Arquivo Distrital de Aveiro

Arquivo Distrital de Aveiro O Arquivo Distrital de Aveiro é um arquivo regional, dependente da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, do Ministério da Cultura.

O Arquivo Distrital de Aveiro é atualmente detentor de um acervo documental com cerca de 150.000 documentos, ocupando 4.500 metros lineares de prateleira. Esta Instituição e a sua equipa têm por objetivo fundamental e preocupação prioritárias sensivelmente as mesmas que presidiram à sua génese: incorporar, preservar, inventariar, catalogar e difundir o património documental pertencente ao Distrito.

📜 Registo de Batismo de Sebastião de Oliveira Damas (1866–1954)Assinalam-se hoje 160 anos do nascimento de Sebastião de ...
01/09/2026

📜 Registo de Batismo de Sebastião de Oliveira Damas (1866–1954)

Assinalam-se hoje 160 anos do nascimento de Sebastião de Oliveira Damas. O documento que hoje divulgamos é o seu registo de batismo, lavrado na freguesia de São Martinho de Sardoura, concelho de Castelo de Paiva, onde nasceu a 1 de setembro de 1866 aquele que viria a destacar-se como empreendedor, benemérito e uma das figuras portuguesas mais marcantes na história do desenvolvimento de Campos do Jordão, no Brasil.

Batizado a 9 de setembro desse mesmo ano, Sebastião de Oliveira Damas iniciou a sua vida profissional como carpinteiro, mas cedo revelou um espírito empreendedor invulgar. Emigrou para o Brasil ainda jovem e construiu uma notável carreira no setor das obras públicas, ficando para sempre associado à construção da Estrada de Ferro Campos do Jordão. Como empreiteiro responsável pela execução da linha ferroviária entre 1912 e 1914, enfrentou enormes dificuldades técnicas e financeiras, chegando a empenhar os seus próprios bens para garantir a continuação dos trabalhos e evitar a paralisação de uma obra considerada essencial para o acesso à região montanhosa da Mantiqueira.

A concretização desta ferrovia representou um marco decisivo para o desenvolvimento de Campos do Jordão, contribuindo para a sua afirmação como importante estância climática e turística do estado de São Paulo. O seu contributo valeu-lhe o reconhecimento e a gratidão da comunidade local, que perpetuou a sua memória através da atribuição do seu nome a uma via pública da cidade. Paralelamente à sua atividade empresarial, manteve sempre uma forte ligação à terra natal, distinguindo-se também pela sua ação filantrópica em Castelo de Paiva, apoiando obras religiosas, sociais e comunitárias que beneficiaram a população local.

Falecido a 11 de janeiro de 1954, em Sobrado de Paiva, Sebastião de Oliveira Damas deixou um legado de perseverança, iniciativa e generosidade que continua a ser recordado em Portugal e no Brasil. O registo de batismo hoje divulgado constitui um testemunho documental das suas origens e do percurso extraordinário de um paivense que alcançou reconhecimento internacional. A preservação destes documentos pelos arquivos regionais permite conhecer e valorizar trajetórias individuais que contribuíram para a história das comunidades locais e da diáspora portuguesa, assegurando a transmissão desta memória às gerações futuras.

🗄 Código de referência do documento: PT/ADAVR/PCPV08/1/7

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📜 Registo de Passaporte de José Maria Ferreira de Castro (1898-1974)No dia em que se assinala o feriado municipal de Oli...
10/08/2026

📜 Registo de Passaporte de José Maria Ferreira de Castro (1898-1974)

No dia em que se assinala o feriado municipal de Oliveira de Azeméis, o Arquivo Distrital de Aveiro partilha o documento que regista um marco na vida de um notável oliveirense e osselense: o registo de passaporte do escritor José Maria Ferreira de Castro.

Ferreira de Castro nasceu na aldeia de Salgueiros, em Ossela, em 24 de maio de 1898, filho de José Eustáquio Ferreira de Castro e de Maria Rosa Soares de Castro. Aos 12 anos, após a morte do pai, viu-se forçado a emigrar para o Belém do Pará (Brasil), em busca de melhores condições de vida.

