16/07/2026
No último 4 de julho, homens uniformizados e encapuzados saíram às ruas dos EUA, com bandeiras de um grupo supremacista. Milhares de pessoas nas ruas de Londres e Roma protestando contra a imigração. Essas cenas asquerosas têm sido cada vez mais frequentes, e mostram que o fascismo tem audiência de massas e segue em plena ascensão. Esse avanço é global e se alimenta da frustração e mágoas de determinados grupos sociais, organizando o ódio para atuar contra a classe trabalhadora.
Esse tipo de marcha é um sinal de alerta, a história nos mostra até onde ela pode chegar. Na década de 30, diante da crise econômica e pauperização dos trabalhadores, grupos extremistas ascenderam, capturando a insatisfação dos trabalhadores, defendendo uma retórica nacionalista, conservadora e autoritária. Eles começaram marchando uniformizados pelas ruas da Alemanha e da Itália, destilando ódio, disseminando mentiras e colocando a culpa das mazelas nas "minorias", desumanizando e culpando esses grupos por todos os problemas sociais e econômicos. Quando o “mundo” decidiu se levantar contra o fascismo, ele já havia tomado o poder, arrastando a humanidade para a barbárie.
Na semana passada, o sá**co Trump deu mais um passo nessa escalada ao convidar cerca de 60 países para formar uma aliança internacional contra movimentos antifascistas e de esquerda. Nos EUA, a Casa Branca passou a tratar quem é antifa como terrorista, impondo restrições a ativistas estrangeiros que estejam ligados ao movimento.
A criminalização das conquistas democráticas para pavimentar o avanço do autoritarismo é uma velha tática da extrema direita. Não é coincidência. O fascismo tem como modus operandi a perseguição de sindicatos, movimentos sociais, partidos de esquerda e qualquer tipo de organização da classe trabalhora.
Temos que estar atentos aos sinais, é fundamental o fortalecimento das organizações para barrar o avanço do fascismo, defender as conquistas democráticas, romper com as estruturas de opressão e construir um novo futuro. A luta contra a extrema direita é, acima de tudo, a luta da esperança contra o ódio, em defesa dos nossos direitos e da vida da classe trabalhadora.