INTIC - Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação

INTIC - Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação Instituto Público, responsável por regular, supervisionar e
Fiscalizar as TIC em Moçambique

Áreas Operacionais do INTIC
-Governação Digital;
-Segurança Cibernética e Protecção de Dados;
-Licenciamento e Certificação;
-Regulação e Fiscalização

IA abre novos Caminhos para a Cultura e a Economia Criativa em MoçambiqueO Presidente do Instituto Nacional de Tecnologi...
16/08/2026

IA abre novos Caminhos para a Cultura e a Economia Criativa em Moçambique

O Presidente do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC, IP), Prof. Doutor Eng. Lourino Chemane, participou hoje, 14 de Agosto de 2026, como orador no Diálogo Nacional e Inclusivo “Cultura: Identidade, Direitos e Economia”, realizado no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo.
O diálogo teve como objectivo promover uma reflexão aberta e participativa sobre o papel da cultura no desenvolvimento do país, com enfoque na preservação da identidade cultural, garantia dos direitos culturais e valorização da cultura como sector económico.
Na sua intervenção, intitulada “Desafios e oportunidades da IA no ecossistema criativo moçambicano: governação ética, transparência algorítmica e protecção dos direitos de propriedade intelectual face à criação tecnológica”, o Presidente do INTIC abordou a necessidade de assegurar uma utilização ética, transparente, inclusiva e responsável da Inteligência Artificial, de modo a salvaguardar os direitos dos criadores, a identidade cultural e o valor económico da produção criativa.
Referiu ainda que a Inteligência Artificial foi apresentada como uma oportunidade para impulsionar a cultura moçambicana e contribuir para o desenvolvimento sustentável, através do estímulo à criatividade e inovação, ampliação do acesso à cultura, tradução e recomendação de conteúdos e preservação do património cultural. Contudo, a sua crescente utilização também coloca desafios relacionados com os direitos de autor, propriedade intelectual, dados culturais, identidade e transparência algorítmica.
A abordagem apresentada enquadra-se na proposta da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial (ENIA), que estabelece orientações para um desenvolvimento e adopção éticos e responsáveis da IA em Moçambique. Este processo articula-se ainda com outros instrumentos nacionais, nomeadamente a Política para a Sociedade da Informação, o Plano Estratégico para a Sociedade da Informação e a Política de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Na parte final da sua intervenção, o Presidente do INTIC destacou que, com acções coordenadas, soluções tecnológicas adequadas e inclusão, é possível transformar a cultura num motor de inovação e de geração de valor económico. Sublinhou que a colaboração entre o Governo, criadores, academia, sector privado e comunidades será determinante para o sucesso deste processo, permitindo construir respostas colectivas aos desafios e aproveitar as oportunidades oferecidas pela Inteligência Artificial.
Destacou igualmente o papel do Observatório Nacional de Inteligência Artificial, que deverá constituir-se como um importante guardião da transparência, da confiança e da criação de impacto positivo e mensurável no desenvolvimento e utilização da IA no país.
O diálogo reforçou, assim, a necessidade de colocar a identidade e a cultura moçambicana no centro do desenvolvimento da Inteligência Artificial, contribuindo para a construção de um futuro digital, inclusivo e soberano. Esta abordagem representa uma oportunidade para fortalecer a reflexão nacional sobre como colocar a tecnologia ao serviço do desenvolvimento sustentável, da valorização da cultura moçambicana e da protecção dos direitos dos criadores, deixando bases sólidas para as próximas gerações.

Conferência de Centros de Dados e Computação em Nuvem“Desafios e Oportunidades da Indústria de  Centros de Dados e Compu...
13/08/2026

Conferência de Centros de Dados e Computação em Nuvem

“Desafios e Oportunidades da Indústria de Centros de Dados e Computação em Nuvem”

📅 Data: 17 de Agosto de 2026
🕥 Hora: 08:45H
📍 Registe-se: Zoom Meeting
🔗 Link de registo: https://us06web.zoom.us/j/83245329922?pwd=yJpwAeVWOWa1BODECQbIEBP9JbTlt1.1
ID da reunião: 832 4532 9922
Senha: 939401

INTIC estabelece parceria técnica com a ARC Consultoria para impulsionar a Conferência sobre Centros de Dados e Computaç...
06/08/2026

