03/09/2026
NA COMPORTA, UM STOP NÃO É APENAS UM SINAL.
PODE SER A DIFERENÇA ENTRE A VIDA E A MORTE.
Ontem, dia 2 de setembro, por volta das 16h00, a Comporta voltou a assistir a uma situação que nenhum de nós deveria ter de testemunhar.
No cruzamento da Rua 24 de Junho com a Rua do Alecrim, junto ao novo Espaço Intermodal da Comporta, ocorreu um violento acidente de viação envolvendo uma viatura comercial e um pequeno motociclo elétrico.
De acordo com as informações de que dispomos, a viatura que circulava na Rua do Alecrim terá entrado no cruzamento sem respeitar o sinal de STOP, embatendo violentamente no motociclo que seguia em direção à Rua Zeca Afonso.
As fotografias que acompanham esta publicação dizem, talvez melhor do que quaisquer palavras, aquilo que aconteceu.
Um motociclo no chão.
Um capacete abandonado no asfalto.
Uma estrada transformada, por momentos, num cenário de emergência.
E uma pessoa que, naquele instante, viu a sua vida f**ar suspensa.
A vítima foi transportada de helicóptero, em coma induzido, para o Hospital Garcia de Orta. Temos, felizmente, conhecimento de que foi entretanto submetida a uma intervenção cirúrgica com sucesso e de que, neste momento, os seus dias parecem já
não estar em perigo.
A todos os que acompanharam esta situação, f**a o nosso desejo de uma recuperação plena e rápida.
Mas este acidente deve obrigar-nos a parar. Literalmente. E metaforicamente.
Porque aquilo que aconteceu ontem não pode ser tratado apenas como mais um acidente.
Na Comporta, assistimos diariamente a comportamentos que não podem ser normalizados: velocidades excessivas, desrespeito pela sinalização, ultrapassagens e manobras perigosas, falta de atenção nos cruzamentos e uma preocupante
desvalorização das regras mais elementares de circulação.
E é importante dizê-lo claramente:
O problema não são apenas os turistas.
O problema não são apenas os forasteiros.
O problema somos todos nós quando, ao volante, decidimos que as regras são para
os outros. Quem vive na Comporta conhece estas ruas.
Quem trabalha na Comporta conhece estas ruas.
Quem visita a Comporta conhece estas ruas.
E todos sabemos que são ruas onde circulam diariamente crianças, idosos, peões, bicicletas, motociclos e pessoas que simplesmente atravessam uma estrada para chegar a casa.
Um STOP não é uma sugestão.
Uma passadeira não é um obstáculo.
Um limite de velocidade não é uma recomendação.
São regras criadas para proteger vidas.
Ontem, uma pessoa ficou entre a vida e a morte porque, aparentemente, uma dessas regras terá sido ignorada.
Amanhã, pode ser um filho.
Um pai.
Uma mãe.
Um amigo.
Um vizinho.
Ou qualquer um de nós.
Não queremos uma Comporta onde seja preciso ter medo cada vez que atravessamos uma rua.
Queremos uma Comporta segura.
Uma Comporta onde se respeite a sinalização.
Onde se conduza com responsabilidade.
Onde quem anda a pé ou de duas rodas não tenha de disputar a estrada com quem conduz como se estivesse sozinho.
A Junta de Freguesia de Comporta apela, por isso, a todos os condutores (residentes e visitantes) para que respeitem rigorosamente a sinalização, moderem a velocidade e conduzam com a atenção e o respeito que os outros utilizadores da via merecem.
Porque chegar dois minutos mais cedo nunca pode valer mais do que a vida de uma pessoa.
Na estrada, não há pressa que justifique colocar uma vida em risco.
RESPEITE.
ABRANDE.
PARE.
A COMPORTA É A NOSSA CASA. E numa casa, as vidas das pessoas estão sempre primeiro.