02/09/2026
Pedimos que elas contassem o que muda em casa quando o diagnóstico é renal. Nenhuma falou de heroísmo.
"A nossa vida mudou por completo", diz Eveline, mãe da Maria Eloá.
"É um baque saber que o filho tem um problema renal", conta a mãe do João Vitor. Desde a descoberta, foi acompanhamento sem parar, com controle de medicação e uma alimentação totalmente diferente.
Michelle é mãe solo. Cuida do João Antônio sozinha, cinco anos depois do transplante, e vem todo mês de cinco horas de viagem mais uma hora de carro.
A mãe do Jonatas, de 8 anos, resume o que ninguém vê: "a gente precisa parar de certa forma a nossa vida em prol deles". O problema renal dele foi descoberto na gravidez, e na escola ele precisa parar a atividade para descansar.
Eliane conta a rotina do Renan Gustavo, transplantado há três anos e dez meses: medicação no horário certo, alimentação rigorosa, uma semana fora de casa a cada dois meses.
O que essas mães têm em comum não é a doença do filho. É que nenhuma delas consegue trabalhar como antes, e todas atravessam o país para um tratamento que não pode parar.
O ICRIM existe para tirar do caminho o que não deveria pesar: um lugar para dormir, comida, medicação, psicologia e serviço social. Nada disso vem do governo.
Mais de 350 crianças com doenças renais dependem do ICRIM. E o ICRIM depende de você.
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