INTIC estabelece parceria técnica com a ARC Consultoria para impulsionar a Conferência sobre Centros de Dados e Computação em Nuvem
O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC) e a ARC Consultoria, Lda. assinaram, esta quarta-feira, 06 de Agosto do corrente ano, nas instalações do INTIC, um Memorando de Entendimento que estabelece uma parceria técnica estratégica para apoiar a preparação e realização da Conferência sobre Centros de Dados e Computação em Nuvem.
A iniciativa visa promover o desenvolvimento da indústria nacional de infra-estruturas digitais, fortalecer o ecossistema de transformação digital em Moçambique e estimular o investimento em Centros de Dados e soluções de Computação em Nuvem.
O Memorando foi assinado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INTIC, Prof. Doutor Eng. Lourino Chemane, e pelo Administrador da ARC Consultoria, Lda., Ayrton Roberto Cassamo.
Na ocasião, o PCA do INTIC destacou que, com a assinatura do Memorando de Entendimento, o Instituto passa a contar com o apoio técnico da ARC Consultoria na preparação e realização da Conferência, bem como na elaboração de dois importantes instrumentos estratégicos: a apresentação sobre o Estado Actual da Indústria de Centros de Dados e Computação em Nuvem em Moçambique e o Livro Branco da Indústria de Centros de Dados e Computação em Nuvem de Moçambique.
"Estes documentos irão constituir referências nacionais para decisores políticos, reguladores, operadores, investidores, instituições académicas e parceiros de desenvolvimento, oferecendo uma visão abrangente sobre o estágio actual do sector, os seus desafios, oportunidades e perspectivas futuras", afirmou o PCA do INTIC.
Ao abrigo do Memorando, a ARC Consultoria passa a assumir o estatuto de Parceiro Técnico Oficial da Conferência, colocando à disposição do projecto a sua experiência nas áreas de transformação digital, arquitectura empresarial, estratégia de TIC, governação digital e infra-estruturas tecnológicas.
No âmbito desta cooperação, a ARC Consultoria será responsável pela preparação da apresentação técnica sobre o Estado Actual da Indústria de Centros de Dados e Computação em Nuvem em Moçambique, bem como pela elaboração do Livro Branco da Indústria de Centros de Dados e Computação em Nuvem de Moçambique. O documento reunirá informação técnica, análises, recomendações e contributos produzidos durante a conferência, constituindo uma referência para o desenvolvimento sustentável deste sector estratégico.
Por sua vez, o INTIC, compromete-se a disponibilizar a documentação técnica e institucional necessária, facilitar a articulação com entidades públicas e privadas e assegurar o acesso à informação produzida durante a conferência, criando as condições necessárias para a elaboração de um documento de elevado rigor técnico.
O Memorando estabelece, igualmente, que o Livro Branco será propriedade institucional do INTIC, sendo reconhecida formalmente a ARC Consultoria como entidade responsável pela investigação, compilação, estruturação, revisão técnica e produção editorial do documento.
Esta parceria representa mais um passo no reforço da cooperação entre o sector público e o sector privado especializado, promovendo a produção de conhecimento técnico, a partilha de boas práticas e o fortalecimento das capacidades nacionais no domínio dos Centros de Dados e da Computação em Nuvem.
A realização da Conferência sobre Centros de Dados e Computação em Nuvem enquadra-se nos esforços do INTIC, para acelerar a transformação digital de Moçambique, incentivar o investimento em infra-estruturas digitais resilientes, reforçar a soberania digital e criar um ambiente propício ao crescimento da economia digital nacional.
A Conferência constituirá um espaço privilegiado de diálogo entre Governo, reguladores, operadores, investidores, especialistas, academia e parceiros de desenvolvimento, permitindo identificar desafios, oportunidades e acções concretas para o fortalecimento da indústria nacional de Centros de Dados e Computação em Nuvem.

