11/06/2026
A proposta cipriota vai na direção errada. O corte de 2% à proposta da Comissão Europeia sugere, erradamente, que os desafios da Europa exigem menos ação, e não mais. Cortar o orçamento europeu em plena crise de competitividade, de coesão social e de pressão geopolítica não é uma resposta responsável. É, antes, uma fuga às responsabilidades.
O Parlamento Europeu não aceitará um quadro financeiro plurianual que enfraqueça as políticas que mais importam às pessoas: o Fundo Social Europeu, a política de coesão e a política agrícola. Nem que desconsidere aquilo que o parlamento viu ser essencial para muitos: os instrumentos específicos para as regiões ultraperiféricas - como o POSEI, o EU4Health ou o programa LIFE - e o reforço do investimento na inovação e competitividade europeias. Estas políticas não são linha de despesa: são o coração da solidariedade europeia.
Para financiar estas ambições, o Parlamento reitera a necessidade de introduzir novos recursos próprios genuínos. É a única forma credível de evitar cortes em programas essenciais para os europeus e de garantir o investimento adicional de que empresas, cidadãos e regiões precisam.
O Conselho tem agora uma escolha clara a fazer. O Parlamento adotou a sua posição em abril e está pronto para negociar, mas a partir de uma base séria, não de uma proposta que que parte já aquém do mínimo necessário. O nosso apoio ao QFP 2028-2034 dependerá de um orçamento que garanta recursos adequados para a coesão, para o social, para o clima e para as regiões que mais precisam da Europa. Não aceitaremos um orçamento de austeridade embrulhado em retórica de ambição.
Comunicado de imprensa aqui ↓
https://www.europarl.europa.eu/news/en/press-room/20260611IPR45224/lead-meps-on-eu-s-long-term-budget-react-to-cyprus-presidency-s-negotiating-box