06/08/2026
💜 "Não basta indignar-se, é preciso agir para salvar vidas."
Este é o tema da nossa campanha do e um propósito que guia a atuação do Ministério Público.
Nessa terça-feira (4), o MPPI, por meio da Promotoria de Justiça de Paulistana, transformou a indignação em ação: garantiu a condenação de um homem a 15 anos e quatro meses de prisão por tentativa de feminicídio (com emprego de meio cruel) e descumprimento de medida protetiva, após ele tentar matar a ex-companheira ateando fogo contra ela.
Durante o julgamento, a dura realidade do ciclo de abusos veio à tona quando a vítima declarou ter perdoado o agressor.
Foi preciso agir não apenas para acusar, mas para conscientizar. A promotora de Justiça Gabriela Almeida de Santana demonstrou aos jurados que esse perdão é um reflexo direto da dependência e da vulnerabilidade que aprisionam mulheres no ciclo da violência doméstica. Essa fala da vítima, embora humanamente compreensível, não diminui a gravidade do crime e nem isenta o agressor de responder por seus atos.
Os jurados acolheram integralmente a tese do MPPI, resultando na condenação.
A dependência emocional faz parte do ciclo da violência e o enfrentamento à violência contra a mulher exige a ação de todos nós. Não seja testemunha de uma agressão, denuncie:
📞 Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
📞 Ligue 190 (Polícia Militar, em caso de emergência)