INTIC e UNODC lançam campanha de prevenção contra ransomware e boas práticas de segurança cibernética em MoçambiqueO Ins...
06/08/2026

INTIC e UNODC lançam campanha de prevenção contra ransomware e boas práticas de segurança cibernética em Moçambique

O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Dr**as e Crime (UNODC), realizou hoje, 6 de Agosto de 2026, no Hotel Cardoso, em Maputo, o lançamento da Campanha de Prevenção contra Ransomware e Boas Práticas de Segurança Cibernética em Moçambique. A iniciativa visa reforçar a consciencialização dos cidadãos, das instituições públicas e privadas sobre os riscos associados às ameaças cibernéticas e promover a adopção de boas práticas de segurança digital.
A sessão de abertura foi dirigida pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INTIC, Prof. Doutor Eng. Lourino Chemane, e contou com a participação do Chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Dr**as e Crime em Moçambique, Antonio De Vivo, e da representante da Embaixada dos Estados Unidos da América, Dana Connelly.
Na sua intervenção, o PCA do INTIC destacou que as ameaças cibernéticas emergentes constituem uma grande preocupação, sobretudo perante a utilização maliciosa da Inteligência Artificial, a proliferação de deepfakes, a manipulação de informação e as campanhas de desinformação e influência digital. Sublinhou ainda que os ataques de ransomware representam uma ameaça crescente para infra-estruturas críticas, instituições públicas, sector financeiro, saúde e educação, uma vez que procuram bloquear o acesso aos sistemas e exigir pagamentos para a recuperação dos dados.
Por sua vez, Antonio De Vivo defendeu a necessidade de melhorar a denúncia de incidentes cibernéticos, incluindo ataques de ransomware, campanhas de phishing, comprometimento de contas e esquemas de fraude electrónica. Segundo explicou, os infractores exploram frequentemente vulnerabilidades básicas de segurança e a falta de sensibilização dos utilizadores.
“Cada um de nós tem um papel a desempenhar na construção de um ambiente digital mais seguro. E todos devemos participar activamente nesta campanha”, acrescentou Antonio De Vivo.
A representante da Embaixada dos Estados Unidos da América, Dana Connelly, salientou que a prevenção continua a ser a primeira opção no combate às ameaças cibernéticas, defendendo investimentos contínuos na sensibilização e consciencialização de todas as camadas sociais. Para Connelly, a segurança cibernética constitui uma responsabilidade partilhada entre todos os actores da sociedade.
A campanha reuniu operadores de infra-estruturas críticas, instituições públicas e privadas, parceiros de cooperação, instituições académicas e de investigação, organizações da sociedade civil e órgãos de comunicação social, reflectindo a necessidade de uma resposta colectiva e coordenada aos desafios do ciberespaço.
Entre as principais ameaças abordadas destacam-se as fraudes electrónicas, burlas digitais, phishing, exposição indevida de dados e ataques de ransomware. Estas ameaças exigem o reforço das capacidades nacionais de prevenção, detecção, resposta e recuperação, bem como uma maior colaboração entre o Governo, o sector privado, a academia, os parceiros de desenvolvimento e a sociedade civil.
No âmbito da iniciativa, o INTIC e o UNODC pretendem contribuir para o fortalecimento da cultura de segurança cibernética no País, através da divulgação de conteúdos educativos, vídeos e cartazes com medidas de prevenção e resposta aos ataques de ransomware. Durante o lançamento, foi igualmente exibido um vídeo da campanha, apresentado o respectivo material de sensibilização e realizada a entrega simbólica de kits de cartazes às instituições participantes.
A iniciativa incluirá ainda acções de sensibilização previstas para o Mês de Consciencialização sobre Segurança Cibernética, em Outubro, e para a Semana de Segurança Cibernética, em Novembro. A campanha apela aos cidadãos e às organizações para que adoptem boas práticas de segurança digital, reportem incidentes às entidades competentes e ao CSIRT Nacional, e não cedam a exigências de resgate, contribuindo para a construção de um ciberespaço moçambicano mais seguro, resiliente e confiável.

