Presidência da República de Moçambique

Presidência da República de Moçambique Página oficial da Presidência da República de Moçambique.

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João Velemo Munguambe, membro fundador da FRELIMO, morreu vítima de doença na madrugada do dia 5 de Agosto. O Presidente...
07/08/2026

João Velemo Munguambe, membro fundador da FRELIMO, morreu vítima de doença na madrugada do dia 5 de Agosto. O Presidente Daniel Chapo participou, esta sexta-feira (07/08), em Maputo, no seu funeral, destacando o papel do veterano na fundação do partido, a 25 de Junho de 1962, em Dar-es-Salaam.

Nascido em Inharrime, Munguambe fugiu de Moçambique em 1961, perseguido pela PIDE, e tornou-se representante da FRELIMO na Argélia, onde acompanhou a formação dos primeiros guerrilheiros que, em 1964, desencadeariam a luta armada de libertação nacional.

Depois da independência, liderou o processo de nacionalização dos prédios de rendimento no Ministério das Obras Públicas e Habitação e representou o país no Ministério dos Negócios Estrangeiros até à reforma, em 1992.

📷 Presidência da República

Alfeu Cuna assume funções de governador de GazaNo salão em mármore da Presidência da República, quatro bandeiras naciona...
07/08/2026

Alfeu Cuna assume funções de governador de Gaza

No salão em mármore da Presidência da República, quatro bandeiras nacionais emolduravam o pódio dourado quando Alfeu Constantino Cuna recebeu, das mãos do Presidente Daniel Chapo, a pasta vermelha que selava a sua nomeação. Instantes depois, de gravata também vermelha, subiu à tribuna para o juramento de posse como novo Governador da Província de Gaza.

"Nós queremos ver o desenvolvimento da província de Gaza ao ritmo da velocidade do dinamismo de um jovem que é", declarou o Presidente da República, Daniel Chapo, na cerimónia realizada esta sexta-feira (07/08).

Cuna substitui Margarida Sebastião Mapandzene Chongo, que renunciou ao mandato após seis anos e meio à frente da província. A Assembleia Provincial de Gaza deliberou favoravelmente ao pedido de demissão e indicou o novo nome, conforme a lei prevê para os casos de renúncia, incapacidade permanente, perda de mandato, demissão ou morte do Governador. Cuna assume o cargo pelos três anos e meio que restam do mandato.

Membro da Assembleia Provincial, antigo dirigente da Secretaria Provincial de Gaza e docente universitário, o novo Governador chega ao cargo num quadro legal renovado. A Lei n.º 11/2026, de 30 de Junho, que a Assembleia da República aprovou a pedido do Governo, redefine as competências do Governador de Província, que passa a ser o órgão executivo central da governação descentralizada, enquanto os Secretários de Estado nas províncias se concentram na supervisão e na monitoria — cumprindo uma promessa que Chapo fez no discurso inaugural de 15 de Janeiro de 2025.

Sob esse novo modelo, Cuna passa a responder por áreas como educação, saúde, agricultura e pescas, estradas e pontes, indústria e comércio, turismo, trabalho e segurança social.

Chapo entregou-lhe uma lista de dez prioridades: acelerar a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelas cheias do início do ano; visitar distritos e povoações para antecipar o fenómeno El Niño; diversificar e aumentar a produção agrícola; investir na cadeia de valor pecuária; revitalizar a indústria transformadora, com foco nas micro, pequenas e médias empresas; promover o turismo; gerir com critério os recursos hídricos; incentivar hábitos de vida saudável; apoiar a transferência de recursos humanos e patrimoniais para os órgãos descentralizados; e cultivar boa relação com o Secretário de Estado na província.

"Mais do que seguir leis, é necessário ser dialogante, tolerante, humilde e ponderado", advertiu o Presidente, ao recordar que uma má articulação com a Assembleia Provincial, os órgãos autárquicos e os administradores distritais pode tornar "muito mais difícil ou, quiçá, impossível" a missão do novo Governador.

