Círculo Tradicionalista Cavaleiros de Almacave

Círculo Tradicionalista Cavaleiros de Almacave Por Deus, Pátria e Rei Legitimo!

14/06/2026

COIMBRA, 14 DE JUNHO DE 2014

Dia de Santo Eliseu Pofeta, mês do Sagrado Coração de Jesus e pela mão de três grandes portugueses, os senhores Luís Andrade dos Santos, Daniel de Sousa e o saudoso José de Almeida Bastos, que Deus o guarde no seu eterno descanso, era constituída a Associação Causa Tradicionalista.

Dez anos de labor e sacrifício, que permitiram manter viva a chama da Santa Tradição.

Agora, com renovadas forças, com a alegria do sangue que nos corre nas veias, erguemos as mãos em prece e retomemos este eterno combate, gritando de novo :

POR DEUS, PÁTRIA E REI LEGÍTIMO!

VIVA A CAUSA TRADICIONALISTA!

Valentim Rodrigues

10/06/2026

10 DE JUNHO, FESTA DO SANTO ANJO DA GUARDA DE PORTUGAL

10/06/2026

« É vossa Pátria uma árvore
Que deu sombra a todo o mundo;
- Raízes de nove séculos
Hão-de ir mais longe e mais fundo.

As raízes são o Povo;
Tronco em cerne, a antiga Raça;
Seus frutos , o herói e o santo
À luz da Fé, sol da Graça.

(...)

Ó Povo! Sê como foste;
És Terra? Sê como a terra!
A nuvem que importa? Ensombra,
Não muda os vales em serra.

Sê tu o firme rochedo
De encontro à onda que passa;
Se ela crescer... Saiba, um dia,
Como um rochedo a espedaça!

Vive a teu modo. Não tomes
De estrangeiro a estranha ideia;
Alma e corpo têm medidas:
Não lhes serve a roupa alheia.

Ara, fia, reza canta.
Crer, amar e trabalhar,
São os três degraus da vida
Que fazem dela um Altar.

(...)

Toma um rumo. A Vara é guia,
Seja ao sol, em tronco, em flor,
Seja em mastro de navio
Ou cajado de Pastor.

Escolhe. Mas obedece
Depois que entregaste o Mando;
O povo é como a família:
Quer um só Pai, governando. »

António Corrêa d 'Oliveira, É Portugal Quem Vos Fala, 1919.

09/06/2026

“A hereditariedade monárquica é o princípio mais perfeito de governo que a experiência dos séculos nos ensinou. São seus atributos permanentes a unidade, a estabilidade, a constância, a transmissão pacíf**a e regular dos poderes, a garantia da ordem, o progresso incessante das ideias e dos costumes sob a guarda de uma força que não muda nunca e que à Pátria empresta figura humana. Não se trata de copiar as antigas instituições, apenas é preciso completá-las e aperfeiçoá-las. Aquele que sabe recordar é sempre também o que melhor prevê.” [1]

“A causa da Igreja e a causa de Portugal confundem-se. Um inimigo da Igreja é um inimigo de Portugal.”

“Se os reis fizeram a Patria, os bispos e o clero foram os seus primeiros cooperadores. Está historicamente demonstrado que o que tornou Portugal forte e grande foi a união estreita da Igreja com a Monarquia.”[2]

citado por Gonçalo Sampaio e Mello, in Luís de Almeida Braga ou o elogio da derrota, de BRAGA, Luís de Almeida, Paixão e Graça da Terra [1], O Culto da Tradição (1916) [2].

08/06/2026

A caminho da escravidão.

Os valores revolucionários vão semeando , dia após dia, ventos dos quais não podemos esperar outra coisa que não sejam tempestades.

Ouvimos sempre condenar, sem qualquer lógica, as tempestades! A luta deve ser contra os ventos e se os ventos somos nós mesmos, condenemo-nos a nós próprios!

Especialmente desde 1789, prega-se, todos os dias e a todas as horas, sem interrupção a revolução, mas a verdade é que enquanto não pararem essas pregações insensatas que nada trazem de bom, nada sabem das realidades históricas, políticas e lógicas, nem conhecem o coração humano, as tempestades continuarão a martirizar toda a sociedade.

A situação do Mundo actual tem causas graves e profundas, advém dos princípios e valores revolucionários, do ódio à Igreja que sempre foi um factor de união entre os diversos povos e que há três séculos o protestantismo e o racionalismo propagam, na sua saga para a implementação de uma ordem mundial que mais não pretende do que fazer vingar o poder do dinheiro e a escravidão dos povos.

