Biblioteca Carlo Aldegheri

Biblioteca Carlo Aldegheri A Biblioteca Carlo Aldegheri é um centro de documentação e memória anarquista, fundado em 2012.

 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: A Luta Antiimperialista!— Em março de 1912, a Federação Operária Local & o Grupo...
28/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: A Luta Antiimperialista!

— Em março de 1912, a Federação Operária Local & o Grupo Anarquista Renovação de Santos, com a presença de anarquistas sulamericanos e de São Paulo, se manifestaram “contra o liberalismo terrorista das classes ricas que acorrentam e matam o povo” num protesto em solidariedade a classe trabalhadora argentina e contra o absorvente imperialismo ianque que ameaçava os revolucionários mexicanos.

Os anarquistas santistas não tiveram o menor pudor em pedir que a população presente no comício, contribuísse financeiramente para a compra de armas & munições, em suas próprias palavras: «Nem um real seja poupado na ajuda financeira aos nossos companheiros mexicanos, porque com um real se pode comprar uma bala e com uma bala se extermina um tirano. De uma bala pode depender o êxito da revolução». Em seguida, abriu-se uma subscrição popular, reunindo-se em poucos instantes a quantia de 56 mil réis, que foi encaminhada para o comitê do Partido Liberal Mexicano e a entrada registrada no seu porta voz, o periódico Regeneración.

“A única desvantagem com que lutam os trabalhadores mexicanos é por não terem bastante armas e munições, e para isso é que os trabalhadores de todo o mundo devem deitar uma mirada, pois a vitória do povo mexicano beneficiará os deserdados de todo o mundo. E é por isso que de todas as partes o operariado deve mandar elementos para que os lutadores mexicanos possam adquirir armas e aplastem os inimigos do povo”.

Maiores informações no livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 2”, 448 páginas, 23 x 16 cm, dividido em 27 capítulos. Na promoção da pré-venda, o livro está sendo vendido por 88 reais, já incluindo as despesas postais. O pagamento deve ser feito pelo pix: [email protected] – Em seguida, é só nos enviar uma mensagem com o endereço, para onde o livro deve ser postado. Os envios serão realizados até o dia 09/09/2026. Não deixe passar essa oportunidade!

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# Fortaleça a Cultura Libertária (A)!

 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Pela Revolução Libertária Mexicana 1!— Março de 1912, em Santos: “Apesar da impe...
27/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Pela Revolução Libertária Mexicana 1!

— Março de 1912, em Santos: “Apesar da impertinente chuva, que caiu durante toda a manhã & parte da tarde, realizou-se a manifestação libertária, superando muito as esperanças dos seus iniciadores. Pouco antes da hora marcada, saia do local da Federação um numeroso grupo de manifestantes empunhando bandeiras, um enorme cartaz com as inscrições: Abaixo a Tirania do Governo Argentino!, Viva a Revolução Social no México!, destacando-se também pela primeira vez em Santos, um pendão significativo e simbólico com o título da Agrupação Libertária Renovação, que chamou muito a atenção dos trabalhadores & burgueses.

Na falta de música, organizou-se um coro por alguns companheiros que, a pleno pulmões cantavam hinos libertários. Nessa forma, a coluna pôs-se em marcha, percorrendo várias ruas da localidade e penetrou na Praça da República, lugar do comício, atroando o espaço com a popular Filhos do Povo e a Marselhesa Anarquista.

O companheiro Zeballos propõe que: ‘Nem um real seja poupado na ajuda financeira aos nossos companheiros mexicanos, porque com um real se pode comprar uma bala e com uma bala se extermina um tirano’. O companheiro José Louzada apoia a moção dizendo que: ‘De uma bala pode depender o êxito da revolução’. Em poucos instantes foram arrecadados 45 pesos, que serão enviados ao seu destino correspondente”.

Maiores informações no livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 2”, 448 páginas, 23 x 16 cm, dividido em 27 capítulos. Na promoção da pré-venda, o livro está sendo vendido por 88 reais, já incluindo as despesas postais. O pagamento deve ser feito pelo pix: [email protected] – Em seguida, é só nos enviar uma mensagem com o endereço, para onde o livro deve ser postado. Os envios serão realizados até o dia 09/09/2026. Não deixe passar essa oportunidade!