À saída, Margarida Mapandzene recebeu elogios rasgados. Chapo recordou que a província "conheceu avanços significativos" sob a sua liderança, apesar de ciclones, cheias, inundações e da pandemia de Covid-19. "O Povo de Gaza jamais se esquecerá de si", disse o Chefe de Estado.

A cerimónia terminou com um brinde à saúde do empossado e da família, ao sucesso da nova missão e ao desenvolvimento da província e do país. "Vamos trabalhar!", rematou Chapo.

📷 Januário Magaia

Presidente Chapo pede união e reconciliação nas exéquias do Cardeal Dom Júlio LangaEntre velas acesas e o perfume dos lí...
06/08/2026

Presidente Chapo pede união e reconciliação nas exéquias do Cardeal Dom Júlio Langa

Entre velas acesas e o perfume dos lírios brancos que cobriam o caixão, a Sé Catedral de Maputo recebeu esta quinta-feira (06/08) centenas de fiéis, sacerdotes e autoridades para a Missa do Corpo Presente do Cardeal Dom Júlio Duarte Langa. De mãos postas junto ao féretro, o Presidente da República, Daniel Chapo, associou-se à despedida do segundo cardeal na história da Igreja Católica em Moçambique.

"Dedicou toda a sua vida na pregação da palavra de Deus e também no amor ao próximo, a pregação da fé e, sobretudo, aquilo que nós neste momento temos que trabalhar como moçambicanos: a comunhão entre irmãos moçambicanos, a união, a paz, a reconciliação e, sobretudo, o amor ao próximo", disse Chapo. Para o Chefe do Estado, foram esses os princípios que guiaram a vida do Cardeal, e a melhor forma de o homenagear é dar-lhes continuidade: "continuarmos com esses princípios como irmãos moçambicanos, para que reine a paz em Moçambique, reine a reconciliação e continuemos a nos amar entre irmãos."

Terminada a missa em Maputo, o corpo do Cardeal segue esta tarde para a Diocese de Xai-Xai, onde será celebrada uma nova eucaristia. O itinerário fúnebre prossegue no sábado (08/08) com uma procissão até ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, em Chongoene, onde, depois da missa, o Cardeal será sepultado.

Nascido em 1927, em Mangunze, província de Gaza, Dom Júlio Langa foi ordenado sacerdote em 1957 e bispo de Xai-Xai em 1976, diocese que liderou durante 28 anos, incluindo os anos mais difíceis da guerra civil moçambicana. Tornou-se bispo emérito em 2004 e foi elevado a cardeal pelo Papa Francisco em 2015. Morreu no dia 3 de Agosto, aos 98 anos, no Hospital Central de Maputo.

📷 Benildo Filimone

"Estamos aqui para servir e não nos servir"Uma sala nunca tinha recebido tanta gente. De Nhamavila a Furangungo, de Quio...
05/08/2026

"Estamos aqui para servir e não nos servir"

Uma sala nunca tinha recebido tanta gente. De Nhamavila a Furangungo, de Quionga a Zitundo, mais de mil dirigentes que resolvem, no dia-a-dia, os problemas das suas comunidades juntaram-se esta quarta-feira (05/08) em Maputo, para a abertura da Primeira Reunião Nacional dos Chefes das Localidades, que decorre até sábado. O Presidente da República desafiou os dirigentes a uma liderança dinâmica, participativa e orientada para resultados.

Juntos, representam as 1.132 localidades do país — o último escalão da governação e o primeiro ponto de contacto entre o Estado e o povo. "Quem ocupar um cargo público terá de estar disponível para ouvir, servir e responder às preocupações do povo. Estamos aqui para servir e não nos servir", recordou o Chefe do Estado, citando a sua investidura, em Janeiro de 2025.

Segundo Daniel Chapo, o chefe da localidade não deve ser um agente passivo, à espera de orientações superiores, mas mobilizar recursos, parcerias e as forças vivas da comunidade. "Deve ser mais do que um chefe que manda em tudo e a todos"

O Presidente dirigiu uma saudação especial aos chefes das localidades de Cabo Delgado, que continuam a trabalhar apesar dos ataques terroristas na província, e reconheceu desafios como a escassez de recursos, infra-estruturas precárias e mudanças climáticas.

