02/10/2021
A arte como chave para a aprendizagem.
As neurociências estudam o funcionamento cerebral para aquisição do conhecimento, elas demonstram que o processamento de memorização são rasos demais para fixar uma aprendizagem, pois trata-se de apenas uma conexão neuronal, sendo preciso que outras funções cerebrais sejam ativadas além da memória. Segundo elas, a aprendizagem acontece quando uma redes de diferentes conexão neuronais se entrelaçam sobre o mesmo tema, consolidando o conhecimento, por formarem memórias em diversos campos do cérebro, relacionados à cheiros, cores, texturas, etc., diferentemente do sistema mecanizado da memorização que pode facilmente ser esquecido pela falta de contato com o assunto, pois é ativado por apenas uma conexão.
A memória é parte importante desse processo, mas sozinha não possui vida longa, pode ser prejudicada por um acidente cerebral, uma doença cognitiva que a comprometa, etc. Assim, uma criança com distúrbios cognitivos é capaz de aprender, mesmo com comprometimento de memória.
Como o ser humano não é dotado apenas de cérebro, corpo e seus sentidos, ele possui algo a mais que a ciência natural não consegue decifrar e que gera uma lacuna que impede desenvolvimento pleno da criança: o seu EU.
O Eu, quando despertado possui força para ativar funções mais sutis do Ser, ele possui linguagens próprias, tais como a inspiração, intuição e imaginação, que são esferas mais sublimes do ser humano. A conexão do Eu com o Cérebro pode ser facilmente ativada através da Arte, podendo ser uma ferramenta chave para crianças com distúrbios cognitivos, especialmente se houver uma inter-relação entre o que se pretende ensinar com diversas formas de inspirações artísticas (músicas, cores, contos, entre outras), despertando memórias não apenas mecanizadas ou sensoriais, mas memórias muito mais elevadas da criança, impressas na sua individualidade.
O Eu não possui deficiências ou limitações, pois ele não está ligado ao que é físico, ele é pleno. Desta forma temos uma porta de abertura para crianças com dificuldades ou distúrbios cognitivos, alcançarem grandes avanços se inserirmos a Arte nas estratégias educativas de forma transversal, sempre respeitando a expressão pura e única de cada criança a fim de atingirmos o seu EU perfeito.
_Andrea Freire