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 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: O Caso Idalina!— No dia 12/03/1911, a Sociedade Feminina de Educação Moderna, co...
26/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: O Caso Idalina!

— No dia 12/03/1911, a Sociedade Feminina de Educação Moderna, com o concurso de muitas mães brasileiras, convocou uma manifestação contra o Orfanato Cristóvão Colombo, pelo desaparecimento da menina Idalina Stamato (7 anos). A manifestação foi ilegalmente proibida pela polícia, que ocupou o Largo São Francisco. Os soldados não permitiam a passagem das pessoas. O povo começou a gritar morras aos clericais e à polícia. Uma força da cavalaria começou a espancar brutalmente os populares, inclusive mulheres, crianças e idosos. Houve uma intensa troca de tiros. Muitos populares, inclusive mulheres, foram feridos por espadas e rifles. Durante o conflito, um soldado da polícia foi baleado e morreu.

Na ocasião, cerca de 100 pessoas foram detidas. As sócias da Sociedade Feminina de Educação Moderna: Celina Nerva, Rina Ranzenigue, Mercedes Ristori, Pasqua Sarvinelli, Anna Bressan e Antonietta Cuella, foram presas durante quase 24 horas. Os militantes anarquistas e anticlericais: Edgard Leuenroth, José Romero, Oreste Ristori, Alexandre Cerchiai e Passos Cunha, ficaram presos por pelo menos 12 dias e, após libertados, foram processados. Em setembro de 1912, os libertários foram absolvidos. Padres e freiras nunca foram responsabilizados pelo desaparecimento da garota. Idalina Stamato nunca foi encontrada.

Nessa ilustração da época, retratando a manifestação popular, conseguimos reparar na participação ativa de várias mulheres anarquistas, respondendo à truculência policial e, inclusive, num manifestante armado, respondendo à violência institucional.

Maiores informações no livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 2”, 448 páginas, 23 x 16 cm, dividido em 27 capítulos. Na promoção da pré-venda, o livro está sendo vendido por 88 reais, já incluindo as despesas postais. O pagamento deve ser feito pelo pix: [email protected] – Em seguida, é só nos enviar uma mensagem com o endereço, para onde o livro deve ser postado. Os envios serão realizados até o dia 09/09/2026. Não deixe passar essa oportunidade!

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# Fortaleça a Cultura Libertária (A)!

 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Belén de Sárraga!— Belén de Sárraga foi uma jornalista espanhola & anticlerical ...
25/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Belén de Sárraga!

— Belén de Sárraga foi uma jornalista espanhola & anticlerical que pela intensidade de sua ação merece um lugar de destaque na historiografia da classe trabalhadora. Editou o semanário La Conciencia Libre (Espanha), El Liberal (Uruguai) & Rumbos Nuevos (México).

Esteve realizando conferências no Brasil em 4 ocasiões: 1910, 1911, 1919 & 1931. Durante a sua 2ª passagem pelo país, realizou 3 conferências em Santos & São Vicente, que foram organizadas pela Liga do Livre Pensamento, onde falou sobre temas como: A Razão Perante o Dogma, A Moral do Livre Pensamento & A Mulher e a Religião. Despertou o ódio do pintor clerical Benedito Calixto.

Foi um enorme escândalo uma mulher, estrangeira, falando publicamente, a mais de um século sobre temas anticlericais, difundindo o livre pensamento e atacando frontalmente a influência política da Igreja. Em Santos, foram feitos boicotes por parte dos padres & religiosos. Nada disso impediu a excursão de propaganda do livre pensamento de Belén de Sárraga. Suas palestras foram tão impactantes que décadas depois, anarquistas brasileiros, como José Oiticica, recordavam as conferências da “extraordinária oradora espanhola Belén de Sárraga”.

Em suas conferências subvertia o discurso clerical de amor e fraternidade ao afirmar que a prática religiosa era justamente o oposto disso: “O jesuitismo não apareceu no campo da religião para amar, nem para crer: veio para lutar (...). O Jesuitismo surgiu com violência e exerceu uma ação religiosa e social (...). O Jesuitismo surgiu como sendo a milícia de Cristo”.