05/08/2026
Seminário sobre segurança-cibernética debate soluções para reforçar a protecção do espaço-cibernético nacional O Preside...
23/07/2026

Seminário sobre segurança-cibernética debate soluções para reforçar a protecção do espaço-cibernético nacional

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional das Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Prof. Doutor Eng. Lourino Chemane, participou hoje, na Sala dos Grandes Actos da Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), na abertura do Seminário sobre segurança-cibernética, que decorre de 23 a 24 de julho de 2026, sob o lema "Na Busca de Soluções Contra-Ataques Cibernéticos". O encontro reuniu representantes de instituições públicas e privadas, órgãos de administração da justiça, academia, especialistas e profissionais da área das tecnologias de informação para reflectir sobre os desafios e respostas aos crescentes riscos no espaço cibernético.
Na sua intervenção, o PCA do INTIC apresentou o tema designado "Quadro Legal e Regulamentar de Segurança Cibernética e de Crimes Cibernéticos", destacando os progressos alcançados por Moçambique na construção de um ambiente digital mais seguro e resiliente. O dirigente sublinhou que, num contexto de transformação digital acelerada, a segurança-cibernética constitui um dos pilares fundamentais para garantir a confiança, a estabilidade das instituições e o desenvolvimento sustentável.
Durante a apresentação, Lourino Chemane referiu que o crescimento dos serviços digitais, do comércio electrónico, da conectividade e da utilização de tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a computação em nuvem, exige um quadro jurídico robusto, coerente e adaptado aos novos riscos do ambiente digital. Neste contexto, defendeu que um quadro legal eficaz fortalece os mecanismos de prevenção, detecção, resposta e repressão de incidentes cibernéticos, protege os dados pessoais, as infra-estruturas críticas e os sistemas de informação do Estado, além de promover a confiança nas transacções electrónicas e a interoperabilidade entre as instituições públicas.
Na parte final da sua intervenção, o Prof. Doutor Eng. Lourino Chemane defendeu que a segurança cibernética é uma responsabilidade partilhada por toda a sociedade e que a resposta às ameaças digitais exige uma actuação coordenada entre o Estado, o sector privado, a academia e os parceiros internacionais.
O PCA do INTIC recomendou à Academia de Ciências Policiais (ACIPOL) a criação de um CSIRT Institucional, comprometendo-se o INTIC a prestar apoio técnico na formação e preparação dos especialistas que integrarão a futura equipa de resposta a incidentes da instituição.
Na mesma sessão, Sérgio Guivala, Chefe do Departamento de Segurança Cibernética do INTIC, apresentou os principais avanços alcançados pelo país no domínio da segurança cibernética, com enfoque no fortalecimento das capacidades nacionais de prevenção e resposta a incidentes informáticos.
Destacou que a segurança cibernética assumiu um papel estratégico em Moçambique com a aprovação da Política Nacional de Segurança Cibernética e da sua Estratégia de Implementação (PNCS), através da Resolução n.º 69/2021, de 31 de dezembro. Os resultados alcançados demonstram uma evolução significativa das capacidades nacionais. No âmbito do Projecto de Aceleração Digital de Moçambique (PADIM), financiado pelo Banco Mundial, foram realizadas 14 acções de formação, beneficiando 30 técnicos do INTIC, enquanto 2.032 profissionais provenientes de instituições públicas, privadas e órgãos de comunicação social receberam formação em matérias de segurança cibernética. Paralelamente, 14 especialistas nacionais obtiveram certificação internacional na metodologia SIM3 (Security Incident Management Maturity Model), atribuída pela Open CSIRT Foundation, reforçando a capacidade do país para avaliar a maturidade operacional das equipas de resposta a incidentes.
No plano legislativo, foi igualmente destacado que 2026 representa um novo marco para o país com a aprovação da Lei n.º 13/2026, Lei de Segurança Cibernética, que cria formalmente a Equipe Nacional de Resposta a Incidentes Cibernéticos de Nível Nacional e estabelece o seu funcionamento no INTIC, bem como da Lei n.º 14/2026, Lei de Crimes Cibernéticos, que reforça o quadro jurídico para a prevenção, investigação e repressão dos crimes praticados no espaço cibernético. Foi ainda referido que se encontra em revisão a Estratégia Nacional de Segurança Cibernética 2026–2030, documento que definirá as prioridades nacionais para os próximos anos.
Ao longo dos dois dias de trabalhos, o seminário constitui um espaço de reflexão e partilha de experiências sobre os desafios actuais da segurança cibernetica, reforçando o compromisso das instituições nacionais com a construção de um espaço cibernético mais seguro, resiliente e preparado para responder às exigências da transformação digital em Moçambique.

