25/02/2026
Para que nunca se esqueça!
Há 42 anos ocorreu uma das maiores tragédias na Baixada Santista e no Brasil: o incêndio na Vila Socó, em Cubatão.
A região, composta por um um aglomerado de palafitas sobre uma área de mangue, abrigava milhares de famílias quando, entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 1984, cerca de 700 mil litros de gasolina vazaram de um duto que ligava a refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, ao terminal portuário na Alemoa.
O líquido inflamável rapidamente se alastrou pelos barracos de madeira, causando a morte de 93 pessoas, segundo os dados oficiais - contestados até hoje como subnotificados pelas autoridades para minimizar a gravidade da situação. Estimativas apontam que mais de 500 pessoas tenham morrido neste incêndio.
Importante lembrar que nesta época, ainda sob a ditadura empresarial-militar, Cubatão, por abrigar um importante parque industrial petroquímico, era uma das 5 áreas de segurança nacional do Estado de São Paulo (assim como Santos, devido ao Porto), e seu prefeito não era escolhido pelo povo, mas sim nomeado pelo governador e aprovado pelo presidente.
Vila Socó era um bairro constituído por trabalhadores/as pobres, em sua maioria nordestinos, que migravam para trabalhar nas indústrias de fertilizantes que emergiam em Cubatão. No entanto, estes trabalhadores, que produziam a riqueza do maior polo petroquímico do país, não tinham acesso a moradia digna ou saneamento básico.
A tragédia da Vila Socó é a expressão nua e crua das contradições da sociedade capitalista, onde por um lado se acumula riqueza e de outro se esparrama miséria, fome, negação de direitos e mortes.
POR MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA!
PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!
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