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 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Anarquismo & Violência 3!— Em 1908, ocorreu uma das greves mais sangrentas de Sa...
24/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Anarquismo & Violência 3!

— Em 1908, ocorreu uma das greves mais sangrentas de Santos. Os portuários reivindicavam as 8 horas de trabalho, sem diminuição salarial. Forças da infantaria e da cavalaria foram mobilizadas. As sedes da Internacional e da Federação Operária foram fechadas, sendo vigiadas, para evitar que os trabalhadores se reunissem. A burguesia e o patronato entendiam que era o caso de uma guerra de classes, inclusive com direito à navios de guerra. Tanto que foram enviados, para reprimir o movimento, 4 navios de guerra: Gustavo Sampaio, Deodoro, Floriano e Riachuelo.

Os trabalhadores com suas reivindicações ignoradas, com suas associações fechadas, proibidos de se reunirem, submetidos a prisões em massa e a uma brutal repressão, e alguns sendo mortos, decidem responder a violência. Apedrejaram armazéns, carroças e bondes que insistiam em circular foram virados, trilhos foram arrancados. 2 bombas foram lançadas em frente ao armazém 9.

O anarquista João Perdigão Gutierrez (na foto, com sua esposa Anarchia de Caria), militante da construção civil, registrou como era a estratégia dos trabalhadores: "Na rua da Penha, os operários atravessam, fios de arame farpado, de um poste de iluminação a outro, apagando as luzes (a iluminação era feita a gás), davam tiros para o ar, atraindo os milicianos do regimento de cavalaria e, estes, não sabendo o que havia, entravam a toda carreira, batendo nos fios e caindo, do que aproveitavam-se os operários para dar-lhes tiros e pedradas. Na rua Visconde do Embaré (atual Via Anchieta), os grevistas atiravam nos cavalarianos da força pública”.

Maiores informações no livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 2”, 448 páginas, 23 x 16 cm, dividido em 27 capítulos. Na promoção da pré-venda, o livro está sendo vendido por 88 reais, já incluindo as despesas postais. O pagamento deve ser feito pelo pix: [email protected] – Em seguida, é só nos enviar uma mensagem com o endereço, para onde o livro deve ser postado. Os envios serão realizados até o dia 09/09/2026. Não deixe passar essa oportunidade!

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 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Anarquismo & Violência 2!— Os anarquistas santistas entendiam como legítima a ut...
22/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Anarquismo & Violência 2!

— Os anarquistas santistas entendiam como legítima a utilização da violência revolucionária como um instrumento de autodefesa dos trabalhadores e não haviam polêmicas do ponto de vista moral ou ético sobre essa questão. Tanto que no jornal O Proletário, publicaram uma carta do anarquista russo Simón Radowitzky, que havia justiçado com uma bomba, em 14/11/1909, o chefe da polícia argentina, Ramón Falcón, que 6 meses antes havia ordenado uma violenta repressão contra uma manifestação de 1º de maio, que assassinou 10 trabalhadores – a maioria deles anarquistas – além de deixar uma centena de feridos.

Radowitzky, com 19 anos, do interior da prisão de Ushuaia, explicava suas razões: “Companheiros! Já passaram 1 ano e 3 meses desde o dia da minha detenção. A rubra e negra bandeira da anarquia, não se abateu. As mãos de Falcón aqueciam-se com o sangue generoso dos filhos do povo. No coração de cada operário repetia-se violentamente: Vingança ao tirano Falcón!

Sou filho do povo trabalhador, irmão dos que caíram na luta e, como a de todos os operários, a minha alma sofria pelas vítimas que caíram. O sangue do povo pedia vingança e, com alegria fui disposto a tirar a vida a um tirano. Não me envergonho, nem me arrependo, mais ainda: um forte entusiasmo para luta aquecia o meu coração. Desde as grades do cárcere, a vós me dirijo irmãos obreiros, pelo triunfo da comuna anárquica. Destruam, aniquilem, incendeiem tudo quanto é inservível & que a voz do povo se erga em prol da comuna anárquica. Morte aos tiranos! Viva a anarquia! Simón Radowitzky, prisão nacional, 1910”.

