09/06/2026
Boletim Informativo Nº 1
Junho 2026
QUANDO AS APARÊNCIAS ILUDEM
Por Adriano Ferrão
No próximo dia 3 de junho, assinalam-se sete meses desde a tomada de posse do executivo camarário em Albufeira.
O presidente prossegue uma forma hollywoodiana de fazer política, mais baseada no parecer do que no ser e no realizar.
Uma breve reflexão sobre o discurso presidencial leva-nos a concluir que o que foi feito foi, essencialmente, dar continuidade aos projetos que vinham do executivo anterior, como o Lar das Fontainhas, as obras na Escola EB 2,3 de Ferreiras e a Unidade de Cuidados Continuados. Os tais 17 milhões de euros.
Depois, surge a auditoria à Câmara, cujos resultados específicos desconhecemos, mas que se liga à promoção de 13 técnicos a dirigentes, importando alguns do Município de Loulé e removendo os antigos titulares dos cargos, com ou sem razão. Ação que sabemos ter levado alguns dos visados a interpor processos em tribunal contra o autarca.
Falou o presidente dos processos parados e da necessidade de dar um choque à máquina burocrática. Mas, como se sabe, os processos continuam parados e, pior ainda, nalguns departamentos, devido ao desconhecimento histórico decorrente da substituição das chefias, f**aram ainda mais estagnados.
Galhardamente, abordou a atividade inerente ao título de Cidade Europeia do Desporto. Mais uma vez, trata-se da continuidade de uma iniciativa do mandato de José Carlos Rolo, da qual pretende agora colher os louros. E isso espanta quando é do conhecimento geral que o presidente Rui Cristina afirmou pretender cortar precisamente nas verbas com que a Câmara tem apoiado as associações, as quais, na área desportiva, como o Imortal, veem perigar decisivamente o seu futuro e, com ele, a possibilidade de formar jovens com níveis de excelência.
Logo depois, aborda com aparente assertividade o edifício abandonado da Avenida da Liberdade, que estará em vias de solução. Porém, já o tinha destacado em campanha e, até agora, nada se viu, nem se conhece qual a solução prevista para o efeito.
Quanto à noite de Albufeira, depois de muita pressão, e após requerer, em jeito de convite à recomendação, que os vereadores da oposição delegassem nele a deliberação das medidas de mitigação que, em reunião de Câmara, não foram conhecidas nem debatidas, levando a que os vereadores da Coligação Ser Albufeira abandonassem este ponto, alegando diversas ilegalidades, eis que as medidas são apresentadas no dia seguinte nas redes sociais e agora neste vídeo triunfal.
Estas medidas, no entender do PSD Albufeira, dada a sua importância social, económica e política, mereciam uma participação mais alargada, envolvendo todas as partes interessadas, sendo debatidas em reunião de Câmara na procura de consensos e apresentadas à Assembleia Municipal, órgão máximo do concelho, como sempre aconteceu por proposta do executivo.
Afinal, Sr. Presidente, os albufeirenses, ao fim destes sete meses — ainda de graça — continuam a questionar-se se têm visto melhorias visíveis no município e se a sua vida efetivamente melhorou.
Sr. Presidente, o seu programa eleitoral continua adormecido. E observamos:
- Mau funcionamento dos departamentos e morosidade processual.
- Redução e redimensionamento das festividades.
- Segurança rodoviária com os mesmos pontos negros, que se agravam durante o verão.
- Degradação dos pavimentos e insuficiência de intervenções de alcatroamento.
- Diminuição gravosa dos apoios às associações do município.
- Continuação da "louletanização" das chefias camarárias, o que não abona o mérito dos técnicos superiores albufeirenses.
- Défice de legalidade processual em procedimentos e decisões camarárias.
- Higiene urbana e deservagens que só agora, já à entrada do verão e da época balnear, começaram a ser efetuadas.
