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17/12/2020

Nascido da sinergia de cinco músicos, professores na Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra, quintetango apresenta-se numa aproximação à form...

10/12/2020

Já há vacina para o covid!
Breve voltaremos às nossas tertulias.

09/05/2020
28/04/2020

Um 25 de Abril na liberdade do confinamento

É em “prisão domiciliária” devido ao Covid 19 que este ano, como muitos dos meus concidadãos, comemoro a Liberdade e a Democracia. O nosso 25 de Abril.
Em 1974 já era médico e tinha entrado para a tropa, em Mafra, três dias antes, a 22 de Abril. Havia a ditadura e a guerra colonial. Eu e o meu pai tínhamos sido presos e torturados. Poucos meses antes, fora candidato da Oposição, por Coimbra, nas “eleições” de 73, as últimas encenadas pelo regime.
Sabia que se ia passar alguma coisa. Não sabia quando e como. E embora empenhado, havia uma sombra como pano de fundo. Tinha consciência que o regime não cairia sem violência, e eu, a família, amigos e camaradas, no momento da libertação, podíamos sofrer duramente com isso.
Mafra não era um bom sítio para se estar na altura da mudança. Constava que se preparava um golpe dos ultras do general Kaulza e a memória do sanguinário golpe de Pinochet, em 73, no Chile, estava ainda fresca.
Poucas semanas antes, numa reunião semiclandestina da “comissão executiva” da Oposição, realizada em Leiria, tinha-se discutido e aprovado o apoio ao programa do
Movimento das Forças Armadas.
Quando acordei, às seis horas da manhã e constou que tinha havido um golpe de estado, a repetição, sem palavras, de uma marcha militar na rádio, deixava as maiores dúvidas quanto ao meu futuro imediato.
Depois de um tempo que pareceu interminável, o “comunicado do Movimento das Forças Armadas”.
Afinal correu tudo bem. Embora ainda tivesse havido mortos - como se no estertor final, a ditadura quisesse mostrar os seus instintos assassinos – o futuro tinha amanhecido vitorioso e alegre.
Como gosto de dizer, levando o humor para uma interpretação tão enganosa como literal (tinha chegado há poucos dias a Mafra e deram-nos nessa manhã o equipamento), “no dia em que me puseram uma espingarda nas mãos, o fascismo caiu…”
Felizmente, e ao contrário do que agora aconteceu com o vírus, os apelos para que as pessoas ficassem em casa não foram seguidos. Foi o povo e o MFA que fizeram a revolução.

Mas, como dizia Mário Sacramento, um dos obreiros desse amanhecer, “onde os privilégios económicos subsistem, os direitos políticos não estão enraizados e podem ser coarctados sem dificuldade. A política não é mais do que a cúpula do edifício societário. Pode ser pintada de mil maneiras, mas não deixa por isso de fazer corpo com as paredes que a sustentam.”
Passado o impulso revolucionário, o país voltou a ser um lugar onde os “privilégios económicos subsistem”, atado a uma União Europeia onde a política do capital passou a “ser pintada de mil maneiras”, como vacina contra os belos tempos do PREC.

Hoje, vivemos de novo uma época perigosa.
Na véspera destas comemorações do 25 de Abril, o presidente dos Estados Unidos - o homem que tem o poder de carregar no botão que dispara os mísseis nucleares -, confrontado com a mortalidade nos USA provocada por um vírus que desprezou contra todos os alertas, aconselhou “uma injecção de desinfectante” para tratar a pandemia, causando um arrepio de incredulidade em todos os profissionais da Saúde que o possam ter ouvido.
É neste ambiente de irresponsabilidade e de mentira, que volta a crescer o neo-fascismo do centro e Leste europeu e o populismo primário e arrogante de Trump’s e Bolsonaros, onde se junta a defesa dos mais obscenos privilégios à ignorância e aventureirismo no exercício do poder.
Por cá, o vírus também serviu de cobertura para a direita nacional tentar abafar as comemorações do dia em que conquistámos a Liberdade. Uma vez mais, não conseguiu.

A luta continua!

Jorge Seabra
25-4-2020

19/04/2020
Grande sessão!....Obrigada, camaradas!
21/02/2020

Grande sessão!....
Obrigada, camaradas!

No próximo dia 20, a nossa conversa, na Biblioteca, será sobre a Reforma Agrária memórias e actualidade.Apareçam!...
10/02/2020

No próximo dia 20, a nossa conversa, na Biblioteca, será sobre a Reforma Agrária memórias e actualidade.
Apareçam!...

No próximo dia 20, quinta feira, a nossa conversa na Biblioteca será sobre a Reforma Agrária.Apareçam!...
10/02/2020

No próximo dia 20, quinta feira, a nossa conversa na Biblioteca será sobre a Reforma Agrária.
Apareçam!...

Foi ótima a conversa do mês, desta vez com a prof. ª Esmeralda Cardoso.Obrigada, Esmeralda (Nina)!Até breve!
23/01/2020

Foi ótima a conversa do mês, desta vez com a prof. ª Esmeralda Cardoso.
Obrigada, Esmeralda (Nina)!
Até breve!

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