Maiores informações no livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 2”, 448 páginas, 23 x 16 cm, dividido em 27 capítulos. Na promoção da pré-venda, o livro está sendo vendido por 88 reais, já incluindo as despesas postais. O pagamento deve ser feito pelo pix: [email protected] – Em seguida, é só nos enviar uma mensagem com o endereço, para onde o livro deve ser postado. Os envios serão realizados até o dia 09/09/2026. Não deixe passar essa oportunidade!

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 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Anarquismo & Violência!— Após a invasão da Federação Operária de Santos, entre o...
21/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: Anarquismo & Violência!

— Após a invasão da Federação Operária de Santos, entre outros episódios de repressão ocorridos anteriormente, os trabalhadores resolveram utilizar a contraviolência como forma de autodefesa, perante os constantes abusos policiais. Para os trabalhadores santistas, não havia nenhuma polêmica ou divergência, do ponto de vista moral ou ético, sobre a necessidade do uso da violência para a autodefesa.

O trabalhador M. Andrade concluiu: “Adotemos a pena de talião: quem com ferro mata com ferro morrerá. Uma vez sabido o procedimento da polícia faz-se necessário que cada um se vá armando para saber repeli-la. Armemo-nos, camaradas, exercitemos no manejo das armas. E é contra ela, contra o militarismo, que devemos empunhar armas! Deixo aqui um apelo a todos os camaradas, a todos os trabalhadores: armemo-nos!”.

De São Paulo, o anarquista José Romero (foto) defendeu um ponto de vista semelhante: “Em Santos, o Dr. Bias Bueno, tornou-se célebre, pelo assalto na sede da Federação Operária. Os sindicalistas revolucionários sabem há muito que toda essa mixórdia de leis para nada serve, eis porque aconselha o proletariado a pôr em prática a ação direta. Aos assaltos e roubos praticados pela polícia nas sedes das organizações operárias, é necessário responder”.

E segundo Manoel M. Bastos, militante da construção civil: “Muitas foram as prisões e as perseguições sofridas por essa época. Uns 20 dias depois, enfrentando a polícia foi a sede da Federação reaberta a força, daí por diante, todas as reuniões eram feitas com os elementos preparados para reagir a qualquer violência”.

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 # Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: A Invasão da Federação Operária!— No dia 17/06/1909, a polícia invadiu a sede da...
21/08/2026

# Anarquismo & Sindicalismo Em Santos: A Invasão da Federação Operária!

— No dia 17/06/1909, a polícia invadiu a sede da Federação Operária de Santos. As autoridades foram recebidas com tiros e cadeiradas, necessitando pedir auxílio para a cavalaria. Cerca de 166 trabalhadores foram presos e dentro de um quadrado, conduzidos até a cadeia. Entre os presos, 6 eram menores de 12 anos. Segundo a polícia, foram apreendidos 19 revólveres, 12 bombas, 22 facas, 6 navalhas. Além de bandeiras negras e vermelhas, móveis, armários, livros, cartas, papeis, talões e boletins. Também foram apreendidos livros anarquistas, 2 batinas de padre, barbas postiças e perucas.

Todos os jornais diários de Santos, estamparam em suas capas, manchetes sensacionalistas, criminalizando a Federação Operária. Segundo as memórias de Manoel Marques Bastos, militante da construção civil: as batinas, barbas postiças e perucas faziam parte do figurino do grupo de teatro social & não eram utilizadas como “disfarce para anarquistas” conforme a imprensa local deu a entender. Afirmou que não haviam bombas de dinamite na sede, tratavam-se de bombas de estalo que eram utilizadas para confundir a cavalaria nos momentos de repressão.

Segundo suas palavras: “O delegado prendeu os presentes e lançou na praça tudo quanto encontrou: móveis, arquivos, objetos de caracterização de teatro, que no dia seguinte serviram aos jornais para dizer que até barbas e batinas de padres tinham encontrado, para disfarce dos anarquistas que militavam nos sindicatos. Os jornais em forma de grande alarme deram notícia de que “grande quantidade de dinamite” havia sido encontrada”.