Ao longo de quatro dias, os dirigentes vão ser capacitados em governação, planificação, gestão de recursos naturais e gestão de desastres. O Presidente manifestou confiança de que a formação vai reforçar a capacidade dos dirigentes para liderar, "com rigor, responsabilidade, humildade e integridade", o desenvolvimento das comunidades.

📷 Fotos: Inácio Munguambe

Há uma cadeira que nunca fora ocupada por uma mulher na hierarquia da Igreja Anglicana de Moçambique e Angola — e foi Fi...
04/08/2026

Há uma cadeira que nunca fora ocupada por uma mulher na hierarquia da Igreja Anglicana de Moçambique e Angola — e foi Filomena Teta das Neves Estêvão quem a ocupou. Nesta terça-feira (04/08), o Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu-a em audiência no Palácio da Ponta Vermelha, num encontro que reuniu também membros do Governo moçambicano.


📷Presidência da República

Presidente lança primeira pedra do Centro Cirúrgico Nacional de MoçambiqueO Presidente da República, Daniel Chapo, lanço...
03/08/2026

Presidente lança primeira pedra do Centro Cirúrgico Nacional de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, lançou na manhã desta segunda-feira (03/08), no Hospital Central de Maputo, a primeira pedra para a construção do Centro Cirúrgico Nacional de Moçambique, um investimento de 40,5 milhões de dólares financiado pelo Governo da China.

O novo edifício terá oito pisos e 475 camas, incluindo 14 salas de operações, unidades de cuidados intensivos, serviços de urgência, imagiologia e laboratório, numa área superior a 20.000 metros quadrados. A construção deverá estar concluída em 24 meses.

"Queremos que os moçambicanos sejam tratados em Moçambique", afirmou Chapo, ao sublinhar que o centro vai reduzir as evacuações de doentes moçambicanos para tratamentos cirúrgicos complexos na África do Sul, em Portugal e na Índia.

O projecto materializa a declaração conjunta assinada entre os dois Governos durante a visita de Estado do Presidente moçambicano à China, em Abril, na qual Chapo e o Presidente Xi Jinping acordaram elevar as relações bilaterais a uma comunidade com futuro compartilhado e reforçar a cooperação hospitalar entre os dois países.

Chapo anunciou ainda a construção de um Centro Nacional de Trauma, no quadro da mesma estratégia de reforço do Sistema Nacional de Saúde, e reafirmou o compromisso do Governo com a formação de médicos, enfermeiros, anestesiologistas e técnicos de saúde.

A cerimónia contou com as intervenções da Embaixadora da China em Moçambique e do Ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, e juntou profissionais de saúde, membros do Governo e representantes das duas partes envolvidas no projecto.

📷 Presidência da República

O cimento que Moçambique deixou de importarO Presidente Daniel Chapo encerrou este sábado (25/07), em Nacala-Porto, a vi...
25/07/2026

O cimento que Moçambique deixou de importar

O Presidente Daniel Chapo encerrou este sábado (25/07), em Nacala-Porto, a visita de três dias a Nampula, e escolheu uma fábrica de cimentos para ilustrar o argumento central da deslocação: a substituição de importações. A unidade, ampliada e inaugurada ontem (24/07), deixa de importar clínquer — que custava ao país cerca de 60 milhões de dólares por ano — para o produzir localmente, elevando a capacidade instalada para 1,2 milhões de toneladas de cimento por ano.

À primeira vista, trata-se da inauguração de mais uma unidade industrial; mas o cálculo por trás dela revela algo mais relevante: substituir 60 milhões de dólares em importações por produção interna representa um contributo directo para a balança comercial de um país que procura reduzir a sua dependência de bens externos.

Os números que acompanham o anúncio são também concretos. Os postos de trabalho directos da fábrica duplicam, de 150 para 300, com mais 400 empregos indirectos associados. A unidade passou a ter central eléctrica a carvão nacional, dessalinizadora própria e uma ponte-cais dedicada à exportação de cimento e clínquer, com recurso a um navio adquirido para o efeito — infra-estrutura que sugere um investimento pensado para durar, não apenas para marcar uma visita presidencial.

