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Forum Algarve more than a shopping,  an investment experience who is fu***ng our lifes.Enquanto andávamos a contar o din...
05/09/2026

Forum Algarve more than a shopping, an investment experience who is fu***ng our lifes.

Enquanto andávamos a contar o dinheiro para chegar ao fim do mês e pagar a renda, surge a notícia de que um fundo de investimento alemão vendeu o Forum Algarve a um fundo de investimento espanhol por 130 milhões.

Com tantos milhões a circular, quem lá trabalha continuará a contar tostões num trabalho de m***a, e ainda tem de fazer noites e fins de semana...

A ideologia neoliberal e a Troika permitiram privatizações sem precedentes, aproveitadas por fundos especulativos que antes especulavam na bolsa com ações e que passaram a controlar infraestruturas e a especular com recursos básicos reais, como a habitação, os hospitais, escolas, etc.

Tal como na bolsa, o objetivo é especular. Quem compra o Forum Algarve por 130 milhões de euros tem a expectativa de o vender por muito mais daqui a 5 ou 7 anos. Da mesma forma, quem investir nas casas de 3 milhões de euros no Parque Ribeirinho espera vendê-las por muito no futuro.Por isso o preço das casas e das rendas não pára de aumentar por isso tem que se degradar a saúde e o ensino público.

No verão passado o Hospital das Gambelas também foi vendido por 135 milhões de euros. O mesmo se verifica com o Hospital Privado de Loulé, lançado por pessoas ligadas ao PSD e que já mudou de proprietário duas ou três vezes. Atualmente, pertence ao grupo Luz Saúde, do qual 40% foi adquirido pelo fundo australiano Macquarie, um dos maiores investidores mundiais em infraestruturas, com participações em aeroportos, autoestradas, habitação e ativos energéticos em vários países.
Ou o novo hospital privado de Faro, que começou agora a ser construído e cujo nome de fachada é Lusíadas (a literatura a ser usada para nos f***r a vida), mas o fundo francês é a Vivalto sendo um dos seus grandes financiadores a BlackRock. BlackRock (uma das principais financiadoras da campanha de Trump), que já "investe" no mercado português 5 mil milhões de euros, quase todos aplicados no setor da habitação.

Eis o esplendor do mercado!

É para estes fundos que se governa o país e a cidade. Os pacotes laborais servem para atacar ainda mais os de baixo.
Nenhum PSP se lembraria de enfiar o novo CEO do fundo que comprou o Fórum num carro-patrulha, levá-lo para o mato, em Pechão, e espancá-lo até à morte (como fizeram com o imigrante marroquino).

Alguns imbecis, quando se deparam com a erosão da vida em sociedade que o capitalismo financeiro provoca, lembram-se de proclamar que a culpa é do 25 de abril ou da esquerda e da extrema-esquerda que governaram o país. Outros dizem que a culpa é dos imigrantes e das feminista.Os fundos precisam destas distrações para não serem atacados

A frustração individual não leva a lado nenhum. Só a resistência coletiva, enquanto movimento antagonista que queira arrancar a cidade e o território à devastação do mercado e da especulação capitalista.

Entretanto aparece para uma escuta colectiva
Fronteira do medo ( uma investigação jornalistica sobre o policiamento dos bairros guetizados )
Terça feira 18.30.Silves ( Templo do Tempo)
Quarta feira 18.30 Faro ( Sraf " os artistas")

A cultura ao serviço d@ capitalUm dos festivais mais imbecis que por aí andam, o TREBICA, surge agora em Loulé, depois d...
08/08/2026

A cultura ao serviço d@ capital

Um dos festivais mais imbecis que por aí andam, o TREBICA, surge agora em Loulé, depois do flop de há dois anos em Lisboa que, com meio milhão de euros de apoio público, culminou na conhecida fotografia entre Carlos Moedas e Robert De Niro.