- Criminalidade e comportamentos nefastos que em nada se alteraram, apesar de terem sido o estandarte do combate político do Chega.
- O ruído, com uma aparente solução que é mais aparente do que séria e para a qual os meios preconizados não são realistas, enfermando de um excessivo autocratismo, com pouca ponderação das consequências económicas e sociais que podem até afetar a atividade turística do concelho.
Sr. Presidente, o PSD Albufeira tem uma alma diferente e revigorada. Pretende ser a principal força de oposição política no município, pautando-se pela responsabilidade e pela proximidade aos albufeirenses que conhece, porque somos desta terra, não viramos a cara ao seu futuro e seremos os seus mais acérrimos defensores.
Por políticas ef**azes, transparentes e produtivas.
Por Albufeira. Sempre!
Presidente da Comissão Política da Secção PSD Albufeira
“Quando se corta nas associações e nos programas para a juventude, corta-se no futuro de Albufeira.”
Por Cláudia Guedelha
Os desafios que hoje afetam os nossos jovens são cada vez mais complexos. O impacto das redes sociais na saúde mental, o aumento dos comportamentos de risco, a desmotivação escolar, a ansiedade e o isolamento exigem respostas sérias, consistentes e próximas da realidade das famílias.
Durante os oito anos em que tive responsabilidades autárquicas, o meu executivo centrou-se nas áreas da Educação e da Ação Social como uma das suas prioridades, e a sua grande preocupação foi precisamente criar respostas concretas para apoiar as crianças, os jovens e as suas famílias. Foi nesse contexto que foram criados novos projetos (atualmente descontinuados) e mantidos outros programas, como o “Férias de Verão”, o “Tempos de Brincar” e diversas iniciativas dirigidas à juventude. Estas ações foram concebidas para garantir uma ocupação saudável dos tempos livres, promover a inclusão social, estimular o desenvolvimento pessoal e social dos participantes e fomentar a participação ativa dos jovens na comunidade.
Estes projetos e programas não surgiram por acaso. Foram concebidos para responder às necessidades reais das famílias de Albufeira e das suas crianças e jovens, assumindo diferentes objetivos e áreas de intervenção.
Alguns constituem uma resposta importante durante os períodos de interrupção letiva, apoiando as famílias na conciliação entre a vida profissional e familiar. Outros decorrem ao longo do ano, proporcionando oportunidades de aprendizagem, convívio, desenvolvimento pessoal e participação ativa na comunidade.
Em comum, todos procuram promover uma ocupação saudável e construtiva dos tempos livres, fortalecer as dinâmicas relacionais e culturais e estimular o crescimento intelectual das novas gerações. São iniciativas que contribuem para a formação de crianças e jovens mais preparados, conscientes e participativos, ajudando a construir uma sociedade futura mais íntegra, solidária e responsável.
Infelizmente, temos assistido a uma alteração e redução destas medidas, o que representa um claro retrocesso.
Foram introduzidos custos para as famílias em iniciativas que tinham sido concebidas para garantir igualdade de acesso e oportunidades, independentemente da condição económica de cada agregado familiar.
Num período em que muitas famílias continuam a sentir os efeitos da inflação, do aumento do custo de vida, das rendas, da alimentação e da energia, esta opção política é particularmente preocupante. Aquilo que para alguns pode parecer uma simples taxa ou um ajustamento administrativo representa, para muitas famílias, mais uma despesa difícil de suportar.
As consequências estão à vista: menos oportunidades de participação, maiores dificuldades para os pais organizarem a sua vida profissional e familiar e uma diminuição da resposta social que o município deve assegurar.
Mais preocupante ainda é a visão que parece estar por detrás destas decisões. Investir nas crianças e nos jovens não é um gasto. É um investimento estratégico no futuro do concelho. Cada atividade educativa, cultural, desportiva ou recreativa contribui para o desenvolvimento pessoal, para a prevenção de comportamentos de risco e para a construção de cidadãos mais participativos e preparados.