Maiores informações no livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 2”, 448 páginas, 23 x 16 cm, dividido em 27 capítulos. Na promoção da pré-venda, o livro está sendo vendido por 88 reais, já incluindo as despesas postais. O pagamento deve ser feito pelo pix: [email protected] – Em seguida, é só nos enviar uma mensagem com o endereço, para onde o livro deve ser postado. Os envios serão realizados até o dia 09/09/2026. Não deixe passar essa oportunidade!

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# Fortaleça a Cultura Libertária (A)!

 # FLIPEI: Experiências Libertárias de Palco, Memória & Luta!— Na semana passada, no dia 5 de agosto de 2026, quarta-fei...
11/08/2026

# FLIPEI: Experiências Libertárias de Palco, Memória & Luta!

— Na semana passada, no dia 5 de agosto de 2026, quarta-feira, o Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (NELCA) esteve participando da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI), numa atividade chamada “Experiências Libertárias de Palco, Memória & Luta!”, onde foram lançados os seguintes livros:

— Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 1, de Marcolino Jeremias;
— Revolta Proletária Em Santos, de Primitivo Soares;
— Arte & Militância de Pedro Catallo — Volumes 1 & 2;
— Lêgerîn: Caminhos Entre Rojava e América Latina, de Marina Corazza & Natalia Gonsales.

Deixamos aqui alguns aspectos do evento realizado no Espaço Cultural Elza Soares, na Alameda Eduardo Prado, número 460-474, no bairro do Campos Elíseos, em São Paulo, na Zona Bate-Cabeça. Foi um enorme prazer falar ao lado do Renato Mendes, da Natalia Gonsales & do Francis da Editora Pulão Descrita. Aproveitamos a oportunidade para agradecer profundamente a presença de todas as pessoas que foram para prestigiar a atividade.

Fotos da equipe oficial da FLIPEI, do Willie77, da Denise Malta de Andrade & Carolina Manica. Agradecemos imensamente!

— Apoiem As Editoras Anarquistas!

# Fortaleça A Cultura Libertária (A)!

 # Jornal da Orla (Santos): Anarquismo & Sindicalismo Em Santos! — Ontem, dia 6 de agosto de 2026, o site do Jornal da O...
07/08/2026

# Jornal da Orla (Santos): Anarquismo & Sindicalismo Em Santos!

— Ontem, dia 6 de agosto de 2026, o site do Jornal da Orla divulgou a seguinte matéria sobre o livro “Anarquismo & Sindicalismo Em Santos — Volume 1”, de Marcolino Jeremias, recentemente publicado pela Biblioteca Terra Livre & pelo Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri.

Segundo a jornalista Isabela Marangoni: “Muito do que marcou a história do movimento operário em Santos ainda permanece pouco conhecido. Foi essa curiosidade que levou o escritor e pesquisador Marcolino Jeremias a mergulhar, no fim dos anos 1990, em uma investigação que agora resulta no livro Anarquismo e Sindicalismo em Santos – Volume 1.

Mais do que reunir documentos, Marcolino quis dar rosto às pessoas que apareciam apenas como nomes nos registros históricos. Ao descobrir que alguns militantes estavam enterrados no Cemitério da Filosofia, no Saboó, ele passou a frequentar o local no Dia de Finados e conseguiu encontrar familiares de trabalhadores. A pesquisa também coloca em xeque a ideia de que o movimento operário brasileiro era formado principalmente por imigrantes europeus. Segundo Marcolino, brasileiros e estrangeiros construíram juntos a história das mobilizações.

O livro também reúne relatos de trabalhadores sobre prisões, deportações e as condições enfrentadas nas cadeias durante as mobilizações. Em alguns momentos, navios de guerra chegaram a ser enviados a Santos para conter as greves. A pesquisa ainda revela como diferentes movimentos sociais caminhavam lado a lado. Marcolino encontrou conexões entre o movimento operário, o abolicionismo e a luta da população negra. Os trabalhadores participavam tanto das manifestações do 1º de maio quanto dos atos do 13 de maio”.

Leia a matéria completa, nesse link: https://jornaldaorla.com.br/noticias/livro-revisita-a-trajetoria-do-movimento-operario-em-santos/

Endereço

Rua Ministro Xavier De Toledo, 42 - Campo Grande
Santos, SP
11070-300

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