22/05/2026
32.º Congresso Nacional do CDS-PP
No 32.º Congresso Nacional do CDS-PP, realizado em Alcobaça, o CDS Açores foi com um propósito claro: defender os interesses dos Açorianos. E essa responsabilidade não desaparece por pertencermos ao mesmo partido de quem governa a República. Pelo contrário, exige frontalidade e sentido de dever.
Ao longo dos anos, o presidente do CDS Açores, Artur Lima, afirmou várias vezes e, inclusive, no congresso nacional, uma ideia essencial: primeiro estão os Açorianos, depois o partido.
Essa sempre foi a forma do CDS Açores de estar na política. Ser leal ao partido nunca poderá significar silêncio quando estão em causa matérias fundamentais para a nossa Região. A autonomia constrói-se todos os dias, também dentro dos próprios partidos.
Foi isso que procurei, em conjunto com outros delegados do CDS Açores, transmitir no Congresso. Sobretudo perante debates recentes como o do subsídio social de mobilidade, porque quem vive numa ilha sabe que a mobilidade não é um privilégio, é uma necessidade. E decisões desta natureza não podem continuar a ser tomadas sem ouvir devidamente as regiões autónomas e sem compreender a realidade de quem vive longe do continente.
A autonomia não pode existir apenas nos discursos políticos ou nos documentos partidários. Tem de existir na prática, no respeito institucional e na capacidade de reconhecer que os Açores têm voz própria e interesses próprios, mesmo dentro do mesmo espaço político.
O CDS Açores nunca faltou ao partido nos momentos difíceis. Mas também nunca deixou de colocar os Açorianos em primeiro lugar. E é isso que continuaremos a fazer, em qualquer fórum e em qualquer contexto: defender a nossa terra, afirmar a nossa autonomia e exigir respeito pelos Açores e pelos Açorianos.
Artigo de Opinião – Tiago Rodrigues