Desta vez, não se espera uma fotografia entre o presidente da Câmara, Telmo Pinto, e Robert De Niro porque, desta vez, o ator-empreendedor já investiu muitos milhões num novo resort de luxo em Cacela, apresentado como “uma aposta no imobiliário premium... com uma visão arquitetónica e de interiores coesa” e — sublinhe-se o detalhe — “com o carácter deste Algarve”.

Quem aposta forte é a “marca” Vilamoura (seja lá o que isto for), como parceiro oficial deste festival, quando ele voltar a Lisboa. “A marca Vilamoura transformará espaços em experiências. A zona VIP do evento, denominada ‘Friends of Trebica curated by Vilamoura’, será pintada de azul, evocando o tom do destino e a serenidade do seu lifestyle”...

Na mesma semana, Loulé apresenta a sua candidatura a Capital da Cultura. Este grande investimento na “cultura” que já vem detrás coloca uma questão:
não estará este tipo de “cultura” a cumprir a sua função de legitimação do capital, isto é, do modelo de pilhagem do território e destruição social que tem avançado de forma galopante nos últimos anos e dos quais os guetos de milionários como a Quinta do Lago e de Vilamoura são o melhor exemplo e eles próprios os verdadeiros financiadores da “cultura” na região?

Será esta forma de “cultura” , é a “expressão e o aprofundamento dos valores humanistas e da vivência democrática” como defendem os seus mais entusiastas apoiantes ou uma forma de legitimar o capital na sua lógica de apartheid social?

Será esta uma forma de tornar a região “mais inclusiva” como defendem os seus "embaixadores " quando o modelo social e urbanístico assenta na exclusão .Entre a vivenda de 15 milhões na Quinta do Lago e o quarto onde dorme 15 migrantes

Que potencial transformador terá o burocratizado e egocêntrico “mundo das artes” quando, segundo um estudo recente, 75% dos inquiridos na área das artes performativas revelam ter sido vítimas de assédio moral e 50% de assédio sexual, tornando o assédio em algo estrutural no “mundo das artes”

23/07/2026
Génova G8 25 Anos Génova foi o auge e o fim (através de uma brutal repressão) de um vibrante movimento global contra os ...
19/07/2026

Génova G8 25 Anos

Génova foi o auge e o fim (através de uma brutal repressão) de um vibrante movimento global contra os donos do mundo.

Depois de terem decretado o " Fim da História" eis que surge um inesperado Movimento Global que junta zapatistas, ecologistas, imigrantes, católicos progressistas,Black Block. Um movimento muito diverso com linguagens e práticas diferentes, mas juntos contra um inimigo comum: a financeirização do espaço global.
Em Seattle a reunião da Organização Mundial do Comércio é suspensa pela acção dos manifestantes e, desde aí, acaba a paz para os donos do mundo.
A 19 de julho de 2001 começa em Génova a reunião do G8 e ,sob o lema “vocês são 8 nós somos milhões”, começa a chegar à cidade gente de todo o lado e de todo o tipo de colectivos e organizações, numa espécie de Movimento dos Movimentos, tendo Manu Chao como banda sonora.
A polícia reage com uma brutal repressão sobre os manifestantes .A 20 de Julho Carlo Giuliani é morto com dois tiros seguido de atropelamento pelo Land Rover Defender dos carabinieri ." polícia 1 manifestantes 0" ouve-se na comunicação entre policias.A tensão aumenta e a repressão também, terminando num banho de sangue na escola Diaz onde está a funcionar a sede do Génova Social Forum e onde estão os meios de informação independente da Indymedia.
Génova torna se um trauma colectivo, o movimento morre, ficando desimpedido o caminho para a aceleração do neo-liberalismo e para o ressurgir do fascismo. O consenso contra os donos do mundo esfuma-se e agora o problema é o imigrante, a pessoa trans, o cigano ...
25 anos depois, imersos neste caos social e climático, é tempo de voltar a criar um contra-poder global real. Com instituições próprias autónomas que volte a associar pessoas e colectivos num posição ofensiva e não defensiva, que saía da lógica integradora no sistema e da lógica individualista e narcisista.

