06/09/2026
A Saúde não está em crise por falta de profissionais. Está em crise porque durante demasiado tempo se aceitou gerir o limite como se fosse normal.
Nas urgências, vemos diariamente o resultado de decisões adiadas, de recursos insuficientes e de profissionais que continuam a dar tudo, muitas vezes muito para além do que lhes é exigível.
Mas há outra batalha que precisamos de travar: a liderança na Medicina.
As mulheres já são uma força incontornável na Saúde. Falta-lhes, muitas vezes, o mesmo espaço de decisão, reconhecimento e poder que conquistaram no terreno.
E depois há quem cuida.
Profissionais exaustos, pressionados, desvalorizados, mas que continuam a entrar todos os dias no hospital e a assumir uma responsabilidade que nenhuma estatística consegue traduzir.
Foram estes três temas que abordei: a realidade das urgências, o papel das mulheres na Medicina e na Liderança e os desafios de quem trabalha na linha da frente da Saúde.
Não falei para agradar.
Falei porque acredito que quem conhece a realidade tem o dever de a dizer.
Porque a Saúde não pode continuar a ser gerida por quem olha apenas para números.
Por trás de cada número há um doente.
E por trás de cada doente há um profissional que não pode ser deixado sozinho.
A Saúde não precisa de silêncio. Precisa de coragem política. 💙