14/06/2024
Entre a caneta e a bala.
É irrefutável que o melhor caminho e a maneira eficaz para se evoluir como pessoa, país ou estado é a educação. Para muitos é diretamente o contrário. Esse pensamento não tem a menor importância. Que o poder e a força levam pessoas aos mais altos degraus e aos nichos sociais onde só coexistem seres bem sucedidos é uma fato; porém, sob o ponto de vista material. Entretanto, é igualmente um fato que o nível cultural de um povo é medido pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento de práticas sociais.
A politização em diversos âmbitos e a crença cega são práticas milenares impostas pelo poder e pela religião. Dois lados da mesma moeda, essas duas categorias quase distintas têm suas matérias homogeneizadas em algum ponto na história. Politizando a religião e religiosamente seguindo a marcha militarizada da política, uma legião de fiéis se encontra entre a cruz angustiante e a espada implacável onde se dissolve toda a convicção da sabedoria. O saldo deste campo de batalha é uma profusão de ignorantes feridos e sem a assistência milagrosa do saber.
A educação perderá, um dia, o poder transformador e deixará de existir quando a sua caneta for substituída pela bala, objeto que representa o poder físico e destruidor de todas as concepções revolucionárias, ou quando as saudações militares se tornarem mais importantes do que os seus livros.
Quartéis, organizações políticas extremistas e conservadoras, elites, mídias, igrejas, religiões e seitas, conspiram contra a transformação e a verdadeira construção pessoal e há tempos todos estão enfrentando a cruz e a espada, embora fatalmente utilizando-se da bala ao invés da caneta.