Da mesma forma, as associações locais continuam a desempenhar um papel insubstituível neste trabalho de proximidade. São elas que, muitas vezes, complementam a ação da escola e da família, criando oportunidades de crescimento, integração e participação cívica. Reduzir apoios ou desvalorizar o seu papel signif**a enfraquecer uma das mais importantes redes de proteção e desenvolvimento da nossa comunidade.
Governar é escolher prioridades. E as prioridades de um município devem refletir-se na forma como trata as suas crianças, os seus jovens e as suas famílias.
Albufeira precisa de uma política que aposte na prevenção, na educação, na participação e na inclusão. Precisa de continuar a investir nos programas que funcionam, que apoiam as famílias e que ajudam a construir um futuro melhor para as novas gerações.
Uma comunidade que reduz oportunidades para os seus jovens está, inevitavelmente, a limitar o seu próprio futuro. E esse é um caminho que não queremos para Albufeira.
Vereadora da Câmara Municipal de Albufeira
Bebé-proveta do CHEGA para o país: Albufeira como tubo de ensaio — da ilusão à dura realidade
Por Helena Palhota Simões
Durante anos, Albufeira viveu sob o desgaste natural de 24 anos de governação social-democrata. Um ciclo longo, demasiado longo para muitos, em que parte signif**ativa da população começou a sentir que os atores políticos se tinham afastado da sociedade civil e que a sociedade civil, por sua vez, já não se revia nos seus representantes. Foi nesse terreno fértil de cansaço, frustração e vontade de mudança que o CHEGA encontrou espaço para crescer. Cavalgou os anseios legítimos das pessoas, deu voz ao descontentamento acumulado e prometeu muito. Prometeu rápido. Prometeu fácil. Talvez rápido demais. Talvez fácil demais. Porque uma coisa é fazer oposição com frases fortes, vídeos curtos e promessas sonantes. Outra, bem diferente, é governar uma autarquia, com os seus procedimentos, regras, limites legais, compromissos financeiros, serviços técnicos, capital humano e responsabilidades institucionais. E é precisamente aqui que a ilusão começou a embater na dura realidade. Em apenas sete meses, o mesmo CHEGA que chegou ao poder afirmando-se como alternativa ao sistema parece ter-se afastado de muitas das premissas que o elegeram. Vimos sinais preocupantes de ostracização do capital humano da autarquia, como se os trabalhadores municipais fossem obstáculos e não parte essencial da solução. Vimos assuntos internos da autarquia serem mediatizados, muitas vezes mais para alimentar a narrativa pública do que para resolver, com serenidade e eficácia, os problemas concretos do concelho. Vimos o recurso reiterado a mecanismos excecionais, nomeadamente ajustes diretos, quando a exceção não deve transformar-se em regra de governação. Vimos a Assembleia Municipal, órgão máximo deliberativo e fiscalizador do município, ser demasiadas vezes tratada como um incómodo institucional, e não como aquilo que é: um pilar democrático da vida autárquica. Pior: vimos serem pedidos à Assembleia Municipal verdadeiros cheques em branco, com informação insuficiente, respostas incompletas e uma postura política que parece confundir maioria eleitoral com autorização para governar sem escrutínio. Também se sente um afastamento preocupante entre o poder autárquico e as IPSS, associações, clubes e forças vivas do concelho. E quando uma autarquia se afasta do seu tecido associativo, social, desportivo e cultural, arrisca-se a perder algo muito mais profundo do que eficácia administrativa: arrisca-se a perder identidade. E Albufeira não pode perder a sua identidade. Como se tudo isto não bastasse, vários atos e opções políticas deste executivo têm vindo a ser questionados no plano jurídico e institucional. E aqui importa ser clara: não basta alguém autoproclamar-se “muito bem calçado juridicamente”. A legalidade não se proclama. A legalidade cumpre-se. Demonstra-se. Respeita se. Mas há ainda uma outra dimensão que não pode passar em branco: a apropriação