90 anos depois a Revolução Espanhola continua a ser uma janela aberta com vista para um outro horizonte que não o triste...
18/07/2026

90 anos depois a Revolução Espanhola continua a ser uma janela aberta com vista para um outro horizonte que não o triste realismo capitalista.
Começou como reação ao golpe dos generais fascistas contra a frente popular em julho de 1936.Na Catalunha,no Levante em Aragão os operários e os camponeses libertários criaram a maior das colectivizaçoes não estatais de fábricas e terras.
A memória colectiva deste exemplo de emancipação social continua viva!

Greve geral contra o Capital!Nada do que hoje consideramos como direitos nos foi oferecido;  tudo foi duramente conquist...
01/06/2026

Greve geral contra o Capital!

Nada do que hoje consideramos como direitos nos foi oferecido; tudo foi duramente conquistado.
Nas fábricas do séc. XIX as crianças trabalhavam mais de 14 horas sem direito a descanso . A pobreza crescia ao mesmo tempo que crescia a riqueza do capital.
Para fazer frente a estas injustiças os trabalhadores organizaram-se em sindicatos e descobriram a força da Resistência Coletiva e da Solidariedade .
Surgem as greves gerais pelas 8 horas de trabalho, pelo direito à reforma, pelo aumento dos salários. É essa força coletiva que age contra o poder do capital e que vai forçar o Estado a criar a Escola Pública e a Saúde Pública.
A reação do capital às vitórias e conquistas do movimento operário foi a deslocalização das fábricas para continentes e regiões, onde os direitos e os salários de quem trabalha não estivessem tão defendidos e onde a pilhagem dos recursos fosse mais fácil. Num outro momento, o capital quis assegurar a sua hegemonia apresentando os seus interesses como se fossem os interesses de todos e tentando converter uma estrutura desigual naquilo que seria a “ordem natural”...
Outra das marcas desta ofensiva foi a individualização narcísica da sociedade, que agiu diretamente contra as formas comunitárias de vida, substituindo vínculos sociais por relações de mercado, como é agora a intenção da Câmara de Faro em converter a Fábrica da Cerveja num hotel de luxo.
Hoje o salário já não chega para pagar a renda de casa. Hoje 5 milhões e meio de pessoas, portanto metade do país, reparte entre si apenas 3,63% da riqueza nacional. Por outro lado, os 10% mais ricos detêm 60% total dessa riqueza.
O CEO da Jerónimo Martins, uma empresa que foge aos impostos em Portugal, ganha 223 vezes mais que o salário médio dos seus trabalhadores.
Este pacote laboral é feito à medida do capital( da Jerónimo Martins, da Uber ,da Galp), não de quem trabalha.
No Allgarve do capital, dos resorts e do golf, vai ser uma festa para os patrões terem mais contratos precários durante mais tempo; poderem despedir ilegalmente e substituir esses trabalhadores por alguém, mais explorado ainda, vindo das empresas abutres de trabalho temporário.
O que o governo pretende com este pacote laboral é que trabalhemos mais por menos dinheiro enquanto a renda de casa e a exploração aumentam.
Como dizia o Pedro Vieira:
ELES COMEM TUDO É O Car🧄!!!

O Allgarve e o novo  modelo de Apartheid Social Multiplicam-se as evidências de que o Allgarve se está a tornar numa reg...
29/05/2026

O Allgarve e o novo modelo de Apartheid Social

Multiplicam-se as evidências de que o Allgarve se está a tornar numa região de Apartheid Social.

As casas em construção ou no mercado são inacessíveis aos residentes. Daí o marketing "Your 2nd Home In Algarve" porque nós já não contamos...

A educação e a saúde privadas são outros dos grandes negócios que fazem a linha divisória entre a minoria que consegue pagar mais de mil euros por uma propina numa escola privada e a grávida que não é atendida nas urgências do hospital público de Faro.