José Maria Ferreira de Castro viria a tornar-se num dos mais celebrados escritores portugueses, autor de obras intemporais, como Emigrantes (1928) ou A Selva (1930). Viria a falecer em 29 de junho de 1974, no Hospital de Santo António, no Porto, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral.

O registo de emissão do passaporte, conservado no nosso arquivo, testemunha um enorme obstáculo que o escritor se viu obrigado a ultrapassar, numa idade ainda prematura.

🗄 Documento com o código de referência: PT/ADAVR/AC/GCAVR/H-D/001/0025

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📜 Registo de nascimento de Mário Emílio de Morais Sacramento (1920–1969)Assinala-se hoje o 106.º aniversário do nascimen...
07/07/2026

📜 Registo de nascimento de Mário Emílio de Morais Sacramento (1920–1969)

Assinala-se hoje o 106.º aniversário do nascimento de Mário Sacramento. O documento que publicamos é o seu registo de nascimento, lavrado em Ílhavo a 7 de julho de 1920. Médico, escritor, ensaísta e destacado opositor ao Estado Novo, Mário Sacramento foi uma das personalidades mais influentes da vida cultural e política portuguesa do século XX, deixando uma obra intelectual marcante e um exemplo duradouro de compromisso com a liberdade e a justiça social.

Filho de Artur Rasoilo Sacramento e de Rita Morais Sacramento, frequentou a instrução primária em Ílhavo e prosseguiu os estudos no Liceu José Estêvão, em Aveiro. Foi nesse período que começou a revelar o seu talento literário e o seu espírito crítico, assumindo a direção do jornal estudantil A Voz Académica. As posições democráticas que defendia levaram à sua primeira prisão pela PIDE em 1938, quando tinha apenas 17 anos. Mais tarde licenciou-se em Medicina, exercendo a profissão com particular dedicação às populações mais carenciadas, razão pela qual ficou conhecido como o “médico dos pobres”.

Paralelamente à atividade médica, desenvolveu uma intensa produção intelectual. Colaborou em diversos periódicos, destacou-se na crítica literária e no ensaio e tornou-se uma das principais referências do neorrealismo português. A sua oposição ao regime ditatorial traduziu-se numa participação ativa nos movimentos democráticos e em sucessivas detenções políticas. Entre outras iniciativas, desempenhou funções de secretário-geral do I Congresso Republicano de Aveiro, realizado em 1957, contribuindo para a afirmação da oposição democrática portuguesa.

Mário Sacramento faleceu em Aveiro a 27 de março de 1969, aos 48 anos de idade, sem chegar a assistir à concretização dos ideais democráticos pelos quais lutou ao longo da vida. O seu legado permanece vivo na memória coletiva, nas instituições que ostentam o seu nome e na sua vasta obra literária e cívica. O registo de nascimento hoje divulgado recorda as origens de uma figura incontornável da história contemporânea portuguesa e evidencia o papel fundamental dos arquivos regionais na preservação e divulgação dos documentos que testemunham a vida e o percurso daqueles que marcaram a nossa sociedade.

🗄 Código de referência do documento: PT/ADAVR/RC/CRCILH/001/0011

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📜 Fuga de piloto francês para Ovar durante a 2ª Guerra Mundial (1940)Assinala-se hoje o 86.º aniversário da aterragem fo...
18/06/2026

📜 Fuga de piloto francês para Ovar durante a 2ª Guerra Mundial (1940)

Assinala-se hoje o 86.º aniversário da aterragem forçada, em Ovar, de um piloto militar francês em plena Segunda Guerra Mundial. O documento que hoje destacamos, preservado no acervo do Arquivo Distrital de Aveiro, constitui um importante testemunho histórico desse episódio ocorrido no contexto da ocupação n**i de França.

O documento em destaque é um ofício do Governador Civil de Aveiro, datado de 19 de junho de 1940, dirigido ao Diretor da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, no Porto. Nele é comunicada a aterragem, no dia anterior, de Jean Dreyfus, sargento-chefe aviador francês, que chegou a Ovar pelas 18 horas, a bordo de uma aeronave civil Caudron C.635M Simoun, requisitada pelo Governo Francês e proveniente de Pau.

