25/05/2026
*Fim das desculpas: está na hora de requalificar o Pavilhão Gimnodesportivo de Évora de Alcobaça*
O estado de degradação do Pavilhão Gimnodesportivo de Évora de Alcobaça é hoje demasiado evidente para continuar a ser ignorado pelo Município de Alcobaça.
As fachadas apresentam sinais visíveis de falta de manutenção, escorrências, humidades, manchas e degradação generalizada da imagem exterior de um equipamento onde treinam diariamente dezenas de atletas e que recebe regularmente equipas de outros concelhos. A realidade está à vista de todos: este não é o cartão de visita que Alcobaça deve apresentar a quem nos procura.
Durante anos, o Executivo camarário justificou a ausência de uma intervenção estruturante com o facto de o equipamento não se encontrar plenamente na posse do Município, por integrar o património da Cister – Equipamentos Educativos, S.A., um processo complexo e marcado por sucessivos impasses jurídicos e financeiros. Essa argumentação deixou, porém, de fazer sentido.
Em fevereiro de 2026 foi assinada a escritura para aquisição da Cister Equipamentos SA e transferência do património para o Município de Alcobaça, processo que permitiu à Câmara Municipal passar a ter legitimidade plena para avançar com a recuperação dos equipamentos, incluindo os centros escolares de Alcobaça e Benedita e o Pavilhão Gimnodesportivo de Évora de Alcobaça.
Ora, se já foram lançadas intervenções de beneficiação e melhoria nos centros escolares, não se compreende porque continua o Pavilhão Gimnodesportivo de Évora de Alcobaça votado ao abandono e à degradação. Não pode haver equipamentos de primeira e equipamentos de segunda.
O desporto local merece respeito. Os atletas, clubes, treinadores e famílias merecem condições dignas. É inaceitável que um espaço utilizado diariamente por jovens do nosso concelho continue sem uma intervenção séria de requalificação, enquanto o Município já dispõe, finalmente, das condições legais e patrimoniais para agir.
É assim que Alcobaça gosta de receber quem nos visita? Com fachadas degradadas, sinais evidentes de falta de manutenção e um equipamento que transmite uma imagem de abandono?
Depois de tantos anos a apontar limitações jurídicas como justificação, chegou o momento de passar das desculpas à ação.