04/06/2026
Beirada do Rio Minho: uma intervenção pela segurança, pela natureza e pelo futuro
A intervenção realizada na beirada do rio, em Lanhelas, foi uma decisão ponderada, acompanhada e tecnicamente fundamentada.
Foram abatidos 56 choupos híbridos, árvores que ao longo dos anos vinham revelando fragilidade, com quedas e quebras frequentes, criando risco para pessoas, viaturas, bens e utilizadores da ecopista.
Esta não foi uma decisão isolada da Junta de Freguesia. Todo o processo contou com articulação entre a Junta de Freguesia de Lanhelas, o Município de Caminha, a Proteção Civil, os Bombeiros, a APA — Agência Portuguesa do Ambiente, entidade titular e com jurisdição na área da beirada do rio, e técnicos das áreas da engenharia agronómica e ambiental.
A intervenção mereceu ainda acompanhamento institucional, incluindo visita do Senhor Secretário de Estado do Ambiente, num trabalho conjunto orientado para melhorar a segurança, proteger o meio ambiente e valorizar esta zona ribeirinha.
Segundo os próprios técnicos envolvidos no processo, nomeadamente da APA, a orientação foi clara: não voltar a utilizar árvores híbridas neste local, nem em locais semelhantes, por serem problemáticas e menos adequadas à galeria ribeirinha.
Por isso, não se tratou apenas de abater árvores. Tratou-se de uma verdadeira “cirurgia à natureza”, para corrigir uma situação de risco e devolver à margem do rio uma composição mais natural, diversa e equilibrada.
No lugar dos choupos híbridos foram já plantadas mais de 100 árvores autóctones, com cerca de 2 a 3 metros de altura, organizadas em duas a três linhas:
Salgueiros na primeira linha, junto ao rio;
Amieiros na segunda linha;
Freixos e carvalhos na terceira linha.
Estas espécies são mais adequadas à nossa paisagem, à margem do rio e à biodiversidade local. Nos próximos anos irão criar sombra, proteger o solo, melhorar o enquadramento ambiental e dar nova vida à beirada do rio.
Lanhelas passa assim de 56 árvores problemáticas para mais de 100 árvores autóctones.
Mais segurança. Mais natureza. Mais futuro.