Rodrigo Digão

Rodrigo Digão RODRIGO DIGÃO

30/05/2026
30/05/2026

Enquanto milhões comemoram a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 na Câmara, a extrema direita já articula no Senado uma contraofensiva para sabotar essa conquista arrancada pela mobilização popular.

Encabeçada por Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro, a chamada “PEC das Horas Trabalhadas” foi protocolada por 40 senadores e recebeu apoio direto de Davi Alcolumbre, que acelerou sua tramitação na CCJ.

O texto é uma verdadeira aberração patronal. Sob o falso discurso de “liberdade”, a proposta permite acordos individuais acima das convenções coletivas, amplia a lógica do trabalho intermitente com pagamento apenas por hora trabalhada e abre caminho para contratos precários, com redução de salários, férias, FGTS, 13º e outros direitos.

Em um país marcado pelo desemprego e pela informalidade, falar em “livre negociação” entre patrão e empregado é puro cinismo. Na prática, querem dar mais liberdade para os empresários explorarem ainda mais os trabalhadores.

A ofensiva repete o que a direita já tentou fazer na Câmara, quando 176 deputados apresentaram uma emenda para desfigurar a PEC do fim da escala 6x1, propondo jornada de até 52 horas semanais, redução do FGTS e ataques à Previdência.

A extrema direita odeia os trabalhadores e quer impedir qualquer avanço real na redução da jornada. Já o governo Lula fez um acordão com Hugo Motta e rebaixou a reivindicação da PEC que era de 36h semanais com escala 4x3.

A CSP-Conlutas reafirma: só a mobilização independente da classe trabalhadora pode derrotar as manobras patronais e impedir novos acordões que rebaixem nossas reivindicações.

A luta precisa aumentar nas ruas e nas redes pela redução da jornada para 36h semanais e escala 4x3, sem redução salarial, sem retirada de direitos e sem conciliação com os inimigos da classe trabalhadora.

Leia mais em nosso site. Link na bio.

30/05/2026

Após 38 anos sem redução da jornada de trabalho no Brasil, a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1 representa uma vitória histórica arrancada pela luta da classe trabalhadora nas ruas e nas redes sociais.

A pressão popular obrigou a Câmara a aprovar a proposta com ampla maioria nesta quarta-feira. Até a direita e a extrema direita, que passaram meses sabotando a pauta, foram forçadas a recuar diante do apoio massivo da população.

Mas a conquista foi parcial. O acordão entre o governo Lula e Hugo Motta rebaixou a proposta original. O texto aprovado prevê redução gradual até 40h apenas em 2027, mantém mecanismos da reforma trabalhista e ficou aquém da reivindicação das 36h semanais sem redução salarial e da escala 4x3.

A extrema direita escancarou seu desprezo pelos trabalhadores. PL, Novo, Missão (MBL) e partidos do Centrão votaram contra o fim da escala 6x1. Foram os mesmos setores que defenderam jornada de até 52h, cortes no FGTS e agora no Senado vão tentar aprovar mudança na PEC, para instituir jornada com pagamento por hora trabalhada e negociação individual entre trabalhador e patrão.

Por isso, a pressão agora deve se voltar ao Senado.

É preciso lutar pelas 36h semanais sem redução salarial e escala 4x3, já! Sem transição e sem “bolsa-patrão”. E para que essa conquista seja, de fato, garantida, é preciso por fim à pejotização e revogar a reforma trabalhista.

Esta é a primeira redução da jornada em 38 anos. Desde a Constituição de 88, diferentes governos passaram pelo poder sem tomar medidas concretas para reduzir a jornada, incluindo os governos do PT sob Lula e Dilma.

Se a pauta avançou agora, foi porque milhões de trabalhadores colocaram pressão nas ruas e nas redes. E será com ainda mais luta que poderemos derrotar as manobras da extrema direita, dos patrões e conquistar nossas reivindicações.

Leia e saiba mais sobre a votação ocorrida ontem e o que diz a PEC aprovada. Link na bio.

20/05/2026
20/05/2026
20/05/2026

O Sepe, juntamente com representações de profissionais de educação e o movimento “Somos Todas Professoras”, participou da audiência pública convocada pela Comissão de Legislação Participativa da ALERJ. A audiência foi realizada no dia 12 de maio e teve por objetivo debater a implementação da Lei Federal 15.326/26, que reconhece profissionais que atuam na educação infantil (0 a 5 anos) como integrantes da carreira do magistério, garantindo-lhes o piso nacional e planos de carreira, independentemente da nomenclatura do cargo, desde que exerçam função docente com a formação exigida.

Além das representações dos educadores, o encontro reuniu movimentos sociais, gestores públicos, parlamentares e integrantes da sociedade civil, todos envolvidos na luta pelo reconhecimento da categoria, que por exercer uma função indispensável na formação das crianças, merece ser reconhecida como parte do magistério. Secretarias estadual e municipais também enviaram representantes.

A direção do Sepe participou da mesa da audiência, juntamente com representantes do movimento “Somos Todas Professoras”, da cidade de Petrópolis. O Sepe destacou que, apesar do reconhecimento federal, ainda é necessário que cada município regulamente o direito. Para tanto, é preciso que cada prefeitura reconheça oficialmente essa função, garantindo dignidade aos servidores, melhores salários, plano de carreira e todos os direitos já assegurados ao magistério.

Também participaram do evento representantes de secretarias municipais de Educação, prefeitos, integrantes da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc), da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), da Defensoria Pública (DP-RJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj), do Ministério da Educação (MEC), além de estudantes e centros acadêmicos de Pedagogia.

TODA SOLIDARIEDADE E TODO APOIO AO  CAMARADA ZÉ MARIA!
30/04/2026

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Endereço

Teresópolis, RJ

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