De acordo com o ofício, o piloto foi detido e entregue às autoridades, tendo sido igualmente apreendida uma pi***la que se encontrava na sua posse. O documento reflete o clima político da época, mencionando informações transmitidas pelo cônsul de França no Porto relativas à origem judaica do aviador e às suspeitas de adesão a ideias consideradas subversivas, elementos que ajudam a contextualizar o rigoroso controlo exercido sobre estrangeiros em território português durante o conflito.

A aterragem de Jean Dreyfus ocorreu no âmbito de uma tentativa de fuga à França ocupada, tendo como objetivo alcançar Marrocos para integrar forças militares francesas aí estacionadas. O piloto foi internado em Vendas Novas, enquanto o aparelho seguiu para Sintra, sendo posteriormente transferido para a Base Aérea da Ota. A aeronave, pertencente ao Groupe Aérien d’Observation da Armée de l’Air (matrícula T-585), viria mais tarde a ser oferecida pelo Governo Francês ao advogado Crespo de Carvalho, da Covilhã, por serviços prestados.

Décadas depois, o Caudron Simoun integrou a exposição estática da AEROFIL79, e acabaria por ser adquirido pelo Musée de l’Air et de l’Espace, em França, onde se encontra atualmente, preservado como peça museológica.

🗄 Documento com o código de referência: PT-ADAVR-AC-GCAVR-E-B-028-0002

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20/05/2026

Convite para Sessão de divulgação de projetos de digitalização da Family Search

A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) convida todas as entidades detentoras de arquivo histórico, a estarem presentes na Sessão de divulgação de projetos de digitalização da Family Search, que se realiza no próximo dia 26 de maio às 11h no Auditório da DGESTE do Centro, sito na Rua General Humberto Delgado, 319 3030-327, em Coimbra.

Esta sessão visa apresentar oportunidades de cooperação técnica e institucional, nomeadamente através de protocolos com entidades da região Norte de Portugal, para a digitalização e salvaguarda do seu património arquivístico.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia.
Agradecemos que confirme a presença da vossa entidade e dos respetivos representantes através do envio de mensagem de correio eletrónico para: [email protected]

Contamos com a Vossa presença!

📜 Assento de Batismo de Lourenço Simões Peixinho (1877-1943)Assinala-se hoje o 149º aniversário do nascimento de Lourenç...
02/05/2026

📜 Assento de Batismo de Lourenço Simões Peixinho (1877-1943)

Assinala-se hoje o 149º aniversário do nascimento de Lourenço Simões Peixinho, uma das figuras mais marcantes da história contemporânea de Aveiro. O documento que hoje partilhamos é o seu assento de batismo, realizado na Paróquia da Glória, em maio de 1877.

Lourenço Simões Peixinho nasceu a 2 de maio de 1877, em Aveiro, na então Rua das Barcas (atual Rua José Rabumba), filho de João Simões Peixinho e de Hermínia Augusta de Apresentação.

Formado em Medicina pela Universidade de Lisboa, exerceu a profissão durante cerca de 25 anos, destacando-se não só pela dedicação à saúde pública, mas também pelo profundo compromisso cívico com a sua cidade natal. Desportista desde jovem, foi premiado em 1895, na inauguração do Velódromo Aveirense, e esteve ligado à fundação de importantes associações desportivas, tais como o Ginásio Clube Figueirense.

Em 1918 tomou posse como presidente da Câmara Municipal de Aveiro, cargo que desempenhou durante 24 anos consecutivos. Durante esse longo mandato, promoveu e concretizou profundas transformações urbanas e sociais, entre as quais se destacam a abertura da Avenida Central (atual Avenida do Dr. Lourenço Peixinho, em sua honra), a criação do Parque Infante D. Pedro, o Mercado Manuel Firmino, o Estádio Mário Duarte, a eletrificação da cidade, a construção de equipamentos sanitários, lavadouros públicos e o impulso decisivo ao ensino primário. Foi igualmente provedor da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro e um dos financiadores da construção do Hospital de Aveiro.