23/07/2026
PCA do INTIC representa Moçambique na reunião do Mecanismo Global das Nações Unidas sobre Segurança das TIC O Presidente...
20/07/2026

PCA do INTIC representa Moçambique na reunião do Mecanismo Global das Nações Unidas sobre Segurança das TIC

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC, IP), Prof. Lourino Chemane, representou a República de Moçambique na reunião do Mecanismo Global sobre os Desenvolvimentos no Domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no Contexto da Segurança Internacional e da Promoção do Comportamento Responsável dos Estados na Utilização das TIC, realizada no dia 16 de Julho de 2026, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
A reunião enquadra-se na implementação do Mecanismo Global das Nações Unidas, prevista para promover o diálogo permanente entre os Estados-Membros sobre a utilização responsável das Tecnologias de Informação e Comunicação, o reforço da segurança internacional no ciberespaço, a construção de confiança entre os Estados e o desenvolvimento de capacidades em matéria de cibersegurança.
Durante a sua intervenção, apresentou os progressos alcançados no fortalecimento do seu quadro nacional de cibersegurança e de governação digital, destacando as reformas legislativas e institucionais inovadoras nos últimos anos para responder aos desafios decorrentes da crescente transformação digital.
Sublinhou que tem registado avanços através da aprovação da Lei da Segurança Cibernética, instrumento que estabelece o quadro jurídico nacional para a prevenção, detecção, resposta e recuperação de incidentes de segurança cibernética, bem como a Lei dos Crimes Cibernéticos, que reforçam uma base legal para a investigação, responsabilização e repressão dos crimes praticados com recurso às tecnologias digitais e aqueles que têm como alvo directo os sistemas e redes informáticas.
Na ocasião, foi igualmente destacado o desenvolvimento contínuo de instrumentos jurídicos e regulamentares complementares destinados à consolidação da governação digital em Moçambique, incluindo quadros normativos relativos à governação de dados, plataformas digitais, interoperabilidade, serviços de confiança digital, protecção de infra-estruturas críticas de informação e preparação do País para tecnologias emergentes, com particular abordagem para a Inteligência Artificial.
Ao partilhar a experiência nacional, Moçambique destacou que uma das principais lições aprendidas é que a resiliência cibernética depende não apenas da existência de legislação adequada, mas também do fortalecimento das instituições, da disponibilidade de recursos humanos envolvidos, da capacidade técnica das entidades competentes e da construção de parcerias sólidas entre o Governo, o sector privado, a academia e a sociedade civil. O País defende igualmente que as reformas legislativas devem ser acompanhadas por um processo contínuo de desenvolvimento de capacidades, garantindo que os instrumentos legais possam ser implementados de forma efectiva e produzir resultados concretos na prevenção, detecção e resposta a incidentes cibernéticos. Relativamente ao Mecanismo Global, Moçambique manifestou a expectativa de que esta plataforma se afirme como um espaço inclusivo, transparente e orientado para resultados, capaz de promover uma cooperação internacional efectiva entre todos os Estados-Membros.
Moçambique sublinha que o reforço de capacidades deve ser orientado pelas necessidades específicas de cada Estado, respeitando as prioridades nacionais e garantindo a sustentabilidade a longo prazo, evitando abordagens uniformizadas que não respondam aos diferentes níveis de desenvolvimento tecnológico. No domínio da cooperação internacional, o País reafirmou a sua total disponibilidade para trabalhar em estreita colaboração com todos os Estados-Membros das Nações Unidas, organizações internacionais e regionais, parceiros de cooperação, sector privado, comunidade académica e sociedade civil, confirmando que apenas uma abordagem multissetorial permite enfrentar os desafios apresentados pelas ameaças cibernéticas contemporâneas. Moçambique reiterou ainda o seu compromisso com a promoção da partilha de conhecimentos, da transferência de competências, do intercâmbio de boas práticas e do fortalecimento da confiança entre os Estados, elementos considerados essenciais para garantir um espaço cibernético aberto, seguro, estável, acessível, interoperável e pacífico. A participação do PCA do INTIC nesta reunião reafirma o compromisso de Moçambique na implementação das recomendações das Nações Unidas sobre o comportamento responsável dos Estados no ciberespaço e reforça a posição do País como um parceiro activo nos esforços internacionais destinados a fortalecer a segurança digital global. O encontro permitiu igualmente consolidar o diálogo entre os Estados sobre os desafios emergentes da cibersegurança, fomentar a cooperação internacional em matéria de desenvolvimento de capacidades e promover iniciativas destinadas à construção de um futuro digital mais seguro, resiliente, sustentável e próspero para todos.

