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JAAC- Juventude Africana Amílcar Cabral Região de Bafatá Organização política dos jovens de PAIGC

07/08/2026

Guiné-Bissau

Simões Pereira: "A entidade que pretende promover o referendo não resulta do povo"

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), pronunciou-se esta sexta-feira (07.08), pela primeira vez, sobre o referendo constitucional convocado pelas autoridades de transição na Guiné-Bissau e não tem dúvidas de que a consulta resulta de uma "ilegitimidade".

Em entrevista à RTP, em Lisboa, Domingos Simões Pereira afirmou que, quando o povo é excluído das decisões, a democracia perde a sua essência.

"Quando o povo não está no centro do poder, a democracia não funciona. É o que está a acontecer na Guiné-Bissau. A entidade que neste momento está a pretender promover o referendo não resulta do povo e não resulta da escolha livre dos cidadãos guineenses. E, portanto, não tem as condições para poder cumprir esse objetivo", afirmou o dirigente político.

Domingos Simões Pereira afirmou que a convocação do referendo popular, além de carecer de "legitimidade", não oferece aos guineenses a oportunidade de manter o contacto com o instrumento a ser votado. Para "DSP", o próprio povo da Guiné-Bissau desconhece a "nova" Constituição da República.

"Ninguém conhece os pontos [da Constituição] e não é público o documento. Portanto, para além dessa questão de legitimidade, está-se a convocar o povo para decidir sobre um documento que não conhece", sublinhou.

Domingos Simões Pereira reconhece que não se sente à vontade de regressar a Bissau, para já, embora afirme que se sente bem fisicamente e a nível mental.

"Se eu não tiver a liberdade, a minha vida f**a sem conteúdo", afirmou.

Domingos Simões Pereira foi libertado no passado 23 de julho, por "razão humanitária e legal", 13 dias após ser reconduzido às celas, por ordem do juiz Mamadú Embaló.

Por CFM

07/08/2026
07/07/2026

Mamadú Embaló, irmão de Inó Embaló
🫩 🫩 🫩

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I bom pa és história termina di manera ku nona espera, se não manga di djintis na pagal ku sé famílias.
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PROFESSORES CONTRATADOS ANUNCIAM GREVE TOTAL A PARTIR DE 11 DE MAIO EM TODO PAÍS

O Coletivo dos Professores Contratados da Guiné-Bissau anunciou a paralisação imediata e total das aulas em todo o território nacional, com início marcado para segunda-feira, 11 de maio, em protesto contra o incumprimento do Governo relativamente ao pagamento de salários e à regularização da situação laboral da classe docente.

A decisão foi tomada após uma reunião das estruturas regionais e central do coletivo, realizada no passado dia 4 de maio, envolvendo representantes dos cerca de 4.681 professores contratados que atualmente integram o sistema educativo nacional.

Segundo o comunicado divulgado pelo coletivo, a greve surge na sequência do alegado incumprimento do memorando de entendimento assinado em fevereiro, no qual o Executivo se comprometia a cumprir um calendário de liquidação das dívidas salariais e garantir pagamentos regulares aos docentes.

Os professores denunciam ainda a ausência de medidas concretas que assegurem estabilidade financeira e profissional aos contratados, muitos dos quais lecionam há mais de cinco anos sem vínculo efetivo ao Estado.

Entre as principais reivindicações, o coletivo exige o fim da precariedade laboral no setor da educação e a integração direta de todos os professores contratados que trabalham entre três e cinco anos consecutivos no sistema.

Os docentes consideram “inadmissível” que profissionais com longa experiência continuem sem segurança jurídica, benefícios estatutários e estabilidade na carreira.

A paralisação poderá afetar milhares de alunos em várias regiões do país, numa altura considerada decisiva para o calendário escolar.

O coletivo garante que a greve será mantida até que o Governo apresente “garantias reais e efetivas” para regularizar os salários em atraso.

“A educação é um direito, mas a remuneração justa de quem ensina é um dever inalienável do Estado”, sublinha a nota.

Os representantes dos professores afirmam continuar disponíveis para negociações com as autoridades, apelando a uma solução rápida para evitar “maiores prejuízos ao ano letivo em curso”.

RSM: 08.05.2026

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