26/01/2026
Santos, 480 anos!
A previsão do orçamento de Santos para 2026 é de R$ 6,3 bilhões — um aumento de 13,9% em relação a 2025 (R$ 5,5 bilhões). Deste montante, apenas 41% da Receita Corrente Líquida (RCL) serão destinados à Despesa Total de Pessoal (DTP).
Este índice demonstra a manutenção da tendência de desmonte dos serviços públicos realizados pela administração direta, enquanto se ampliam os gastos com as diversas formas de iniciativa privada.
Além disso, o orçamento também prevê o aumento da "farra" das emendas parlamentares, que crescerão mais de 70%. Em 2025, cada vereador podia apresentar até R$ 2,35 milhões em emendas, neste ano, o valor saltará para R$ 4,1 milhões, totalizando R$ 86 milhões para os 21 vereadores.
Desde 2013, o modelo de gestão de Santos aprofunda e fomenta a privatização e a terceirização por meio de empresas capitalistas convencionais, além das Organizações Sociais (OSs) e Oscips e subutiliza as iniciativas da Administração Direta, da Prodesan e da CET.
Na saúde, por exemplo, esse gasto já representa mais de um terço de todo o orçamento destinado ao setor, crescendo anualmente também em outras áreas. Não há fiscalização suficiente na utilização dos recursos, pois a própria legislação blinda irregularidades, e a maioria dos vereadores é conivente com um modelo que amplia gastos e precariza os serviços.
Nesse sistema, a rapinagem e a desqualificação do atendimento público estão legalizadas por diversos mecanismos: na falta de fiscalização dos lucros e insumos, na precarização das relações de trabalho, no rebaixamento salarial e na contratação de leigos para postos que deveriam ser ocupados por profissionais — sendo a Educação Especial na rede municipal o exemplo mais absurdo.
Em 2026, a subordinação do governo e da Câmara aos interesses do capital, em detrimento de um planejamento sério e com participação popular, torna-se cada vez mais nítida. As diversas frações da burguesia, por meio de seus representantes, intensificam os mecanismos de dominação — exploração, opressão e cooptação — às custas do dinheiro público.
Entra ano, sai ano, os indicadores sociais continuam alarmantes: altas taxas de mortalidade e contaminação por dengue, a contínua falta de balneabilidade das praias, o aumento da população em situação de rua e o déficit histórico de moradias.
Além disso, sofremos com uma das maiores tarifas de transporte público do país, enquanto o governo injeta subsídios cada vez maiores em empresas de transporte e coleta de lixo.
Somam-se a isso problemas ainda mais graves que atingem quem vive nos morros e na Zona Noroeste: a violência policial e os constantes incêndios em moradias em áreas de risco.
A Polícia Militar, sob o comando neofascista do governador Tarcísio de Freitas e com apoio do prefeito Rogério Santos, tem intensificado operações nessas regiões, violando direitos e vitimando jovens, adolescentes e crianças — como o garoto Ryan, de apenas 4 anos.
No entanto, é fundamental destacar que em Santos também há resistência. Há quem lute pelo direito de viver com dignidade em uma das cidades mais desiguais do país, resgatando a tradição combativa da "Moscouzinha Brasileira".
Não foi por acaso que essa tradição foi sistematicamente atacada com repressão, torturas e mortes pela ditadura empresarial-militar de 1964.
O Partido Comunista Brasileiro de Santos (PCB) saúda não a cidade em abstrato, mas todas e todos os trabalhadores e os convoca para construir uma oposição combativa e as necessárias iniciativas de luta sindical e popular em direção à emancipação da classe trabalhadora de todas as formas de exploração, violência e opressão do capital.
AVANTE, CAMARADAS!
RECONSTRUINDO A CIDADE VERMELHA, RUMO AO SOCIALISMO!
É FORÇA E AÇÃO, AQUI É O PARTIDÃO!
PCB – SANTOS