10/11/2016
Esta entrevista esclarece algumas coisas sobre o que Zizek interpretava das eleições presidenciais norte-americanas e a tendência populista na Europa e EUA. Quando perguntado por exemplo, se a União Europeia não tem conseguido lidar com as questões transnacionais, isto é, do imigrante… o filósofo responde: "Exato e essa é a tragédia da União Europeia. A Europa não sabe o que quer. Hoje em dia há, basicamente, duas Europas: uma, é a Bruxelas dos tecnocratas que, também eles, só querem fazer parte do mercado global, não têm uma ideia clara das coisas; depois temos uma Europa populista anti-imigração – e esta é a grande ameaça. Eu não tenho medo de que sejamos invadidos em massa. Tenho medo é daqueles que dizem querer defender a Europa. Será que uma Europa onde, por exemplo, Marine Le Pen esteja no poder em França, continuará a ser a Europa que todos conhecemos e amamos? A Europa continua a afirmar-se pelos seus valores de emancipação, pela segurança social, pela igualdade, pelos direitos das mulheres, e por aí fora".
Incisivo, controverso, para alguns revolucionário, crítico da Europa, ideólogo da mudança de paradigma económico: o filósofo esloveno Slavoj Žižek foi o convidado do jornalista Sergio Cantone no The G