INTIC e INS assinam Memorando de Entendimento para impulsionar a transformação digital no sector da saúdeO Instituto Nac...
13/07/2026

INTIC e INS assinam Memorando de Entendimento para impulsionar a transformação digital no sector da saúde
O Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação, Instituto Público (INTIC, IP), e o Instituto Nacional de Saúde (INS) assinaram, esta segunda-feira, 13 de Julho de 2026, um Memorando de Entendimento (MdE) que estabelece uma parceria estratégica para promover a transformação digital no sector da saúde em Moçambique. A cerimónia decorreu na Escola de Saúde Pública do INS, localizada no Bairro Jorge Dimitrov (Benfica), na Cidade de Maputo.
O Memorando tem como objectivo fortalecer a cooperação institucional entre as duas entidades para a implementação de iniciativas de inovação tecnológica, investigação e capacitação em saúde digital, contribuindo para a modernização do Sistema Nacional de Saúde.
No âmbito desta parceria, será criado um Complexo Laboratorial de Saúde Digital e de Recursos Digitais para Saúde Pública, que integrará um Laboratório de Saúde Digital, um Laboratório Biomédico Híbrido, plataformas multifuncionais de ensino, uma central de aprendizagem baseada em comunidades de prática e um Sandbox Regulatório de Saúde Digital, destinado à testagem e validação de soluções tecnológicas antes da sua implementação no Sistema Nacional de Saúde.
A parceria prevê, igualmente, o fortalecimento da cooperação no estabelecimento do Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial em Saúde Pública, criando um ambiente de experimentação, validação e adopção de soluções inovadoras baseadas em Inteligência Artificial, com observância dos princípios de ética, segurança, protecção de dados, interoperabilidade e boa governação digital, contribuindo para a melhoria da prestação dos serviços de saúde e para o reforço da capacidade nacional de inovação.
A cooperação permitirá, igualmente, promover a interoperabilidade dos sistemas digitais de saúde, reforçar a segurança cibernética e a protecção de dados, desenvolver competências em Inteligência Artificial, Ciência de Dados e Saúde Digital, bem como impulsionar a investigação e a inovação tecnológica em benefício dos cidadãos.
Durante a implementação do Memorando, o INS disponibilizará as infraestruturas e recursos técnicos necessários para o funcionamento do complexo laboratorial, enquanto o INTIC assegurará o apoio técnico e regulatório, promovendo a governação digital, a interoperabilidade, a protecção de dados, a segurança cibernética e a mobilização de parcerias estratégicas.
Com uma vigência inicial de cinco anos, renovável por mútuo acordo, este Memorando reafirma o compromisso do INTIC e do INS em acelerar a transformação digital da saúde, promover a inovação e consolidar um ecossistema digital moderno, seguro e sustentável, alinhado com as prioridades nacionais de desenvolvimento e de prestação de serviços públicos de qualidade.
Importa destacar que Moçambique integra o grupo de países da iniciativa da União Internacional das Telecomunicações (ITU) "AI for Good Lab", lançada na semana passada durante o "AI for Good Global Summit". No âmbito desta iniciativa, a ITU apoiará Moçambique na implementação do Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial, que incluirá a adopção e utilização da Plataforma de Inteligência Artificial da ITU, assente em tecnologia de código aberto (Open Source), denominada GENIE AI, para o desenvolvimento de soluções inovadoras em diversas áreas de elevado impacto social, incluindo a saúde.
Moçambique encontra-se igualmente na fase final da preparação da Proposta da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial. A implementação do Sandbox Regulatório de Inteligência Artificial, com aplicação em áreas prioritárias do desenvolvimento económico e social definidas na Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE), nomeadamente a educação, a saúde, a agricultura, a energia, o turismo e a cultura, constitui uma das iniciativas estratégicas e áreas prioritárias de aplicação da Inteligência Artificial constantes da Versão 4 da Proposta da Estratégia Nacional de Inteligência Artificial.

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