31/12/2025
//COMUNICADO - PS REJEITA AUDITORIA EXTERNA INFUNDADA E DEFENDE INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS EM CORUCHE
A proposta de auditoria externa ao Município de Coruche apresentada pelo partido Chega não mereceu a aprovação do Partido Socialista, por não existir qualquer fundamento que a justifique, a não ser a tentativa de gerar desconfiança nas instituições e descredibilizar os seus representantes eleitos.
O Município de Coruche encontra-se hoje numa situação sólida e reconhecida, como demonstram indicadores concretos e verificáveis:
• Boa situação financeira, com contas equilibradas;
• Cumprimento dos prazos de pagamento a fornecedores;
• Cumprimento dos limites de endividamento, confirmado pela não aplicação da Lei dos Compromissos em 2025;
• Plano de Prevenção dos Riscos de Corrupção e Infrações Conexas em vigor e aplicado;
• Reconhecimento nacional em rankings financeiros e de boa gestão;
• A atividade da Câmara é já escrutinada por um conjunto de entidades externas, a quem tem de comunicar e remeter relatórios como o Tribunal de Contas, a Autoridade Tributária, a DGAL, a CCDR (Lvt e Alentejo) (..);
Perante estes factos, insistir numa auditoria extraordinária não se configura como um ato de transparência, mas sim como uma tentativa de achincalhar e desacreditar as instituições, lançando suspeitas sem base real e procurando transformar a democracia num palco permanente de insinuação.
A Assembleia Municipal possui, sim, poderes de fiscalização, e deve exercê-los com responsabilidade.
Não tem, porém, poderes de investigação, competência que pertence às entidades judiciais e de controlo externo. Dizer o contrário é alimentar uma narrativa populista que não serve a democracia.
O PS não participa em estratégias que fragilizam Coruche, nem pactua com narrativas que colocam em causa o trabalho diário dos serviços e trabalhadores municipais, que garantem uma gestão rigorosa, transparente e de proximidade — nem dos executivos anteriores, que serviram os coruchenses e já não se encontram em funções, mas cujo trabalho merece respeito institucional.
Toda e qualquer investigação que venha a ser determinada pelas autoridades competentes contará sempre com a cooperação dos eleitos do PS. Mas no plano político, a missão dos nossos autarcas é trabalhar e realizar investimento em Coruche, que promova a fixação da população e dinamize a nossa economia.
Estranhamos ainda o âmbito temporal desta auditoria, e a escolha seletiva de 12 dos 24 anos de gestão. Estas omissões revelam que o propósito não é apurar a verdade — é produzir ruído político e social, alimentado por forças com dificuldades em aceitar os resultados eleitorais e o trabalho realizado em prol de Coruche e dos coruchenses.
A incoerência torna-se ainda mais evidente recordando que o Chega esteve representado no mandato anterior da Assembleia Municipal, precisamente durante parte do período que agora pretende escrutinar, sem que tenha apresentado uma única iniciativa de fiscalização, proposta, questão ou pedido de esclarecimento.
Todos os documentos de gestão e prestação de contas são públicos e acessíveis.
Quem quer fiscalizar, fiscaliza.
Quem se baseia em suspeições apenas com base em perceções e desinformação, cria apenas ruído.
Como previsto no Orçamento de 2026, o Município reforça os mecanismos de informação económico-financeira e mantém a prática, existente há vários mandatos, de contratar auditor externo às contas. A transparência em Coruche não começou este ano, faz parte da sua cultura de gestão.
Por tudo isto, o PS rejeita esta proposta por considerar que não responde a qualquer necessidade objetiva, mas sim a uma agenda marcada por má-fé política e pela tentativa de transformar a Assembleia Municipal num palco de disputa populista, com desrespeito pelos eleitos, pela Mesa e pela função institucional deste órgão — numa cada vez mais evidente coligação entre Chega e Volta.
Reforçamos, que a votação da Moção, não reuniu de imediato a maioria dos votos, pelo que não foi aprovada.
O Partido Socialista reafirma, assim, o seu compromisso com a transparência verdadeira, a defesa das instituições democráticas e do respeito institucional que os coruchenses merecem por parte dos seus representantes.
Sempre, com responsabilidade e seriedade no trabalho contínuo e dedicado pelo futuro de Coruche.