política de tudo o que de bom já vinha em curso. Projetos pensados, lançados, negociados ou preparados antes deste executivo são agora apresentados como se fossem obra exclusiva da nova governação. Entregam-se chaves, inauguram-se respostas sociais, fala-se de lares, cuidados continuados, centros de saúde e equipamentos públicos como se tudo tivesse nascido, por milagre, nos últimos sete meses. Não f**a bem. Não f**a bem a quem prometeu uma nova forma de fazer política. Não f**a bem a quem se apresentou como alternativa moral ao passado. E não f**a bem, sobretudo, quando a obra herdada é usada como palco para autopromoção. É certo que a comunicação mudou. Hoje há mais vídeos, mais redes sociais, mais TikTok, mais frases de impacto, mais encenação política. Mas convém não confundir comunicação com governação. Nem barulho com obra. Nem likes com resultados. A política não pode ser reduzida ao sensacionalismo do momento. Ser político é servir. É fazer o bem, com seriedade, pela comunidade. É tomar decisões difíceis, respeitar instituições, ouvir quem pensa diferente, assumir erros e trabalhar para além da câmara do telemóvel. Dirão alguns: passaram apenas sete meses. É verdade. Sete meses não permitem executar um mandato inteiro. Não permitem lançar, aprovar, financiar e concluir grandes projetos estruturantes. Mas permitem perceber o estilo. Permitem perceber o método. Permitem perceber a relação com as instituições, com os trabalhadores, com as associações, com a oposição e com a própria verdade política. E, a título de artigo de opinião, digo-o com frontalidade: o que estes sete meses revelam não me tranquiliza. Não me tranquiliza enquanto albufeirense. Não me tranquiliza enquanto cidadã. Não me tranquiliza enquanto Deputada Municipal com responsabilidades de fiscalização democrática. E, muito sinceramente, não me tranquiliza enquanto portuguesa, porque Albufeira está a ser apresentada, direta ou indiretamente, como uma espécie de laboratório político do CHEGA. É o bebé-proveta de uma eventual governação nacional. E se Albufeira é o tubo de ensaio, então o país deve olhar com muita atenção para o que aqui se passa. Porque não basta prometer. É preciso cumprir. Não basta invocar democracia e depois desvalorizar quem fiscaliza. Não basta reclamar transparência e depois negar informação. Não basta dizer que se respeita a lei e depois praticar atos que suscitam dúvidas jurídicas sérias. Não basta acusar os outros de serem “sistema” e, chegados ao poder, repetir vícios antigos com roupagem nova. O CHEGA prometeu ser diferente. Mas, nestes primeiros meses, começa a parecer perigosamente igual ao que tanto criticava — com a agravante de o fazer envolto numa narrativa permanente de salvação da pátria. E essa é talvez a maior desilusão: a distância entre o discurso e a prática. Nenhum dos elementos do executivo poderá até afirmar-se, pessoalmente, como militante do CHEGA. Mas a verdade política é simples e incontornável: todos concorreram com essa chancela. Todos beneficiaram dessa marca. Todos chegaram ao poder por essa plataforma eleitoral. Por isso, a responsabilidade política existe. E não pode ser descartada quando a governação começa a revelar fragilidades. Albufeira merece mais do que propaganda. Merece mais do que vídeos. Merece mais do que decisões reativas, tomadas ao sabor da pressão das redes sociais. Merece uma governação séria, transparente, legalista na prática e não apenas no discurso. A pergunta que deixo aos albufeirenses é simples: Nestes primeiros sete meses, reveem-se nesta forma de governar? Sentem que a mudança prometida está a acontecer? Sentem que Albufeira está mais respeitada, mais transparente, mais próxima das pessoas e das instituições? Ou sentem que a esperança vendida em campanha começa, lentamente, a dar lugar a uma dura realidade? Eu, pessoalmente, estou preocupada. Preocupada com o presente do concelho. Preocupada com o futuro de Albufeira. E preocupada com aquilo que este tubo de ensaio poderá representar para o país.
