24/05/2024
Era numa vez.
Era uma vez um conhecido meu - talvez também vosso. Chama-se Rui este meu conhecido.
O Rui tem um campo. Um campo de alguma dimensão, talvez cerca de um hectare que ele gostava de calcorrear a passo rápido e até a correr.
Como não tinha tendência para a agricultura decidiu tornar-se gestor.
Quanto ao campo e, para não o deixar ao abandono, decidiu relvá-lo. Mas, como tudo na vida, resolvido um problema logo aparece outro. E o Rui teve de contratar uma pessoa para lhe tratar da relva.
Depois de muito pensar e selecionar, contratou o Roger. Como o Roger vinha de longe só se decidia a vir tomar conta do campo do Rui se tivesse emprego garantido por um determinado tempo. O Rui, certo da sua decisão avançou.
O Rui já tinha bastante experiência como gestor. Tinha até trabalhado com o Filipe. O Filipe era pessoa experiente. Até tinha experiência noutros ramos de atividade como, por exemplo a construção; neste ramos de atividade as coisas, por acaso, até não tinham corrido muito bem o que levou alguns amigos, bem intencionados, a emprestar-lhe o dinheiro ganho, com muito suor, ao longo da vida e o tenham perdido. Mas a vida é assim mesmo. Há mais gente que perdeu o dinheiro ganho ao longo da vida, ao pô-lo nas mãos de pessoas conhecidas em quem confiavam.
Mas votemos ao Rui. O Roger não estava a tratar do relvado como o Rui pensava. Tenho de ver como é que resolvo isto. Só tenho despesa e a relva está pior do que antes. Está aqui um nó difícil de desatar.
Foi aí que o Rui teve uma ideia brilhante. Vou ao encontro de uma alfaiate, costureira, tailor ou como lhe queiram chamar. Uma costureira muito rápida, muito swift que me desate este nó. E aí a coisa correu. A costureira apareceu; ela até precisava de um campo para pintar a manta e disse: ó Rui: eu até te alugo o campo para pintara manta.
Esta costureira, que sendo nova não é trouxa nenhuma, cantou o choradinho a muitas admiradoras e estas apareceram aos milhares. Até pagaram bem para a ajudar a pintar a manta. E assim fizeram. Em dois dias pintaram a manta. A costureira que eventualmente teria um problema de habitação para resolver, como jovem que é conseguiu resolvê-lo. E ainda sobrou dinheiro para pagar ao Rui.
O Rui também não precisou de pagar à costureira e ainda ficou com o nó desatado por mais algum tempo.
O dinheiro que sobrou ao Rui ainda dá para algum tempo, evitando uma transferência SWIFT para a conta do Roger.
O Rui satisfeito com esta situação até convidou um grupo de outros meninos para o ouvirem contar a história sentados em cadeiras, á sua volta e na sua relva.
Vivem todos, para já, muito felizes