O mesmo dia trouxe outro número a reter: 74 milhões de dólares entregues pelo Governo a 93 empresas do sector privado, 24 delas ligadas ao agronegócio. É uma soma modesta face ao investimento na fábrica de cimentos, mas indica que Nampula está a ser tratada como um caso-piloto da estratégia de soberania económica que o Executivo tem vindo a repetir noutras províncias.

"O balanço que fizemos desta visita é claramente positivo", resumiu Chapo, sublinhando o tom de confiança que marcou o fecho da deslocação.

📷 Mauro Vombe

Punhos erguidos, cânticos e capulanas em uníssono preencheram uma tenda em Nacala-Porto, onde milhares de mulheres da pr...
25/07/2026

Punhos erguidos, cânticos e capulanas em uníssono preencheram uma tenda em Nacala-Porto, onde milhares de mulheres da província de Nampula se reuniram, este sábado (25/07), para um encontro com o Presidente Daniel Chapo.

O encontro aconteceu depois de o Chefe de Estado visitar a Feira das Potencialidades Femininas, onde teve contacto directo com produtos e iniciativas geridas por mulheres da região.

Na ocasião, o Presidente reconheceu o papel determinante da mulher moçambicana na produção, no empreendedorismo, na educação das famílias e no desenvolvimento nacional, reafirmando o compromisso do Governo com políticas de inclusão, igualdade de oportunidades e empoderamento económico das mulheres.

O momento foi ainda marcado por selfies e trocas próximas com as participantes, um gesto que resume o espírito de proximidade que caracterizou a Visita de Trabalho à província.

📸 Mauro Vombe

Cheques gigantes erguidos ao alto, sorrisos largos e um punho fechado no ar em sinal de vitória: foi este o cenário que ...
25/07/2026

Cheques gigantes erguidos ao alto, sorrisos largos e um punho fechado no ar em sinal de vitória: foi este o cenário que marcou, este sábado (25/07), a Cerimónia Pública de Entrega de Cheques Gigantes, em Nacala-Porto.

O Presidente da República, Daniel Chapo, presidiu ao acto de entrega de financiamentos a dezenas de projectos seleccionados no âmbito da V Edição do Fundo de Recuperação Empresarial e da VI Edição do MozRural, ambos geridos através da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze.

Entre os beneficiários contam-se pequenas e médias empresas de diversos ramos — comércio, agro-negócio e prestação de serviços —, com valores que ultrapassam os seis milhões de meticais em alguns dos cheques atribuídos. A iniciativa reforça o financiamento de projectos de desenvolvimento económico e estimula o empreendedorismo local.

Na conferência de imprensa que encerrou a Visita de Trabalho à província de Nampula, o Chefe de Estado destacou que a cerimónia representa mais uma oportunidade criada para os cidadãos.

📸 Mauro Vombe

Sob o brilho dos holofotes de um pavilhão industrial ao anoitecer, o Presidente Daniel Chapo cortou esta sexta-feira (24...
24/07/2026

Sob o brilho dos holofotes de um pavilhão industrial ao anoitecer, o Presidente Daniel Chapo cortou esta sexta-feira (24/07) a fita vermelha que assinalou a inauguração da ampliação e modernização da fábrica da Cimentos de Moçambique, em Nacala-Porto. O acto integrou a visita de trabalho à província de Nampula.

De capacete e colete amarelos, Chapo percorreu a sala de controlo da unidade, onde operadores acompanham a produção em ecrãs, e caminhou pela zona portuária ladeado por técnicos da Cimentos de Moçambique e por parceiros do projecto.

"Temos defendido que as matérias-primas moçambicanas devem ser processadas localmente. Nesta fábrica, o clínquer é produzido em Moçambique, o carvão nacional é utilizado para gerar a energia. Esta é a nossa visão para os próximos anos", disse.

📷 Mauro Vombe

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