Artigo de opinião de uma albufeirense, em todas as suas valências e facetas, incluindo a de Deputada Municipal eleita pela coligação SER ALBUFEIRA. Helena Palhota Simões
Deputada da Assembleia Municipal de Albufeira
JSD Albufeira Formar para Fixar: a aposta na juventude albufeirense
Por Margarida Lopes
Albufeira é uma referência nacional e internacional. Destaca-se pelo seu dinamismo económico, pela relevância que assume no panorama turístico e pela capacidade de atrair investimento. Mas há uma questão essencial por responder: que futuro estamos a construir para os jovens albufeirenses? Para a JSD Albufeira, o verdadeiro desenvolvimento de um concelho não se mede apenas pelos seus indicadores económicos. Mede-se, também, pela capacidade de oferecer oportunidades às novas gerações, permitindo-lhes formar-se, qualif**ar-se e construir o seu projeto de vida sem que sejam obrigadas a procurar nos grandes centros urbanos aquilo que não encontram na sua terra. Infelizmente, os últimos meses têm revelado uma preocupante inversão de prioridades. Em vez de assistirmos ao reforço das políticas de apoio à juventude e à tão prometida “mudança”, temos assistido a decisões que representam um claro retrocesso no caminho que vinha sendo construído. Um dos exemplos mais evidentes revela-se no início do percurso académico dos nossos jovens. No caso, o a cobrança dos campos de férias municipais, medida esta que penaliza diretamente as famílias albufeirenses e limita o acesso de crianças e jovens a atividades fundamentais para o seu desenvolvimento pessoal, social e educativo. Numa altura em que tantas famílias enfrentam dificuldades económicas e em que os jovens se deparam diariamente com desafios relacionados com a habitação, a formação e a integração no mercado de trabalho, aquilo que se exige é mais apoio, mais investimento e mais ambição política. O que temos visto, pelo contrário, é uma redução da atenção dedicada às necessidades concretas da juventude. Esta opção representa um erro de enorme gravidade. Um município que não investe nos seus jovens está, na prática, a abdicar do seu próprio futuro. Cada jovem que abandona Albufeira por falta de oportunidades de formação ou valorização representa talento perdido, capacidade de inovação desperdiçada e uma oportunidade falhada para o desenvolvimento do concelho. É, por isso, que defendemos uma mudança de prioridades. Investir na formação não pode ser visto como uma despesa, mas como um dos mais importantes investimentos estratégicos para o futuro de Albufeira. Uma juventude mais qualif**ada signif**a uma economia mais forte, empresas mais competitivas e maior capacidade de atrair novos setores de atividade. A par disto, apostar na formação é também apostar na diversif**ação económica. Albufeira não pode continuar dependente da sazonalidade turística. Precisamos de criar condições para o aparecimento de novas áreas de desenvolvimento, da inovação tecnológica ao empreendedorismo, da economia digital às atividades ligadas ao mar, aproveitando todo o potencial que o nosso território oferece. Por isso, a JSD Albufeira defende a criação de uma Academia Municipal de Formação e Capacitação Jovem, construída através de parcerias entre o Município, as empresas locais, as escolas, as instituições de ensino superior e as entidades formadoras. Esta academia deverá disponibilizar formação em áreas estratégicas para o futuro do concelho, como línguas estrangeiras, marketing digital, novas tecnologias, empreendedorismo, hotelaria de excelência e economia do mar. Mais do que um projeto educativo, esta seria uma aposta política clara na valorização dos jovens. Enquanto outros optam por reduzir a prioridade atribuída à juventude, nós defendemos mais oportunidades, mais qualif**ação e mais capacidade de fixar talento em Albufeira. O papel do Município não deve ser o de limitar as ambições dos jovens nem de reduzir os instrumentos que apoiam o seu desenvolvimento. Deve ser o de criar oportunidades, remover obstáculos e dar-lhes as ferramentas necessárias para serem protagonistas do futuro. É essa a missão da JSD e do PSD Albufeira. Defender uma Albufeira que acredita nos seus jovens, que investe na sua qualif**ação e que compreende que o desenvolvimento sustentável do concelho depende da capacidade de valorizar aqueles que serão os seus futuros líderes e empreendedores. Porque investir nos jovens não é apenas preparar o amanhã, mas sim decidir que Albufeira queremos ser!
