Capital do Império

Capital do Império CULTURA SUBURBANA NA LINHA DE SINTRA Da Prainha a Bissau, “sem esquecer que houve o português de múltiplas tiranias e de várias resistências.

De Baleizão à Ribeira do Paul, ultrapassam-se as vergonhas e tabus que resultam ora de histórias mal contadas, ora da actuação de cortes e governos entregues a elites babilónicas que de portugueses só têm mesmo o nascimento e a fala. O português da opressão colonial e o português da luta de libertação nacional.”

De Floriano a Saibada, de Alijó a Damão, se há património cultural que resulta de mai

s de 500 anos de interacção entre povos de todo o mundo, ele encontra praça e efervescência na Linha de Sintra. Como em nenhum outro sítio no mundo, a língua e cultura portuguesa de inspiração global prolifera e ganha diariamente novas dimensões. De Furacungo a Vila Verde, de Cabuca a Macau, as pronuncias e crioulos, as roupas e temperos, os ritmos e histórias das primeiras, segundas e terceiras gerações de todas as latitudes misturam-se e casam saberes ancestrais à rotina de uma urbe densa e confusa. A Amadora, ou a Linha de Sintra desde a Buraca até Colares, apresenta-se assim como a legitima capital de um império que ultrapassa os conceitos de poder, de ocupação ou de exploração de monarcas, políticos, PIDS ou empresários. Na Capital do Império, faz-se escola dos mais de 1000 anos de mistura étnica em Portugal, ultrapassando os limites das próprias comunidades lusófonas. Nesta página celebra-se a língua e espírito português que se “torna tanto mais rico quanto menos castiço e mais mestiço”.

Endereço

Linha De Sintra
Amadora
2700

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