07/06/2026

Liberais e não católicos.

O chamado catolicismo liberal é uma grande contradição. Os que pretendem conciliar catolicismo e liberalismo são, seguramente e sem qualquer espécie de dúvidas, liberais e não católicos.

O liberalismo é individualismo, relativismo e egoísmo. O capitalismo liberal não passa do controle económico da alta finança e do poder do dinheiro em relação ao trabalho e à comunidade. A plutocracia controla os estados e os povos.

A plutocracia apareceu e consolidou o seu poder em Inglaterra com a perseguição aos católicos nos séculos XVI e XVII.

A escravatura económica, resultado do sistema de escravatura salarial que passou aos protestantes e liberais europeus, deu origem a uma NWO que impõe o liberalismo a todo o planeta.

Os tradicionalistas propõem um regresso à economia natural, ao predomínio do trabalho, da propriedade familiar e comunal; a economia conduzida pela política no seu sentido clássico e pela ética contra o poder artificial da finança e do dinheiro,

05/06/2026

JÁ DISPONÍVEIS!

Mais informações, por mensagem privada

05/06/2026

UMA LABAREDA INFATIGÁVEL

“Afinal, não caminhamos debalde! Moralmente o triunfo sorri-nos. Trabalhadores modestos da obra de salvação dolorosa que Deus impôs à Europa, testemunhámos intrepidamente, das linhas de fogo às estradas do exilio, a sinceridade e a elevação da cruzada a que nos votáramos plenamente. (…)

Por nós, Portugal não morrerá! Não por nós, - caducos indivíduos de um momento, pó viajante que não demorará a juntar-se ao pó das gerações que transitaram! Mas pelo fermento que se agita nas nossas palavras, que se incendeia nos nossos corações e imprime às nossas artérias um «alerta» heroico e harmonioso. (…)

E seja o nosso brado um só, ao fincarmos, (…), um novo marco nas andanças em que a vida se nos abrasa e nos consome, - tal como uma labareda infatigável, crescendo sempre! - «Mais longe, muito mais longe ainda!».

Ninguém nos consegue subtrair à voz misteriosa que nos atira para além dos horizontes quotidianos e das contingências cobardes da nossa carne perecedoura. «Mais longe, muito mais longe ainda!». A semente que a nossa juventude espalhou na limpidez cristianíssima da manhã por sobre a gleba caída em poder de infiéis, - essa semente, aspergida, já lá vão dez anos, com o gesto lento, mas seguro, dos semeadores de Millet, frutif**a, basta e vigorosa, debaixo da graça permanente do Céu.

Não nos iludamos com a mentira convencional das aparências! É para nós de ciência certa que o Portugal bastardo em que nos debatemos tem de morrer inevitavelmente, para que o verdadeiro Portugal ressurja, sob o olhar benéfico do Senhor Deus dos Exércitos e das batalhas.”

António Sardinha, A Prol do Comum

04/06/2026

O distributismo e a liberdade

“O capitalismo e o socialismo não são realidades opostas, um é a continuação do outro, o oposto a ambos é o distributismo.

O capitalismo faz concentrar a propriedade nuns poucos através da monopolização do mercado e o socialismo faz o mesmo concentrando a propriedade no Estado. Na prática os dois sistemas acabam por controlar os recursos mais importantes do país, pelas mãos de meia dúzia de burocratas em representação dos interesses dos verdadeiros proprietários, sejam accionistas ou o público em geral, mas que naquele momento controlam os recursos em seu próprio benefício.

Além disso, ao concentrarem o poder económico, acabam por concentrar também o poder político e obter inúmeros benefícios e subsídios como temos visto nesta crise que nos assola. Metido entre o estado gigantesco e a corporação imponente, o indivíduo f**a reduzido a uma situação de escravatura.

Embora se neguem a admitir que o poder vem da propriedade acumulada, estes sistemas pretendem criar liberdade concentrando capital, mas como este também concentra o poder, o que f**a para as massas é o empobrecimento. Pelo contrário, o distributismo procura construir uma sociedade de homens e mulheres, proprietários livres e conscientes dos seus direitos, com os seus meios de defesa contra a centralização tanto do estado como das corporações.”

Retirado e adaptado de "Club Chesterton"

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