A presença humana na Freineda remonta à Antiguidade, comprovada pela existência de uma grande necrópole, com mais de 100 sepultura antropomórficas que foram destruidas durante a construção da linha férrea, no último quartel do séc. Actualmente, ainda, é possível observar três dessas sepulturas, junta à antiga padaria (em Freineda Gare, na entrada para a Quinta da Carvalheira), duas de adultos e um
a de criança, com orientações a norte e a nascente. Piranha Gomes (in, História da Diocese da Guarda), a Freineda pertencia ao Bispado de Ciudad Rodrigo, bem como as Igrejas de Castelo Bom e seu termo, Vilar Formoso, Nabais e S. Pedro do Rio Seco. XVII encontram-se, no Cabeço do Picoto, vestígios mal definidos, de um Castelo levantado durante as Guerras da Restauração. Como em muitos outros casos não é de estranhar que tenha sido edificado a partir de um antigo Castro-Romano, conforme sugere o General João de Almeida (in, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Volume I - Capítulo 3º - pág. 153/189). Em 1773, segundo os planos territoriais do Marquês de Pombal, houve uma restruturação através da integração das diversas paróquias no novo Bispado de Pinhel, sendo a Freineda pertencente à "Visita de Riba Côa"
No início do Séc. XIX a aldeia não teria mais de 50 casas, 200 pessoas e uma grande Igreja. Foi nesta altura que, na sequência das Invasões Francesas (1807, 1809 e 1810) e do auxílio britânico a Portugal, que esteve aquartelado na Freineda o Duque de Wellington. O Comandante Chefe do Exército Luso-Britânico que resistiu às três invasões francesas lideradas por Junot, Soult e Massena, respectivamente, montou o seu Quatel General, entre Novembro de 1812 e Maio de 1813, na «maior casa da aldeia» (in, Robert Burnham), situada no Largo da Igreja. Após a presença do Lord Wellington a Freineda terá vivido um período de desenvolvimento, já que em 1870 torna-se uma vigaria independente da de Castelo Bom e seu termo, e no início do séc. XX surge referênciada como uma aldeia de grande dinamismo e possuidora de vários equipamentos, inovadores para a região. A primeira metade do séc. XX correspondeu a uma época de grande crescimento a que não será estranha a Linha Férrea e a fábrica de moagem aí existente, inicialmente junto ao Rio Côa e depois no povoado.