Presidente da JSD de Albufeira
A nossa querida Junta de Freguesia de Ferreiras,
Por Filipe Rossa
Agora passados sete meses desde o rescaldo das últimas autárquicas, o esperado aconteceu e só não acreditou quem estava cego com falsas palavras. Se antes estávamos habituados a um tipo de política, hoje, estamos num tipo diferente, mais controlado (a nível de gestão orçamental), mas ainda não consegui perceber se já houve o desmame do anterior executivo, ou se está à procura do real sentido do que é ser o presidente sem ter que obedecer a ordens superiores.
A opinião sobre o que mudou nestes últimos sete meses é muito subjetiva, uns dizem que está melhor, outros dizem que está igual, outros até pior, pelas conversas que temos tido com a população local. Uma coisa é certa, Ferreiras não pode parar, apesar de haver muitos problemas ainda por resolver, que tardam a ser resolvidos.
Temos tido várias reuniões de líderes com a Sra. Presidente Joana, para discutir que rumo tomar, assim como dar as nossas ideias, o que inicialmente nos levou a uma preocupação de uma má preparação para este cargo que já era esperado. Mas a coisa faz-se, com paciência, diálogo e aprendizagem. E sempre a dar a nossa opinião no que melhorar, e as coisas vão aparecendo, a seu tempo, como apresentar muitas das nossas ideias de campanha eleitoral, mas não todas.
Nas assembleias continuamos a marcar posição, às vezes parece que temos que ensinar tudo, o que é bom por um lado, pois leva a abrir os olhos a algo que as pessoas às vezes descuram do papel de um membro da assembleia de freguesia. Passamos de uma assembleia onde mais parecia que não se podia intervir (por quem estava no poder), para sessões mais interventivas e esclarecedoras (no que diz respeito aos últimos 7 meses), sem grandes excessos de agressividade na resposta, ou ataques ao partido que está no poder e nada fez para melhorar a freguesia.
Um partido que é contra os gastos excessivos em festas e festarolas, não acabou com nenhuma, apenas começou a controlar melhor os abusos nos gastos.
Somos um órgão fiscalizador, é isso que fazemos, é por isso que fomos eleitos e queremos sempre o melhor para a nossa freguesia e não temos medo de represálias ou intimidações.
De lamentar o cessamento da comissão de grupo de trabalho de acompanhamento à auditoria interna tanto financeira como contratual, que devido ao elevado valor que iria ser para os cofres da junta não se vai realizar, e que foi proposto por nós. Achamos que houve muito dinheiro mal gasto e contratos assinados, ou adjudicações diretas que não cumpriram a lei. Não temos medo de continuar a batalhar nesse ponto.
Esperamos que os 5 meses que faltam para cumprir o ano, não tenham tantos vídeos de propaganda política e tenham mais intervenção no que é realmente necessário, e que não se tenha que ouvir, como se ouve de cima, ”Ah e tal, só cá estamos há um ano”… Isso não é resposta para quem sempre viveu nesta terra e a viu mudar ao longo da passagem de século e milénio, ou viu nascer a Freguesia, porque Ferreiras já cá estava muito antes de muitos de nós termos nascido.
Membro da Assembleia da Freguesia de Ferreiras