22/02/2026
Declaração da Bancada do PAICV — Maio
A Bancada do PAICV do Maio não pode ficar indiferente às declarações irresponsáveis e oportunistas que têm circulado sobre o incidente com o veículo da Proteção Civil atolado nas salinas de Morrinho. Não é por acaso que estas vozes surgem agora — estamos em véspera de eleições, e o MpD, sem propostas e sem projeto para o Maio, recorre ao que sempre fez: distorcer factos e tentar enganar a população. Um partido que governou o Maio durante mais de duas décadas, deixando um legado de abandono e de Proteção Civil sem meios, não tem autoridade moral para exigir respostas imediatas. O povo do Maio não esquece. E nas urnas, o povo fala.
Os factos são claros. No dia 29 de janeiro de 2026, os Bombeiros Voluntários do Maio responderam com prontidão e coragem a uma situação de naufrágio na zona de Porto Cais, arriscando as suas vidas para salvar pescadores em perigo. É sobre estes homens e mulheres que o MpD agora lança dúvidas — os mesmos que, durante os seus longos anos de governação na ilha, nunca dotaram a Proteção Civil dos meios e recursos que ela merecia. A pergunta que se impõe é simples: onde estava o MpD quando os bombeiros voluntários do Maio precisavam de apoio?
A Câmara Municipal do Maio, sob a liderança do PAICV, tem cumprido as suas responsabilidades de forma séria, contínua e documentada. O apoio à Associação de Bombeiros Voluntários do Maio nunca foi posto em causa — porque governar é exatamente isto: estar presente antes, durante e depois das crises, sem câmeras nem microfones, todos os dias. Perante o incidente, a resposta foi imediata — foram contactadas empresas especializadas, mobilizados voluntários e particulares que disponibilizaram os seus próprios veículos. A complexidade técnica do terreno fez com que, durante as tentativas de auxílio, um segundo veículo ficasse também atolado — facto que demonstra a dificuldade real da operação e não qualquer negligência, como o MpD pretende fazer crer.
Diligências concretas estão em curso para a remoção do veículo com segurança e brevidade, estando a Câmara em articulação com entidades parceiras para reforçar a capacidade de resposta local — porque é assim que se governa, com seriedade e articulação institucional, e não com declarações vazias fabricadas para consumo eleitoral.
A Bancada do PAICV do Maio conhece a sua ilha, conhece o seu povo e conhece as suas responsabilidades. Não precisamos de lições de quem só aparece no Maio em época de eleições. A população do Maio sabe distinguir quem trabalha de quem apenas aparece quando há câmeras à frente. No próximo ato eleitoral, essa memória será determinante. Continuaremos, como sempre, ao lado do nosso povo — com trabalho, com respeito e com a confiança de quem nunca abandonou a ilha.
Bancada do PAICV — Maio