Entre o Expat (eufemismo para imigrante rico do norte global) e o imigrante que faz a manutenção num hotel de 4 ou 5 estrelas e vive num bairro de mobile homes escondido no meio do campo, ou num quarto partilhado com mais 10 pessoas, cruzam-se as desigualdades mais extremadas do novo Allgarve.

É neste processo de Apartheidização e destruição do património social, económico e ambiental do Allgarve, que surge a “brilhante" ideia de, no centro de Faro, converter a antiga Fábrica da Cerveja (um espaço público, onde se dão aulas de música às crianças onde se organizam debates e exposições muitas vezes de forma gratuita) em (mais um) Hotel de Luxo!!??!!

Atrair capitais, expulsar os locais!
Para poucos muito
Para muitos pouco

O Novo Normal no Allgarve!

Faro não se vende!                        A Fábrica é de Tod@s!  A câmara de Faro quer tornar um espaço que é de Tod@s, ...
25/05/2026

Faro não se vende!
A Fábrica é de Tod@s!

A câmara de Faro quer tornar um espaço que é de Tod@s, a Fábrica da cerveja, num Activo financeiro.

A Fábrica da cerveja situada em pleno centro da cidade tem sido palco de; concertos ,teatro ,debates ,cinema , exposições etc etc ...e muitas das vezes de forma gratuita .

Tornar este espaço num Activo económico significa que vai entrar no grande negócio dos mercado de capitais imobiliários responsáveis pela maior acumulação de capital do planeta superando 25 vezes mais a capitalização conjunta da Apple , Microsoft,Tesla e Amazon.. Estes mercados são os principais responsáveis pelo enorme aumento das desigualdades sociais nos últimos anos.

Se em Faro as rendas médias já vão nos 1300 euros por mês enquanto o salário médio é de 1500€ .
Com a transformação de um espaço público Colectivo num Hotel de 5 estrelas em pleno centro da cidade é a garantia que as rendas vão aumentar ainda mais .
Se o Pacote Laboral for aprovado é a garantia que os salários vão estancar ou diminuir e vamos trabalhar mais ...

Qual é a ideia da Câmara de Faro ?
Que fiquemos isolados e fechados em casa, ou num quarto alugado, enquanto privatizam os nossos espaços de encontro e de lazer ???

Só a Resistência Colectiva e a Desobediência Civil pararão a destruição das nossas cidades e das nossas vidas

Sexta feira em faro
25/05/2026

Sexta feira em faro

Celebrou-se na semana passada o dia da independência de Israel — que corresponde, pelo nosso calendário, ao dia 14.05.19...
10/05/2026

Celebrou-se na semana passada o dia da independência de Israel — que corresponde, pelo nosso calendário, ao dia 14.05.1948. Mas a esta data os palestinianos dão um outro nome, bem menos exaltante: a Nakba, que significa em árabe: «catástrofe». E porquê? Porque o evento fundador do Estado de Israel significou a expulsão de mais de metade da população autóctone da Palestina — cerca de 800 mil palestinianos, na destruição de 531 aldeias, no esvaziamento total de 11 bairros urbanos, e de muitos milhares de mortos que perderam a vida em massacres realizados pelas milícias israelitas, como o massacre de Deir Yassin, onde pelo menos 100 palestinianos, mulheres e crianças, terão morrido.

E tudo isto apenas três anos depois do Holocausto, utilizando não apenas os mesmos métodos de terror e de violência n**i, mas usando e mimetizando os mesmos princípios de «limpeza étnica» e o mesmo ideário de constituição de um «espaço étnico puro». E não sou eu que o digo, é Ilan Pappe, um historiador israelita que escreveu e publicou, entre outros, um livro essencial, felizmente publicado entre nós, que se chama A limpeza étnica da Palestina.

A complacência do Ocidente com Israel tem razões históricas e políticas, mas isso não a torna menos escandalosa perante um genocídio, cuja particularidade mais insidiosa é, na verdade, a sua longa duração: 78 anos. De acordo, com fontes oficiais, o número total de palestinianos que vive hoje exilado ou deslocado é de 7 milhões.
Pedro Levi Bismarck

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