Lourenço Simões Peixinho faleceu a 7 de março de 1943, na mesma casa onde nascera. A sua morte foi amplamente sentida pela cidade, sendo-lhe prestadas várias homenagens públicas. Em reconhecimento da sua obra e dedicação, a principal artéria da cidade passou a ostentar o seu nome, e foi erguido um busto em sua memória, junto à estação ferroviária de Aveiro.

O seu assento de batismo, preservado no Arquivo Distrital de Aveiro, permite-nos revisitar a origem de uma personalidade cuja ação marcou decisivamente o desenvolvimento urbano, social e humano da cidade de Aveiro ao longo da primeira metade do século XX.

🗄 Código de referência do documento: PT-ADAVR-PAVR06-1-16.

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🖥️ ADAVR disponibiliza 121 754 novas imagens no DigitarqO Arquivo Distrital de Aveiro (ADAVR) disponibilizou, durante o ...
24/04/2026

🖥️ ADAVR disponibiliza 121 754 novas imagens no Digitarq

O Arquivo Distrital de Aveiro (ADAVR) disponibilizou, durante o mês de março, 121 754 novas imagens na plataforma Digitarq, no âmbito do projeto de digitalização promovido pela DGLAB ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Estas reproduções digitais encontram-se já acessíveis para consulta gratuita por todos os utilizadores.

As imagens agora integradas dizem respeito a livros de escrituras diversas de fundos notariais de Estarreja:

- PT/ADAVR/NOT/CNETR5/001 (Livros 0516 a 0790);
- PT/ADAVR/NOT/CNETR6/001 (Livros 0049 a 0320).

💻 Estes Fundos encontram-se listados e disponíveis para consulta em: https://adavr.dglab.gov.pt/fundos-e-coleccoes/notariais/

Este trabalho enquadra-se na medida C04-i01-m02 – Digitalização de Artes e Património, do PRR, aprovada no âmbito do contrato de financiamento celebrado a 21 de outubro de 2021 entre a Estrutura de Missão Recuperar Portugal (EMRP) e o Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC). Esta iniciativa visa aumentar a taxa de digitalização do património cultural em Portugal, melhorando a experiência do público e assegurando a preservação futura da documentação.

📜 Assento de Óbito de André Ala dos Reis (1936 - 1974)Assinalam-se hoje os 90 anos do nascimento de André Ala dos Reis, ...
19/04/2026

📜 Assento de Óbito de André Ala dos Reis (1936 - 1974)

Assinalam-se hoje os 90 anos do nascimento de André Ala dos Reis, figura relevante da esfera intelectual aveirense do século XX. O documento que hoje partilhamos é o seu assento de óbito, ocorrido em 1974 e arquivado no Arquivo Distrital de Aveiro, no Fundo do Registo Civil.

André Luís de Pinho Ala dos Reis nasceu em Aveiro, a 19 de abril de 1936, numa casa situada na freguesia da Glória, filho do jornalista Amadeu Ala dos Reis e de sua esposa, Maria Felícia de Pinho Ala dos Reis.

No ano letivo de 1954/55 ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no curso de Filologia Germânica, que frequentou até 1960. Concluiu a licenciatura com a defesa da dissertação “Thomas Mann: evolução”. Da “existência artística” ao humorismo, orientada pelo Professor Doutor Providência Costa. A sua atividade intelectual incluiu igualmente a escrita literária, tendo publicado em 1963 o opúsculo de poesia Vida, bem como traduções e estudos, sobretudo a partir do alemão, divulgados em periódicos regionais.

Apesar de ter sido atingido por doença grave, que condicionou o seu percurso profissional, manteve uma produção intelectual reconhecida pelos seus contemporâneos. Faleceu na freguesia de Vera Cruz, na sua residência, a 18 de janeiro de 1974, com apenas 37 anos, deixando uma memória associada ao rigor intelectual, à dedicação à literatura e à cultura.

🗄 Código de referência do documento: PT-ADAVR-RC-CRCAVR-003-0112

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