Seu início remota do Império. Pouco mais de um ano depois da assinatura da Carta Régia, o Príncipe Regente Dom João VI assinou, no dia 15 de julho de 1809, o alvará que deu aos comerciantes da cidade do Rio de Janeiro a permissão para a instalação de uma associação que reunisse os homens do comércio. Essa primeira organização cresceu junto com o fortalecimento da economia brasileira e a expansão
das relações comerciais com o resto do mundo. Desse crescimento, nasceu a Associação Comercial do Rio de Janeiro, fundada oficialmente em 13 de maio de 1820. Quase 120 anos depois, era fundada, aqui na cidade, aos quatro dias do mês de novembro de 1937, a Associação Comercial e Agrícola de Teresópolis. O Brasil estava passando por mais um período político conturbado e os comerciantes e agricultores necessitavam de uma entidade que os representasse e defendesse as taxações abusivas dos serviços públicos e de concessionárias, que promovesse as reivindicações necessárias e contribuísse para tentar sanar outros problemas enfrentados pela comunidade e visasse o desenvolvimento de Teresópolis. Naquele ano, quando se aguardavam as eleições presidenciais marcadas para janeiro do ano seguinte, foi denunciada pelo Governo a existência de um suposto plano comunista para a tomada do poder. Este plano ficou conhecido como plano Cohen, mas depois se descobriu que ele não passava de uma trama para causar instabilidade política e o receio de novas revoluções comunistas e seus seguidos estados de sítios, para que o então Presidente da República, Getúlio Vargas, pudesse dar um golpe de estado e instaurar uma ditadura através de um pronunciamento de rádio. O novo regime político determinou o fechamento do Congresso Nacional e extinção dos partidos políticos. Vargas outorgou uma nova constituição, que lhe conferia o controle total do poder executivo e lhe permitia nomear interventores nos estados, aos quais o Presidente deu ampla autonomia na tomada das decisões. Aqui na cidade, Olegário da Silva Bernardes (Irmão do ex-presidente da República, Arthur Bernardes) renuncia ao cargo de Prefeito e Adelino de Souza Pinheiro é indicado e nomeado Prefeito Interventor. A população urbana, que em 1908 era pouco mais de 1.600 habitantes, já ultrapassava a casa dos 15 mil em 1938. Se somado aos habitantes da zona rural este número superava o índice de 29 mil munícipes. Em 30 anos a cidade passava de lugarejo de roça a 4ª Cidade do Estado, ao mesmo tempo em que a renda municipal subia de 8 contos em 1908 para 1.700 contos em 38. A vida na cidade girava em torno do turismo/veraneio, da agricultura e de algumas indústrias que já se instalavam no município. O desenvolvimento da cidade era galopante e se faziam necessárias ações para nortear o futuro. A palavra “Industrial” é incorporada ao nome da Associação que passa a partir de então e, até hoje, a carregá-la, transformando-se na Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Teresópolis (ACIAT). Já neste tempo, a voz das classes coligadas a essa entidade se fazia ouvir e ela clamava por uma estrada de rodagem que auxiliasse no transporte de cargas vindas da capital. A ACIAT cria então, no intuito de unir os comerciantes, ações de aperfeiçoamento muito positivas e que dão à classe uma visão mais moderna nas relações humanas. São realizadas palestras onde os associados trocam experiências isoladas e discutem soluções para os problemas do conjunto. A força dessa união é rapidamente coroada. Com a inauguração – pelo Presidente Getúlio Vargas – da Estrada de Rodagem Teresópolis-Itaipava, a urbanização da Avenida Feliciano Sodré – principal via de ligação entre a Várzea e o bairro do Alto- e a inauguração do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, os três pilares (turismo-agricultura-industria) da economia teresopolitana é alavancado. É o progresso se aproximando à passos largos.