa neoliberal do governo Tucano, que visa apenas os lucros e as parcerias com as grandes empresas, que se beneficiam da falsa imagem assistencialista.
A Prefeitura continua insistindo em deixar as famílias desinformadas, escondendo o destino da verba do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), publicando em suas redes sociais falsas promessas e planos de benefício que NÃO SUPRIRAM nem de longe as necessidades de todos. Um exemplo é o cartão bolsa-alimentação, direito aprovado em abril do ano passado, que prometia beneficiar 11,6 mil estudantes. A realidade, como sabemos, é bem diferente.Mais que a metade das mães da Campanha não foram atendidas por essa renda, e também não receberam a compensação que foi anunciada no final do ano, onde a prefeitura GARANTIU que os valores dos últimos meses seriam recompensados. Já estamos chegando no meio do ano de 2021 e não forneceram o que se propuseram a fazer e o que nos é de DIREITO.
Nossa campanha, realizada por mães e apoiadores, contribuiu para pressionar o mandatário anterior a usar a verba do PNAE (mesmo não sendo da forma que deveria). Realizamos postagens, panfletagens informativas sobre a situação e brigadas para que pudéssemos minimizar os efeitos nefastos do abandono das crianças da rede municipal de ensino.
Nossa luta é pela garantia dos direitos alimentares das crianças matriculadas na rede pública municipal de ensino. Continuaremos na luta fazendo valer esses direitos, lutando para que não sejam apenas falácias vindas da boca dos governantes que representam os interesses apenas mega-empresariais e dos super-ricos para conquistar nossos votos. Continuaremos em luta pela conquista e defesa de nossos direitos! Agradecemos a todos que nos ajudaram, ajudam e continuarão ajudando.
Caso possa contribuir com a Campanha de alguma forma, entre em contato pela página!